Mostrando postagens com marcador Dilma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dilma. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Esquemas de Erenice, a ministra de Dilma

Este artigo de Élio Gaspari apresenta as conexões dos esquemas suspeitos envolvendo a ministra Erenice, braço direito de Dilma. Não tenho dúvida que a política burguesa do PT leva este partido a ter os mesmos métodos e pressões que existem no PSDB. Não é à toa que ambos são defensores do mesmo regime político e do mesmo modelo econômico. Leiam o artigo.

ELIO GASPARI

A parentela de Erenice
--------------------------------------------------------------------------------
Poderia ter sido a saga de um nordestino valente, mas virou um mingau de clientelismo explícito
--------------------------------------------------------------------------------


ERENICE GUERRA chorou quando Lula levou-a para conhecer o Palácio da Alvorada. Seu pai fora um dos candangos que deixaram o sertão nordestino na segunda metade dos anos 50 para construir Brasília. Pedreiro, ajudara a montar aquela caixa de vidro e mármore.
Em 1958, os peões da empreiteira da obra do palácio quebraram barracões do acampamento onde viviam porque encontraram vermes na carne que lhes era servida. As revoltas dos candangos não fazem parte da crônica épica da construção de Brasília.
A filha do candango do Alvorada diplomou-se em direito, criou quatro filhos na cidade-satélite do Guará, tornou-se servidora pública, militou nas ações sociais da Igreja Católica e ajudou a organizar o PT. Passou pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal e pela Eletronorte. Como consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia, conheceu Dilma Rousseff.
Uma história comovente, variante dos "Dois Filhos de Francisco", eco do estucador Pedro Nieddu, o avô de Fernanda Montenegro que trabalhou na construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
A história de Erenice, de um Brasil capaz de tudo, no qual uma jovem mãe que percorria as ruas do Guará numa bicicleta se tornou chefe da Casa Civil da Presidência, desembocou na rotina das vorazes parentelas de Brasília.
Erenice voltou ao palácio no último domingo, para explicar a Nosso Guia as circunstâncias em que o neto do pedreiro do Alvorada virou despachante de pleitos milionários na sua área de influência.
Aos 19 anos, seu filho Israel entrou no mundo dos negócios como sócio de uma empresa montada pela mãe e registrada em nome de uma professora casada com um auxiliar de bombeiro hidráulico. Seu nome: Asa Imperial. O propósito: "atividades de investigação particular", "segurança e vigilância privada". (O PT conquistara o governo de Brasília havia dois anos, em 1995, e Erenice chefiava o gabinete do secretário de Segurança da cidade.)
Em 2006, Israel tornou-se gerente técnico da maternal Agência Nacional de Aviação Civil. Dois anos depois pousou no gabinete do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).
Saulo, irmão de Israel, é dono da Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, contratada por uma linha aérea para azeitar a venda de serviços aos Correios. Tem como sócia Sonia Castro, mãe de Vinicius Castro (ex-Anac), sobrinho do ex-diretor de operações dos Correios. Até segunda-feira, ele foi assessor da secretaria-executiva da Casa Civil.
Antonio Eudacy Alves Carvalho, irmão de Erenice, esteve na Controladoria-Geral da União e na Infraero, mãe de tantos bons companheiros. Maria Euriza de Carvalho, outra irmã da doutora, trabalhou no Ministério do Planejamento e é consultora da Empresa de Pesquisa Energética, de onde contratou, sem licitação, o serviço da banca de advocacia onde trabalhava Eudacy. José Euricélio, outro irmão de Erenice, foi funcionário do Ministério das Cidades.
Ao longo de 15 anos, a partir da instalação de um governo petista no Distrito Federal, quatro filhos e dois netos do pedreiro do Alvorada passaram por pelo menos 14 cargos nas áreas de transportes, saúde, planejamento, segurança, energia e burocracia legislativa. Pelo visto, pode ter sido pouco.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Turma boa heim?

Turma boa heim??? um dia antes de ser preso por corrupção o ex governador do Amapá Waldez Góez do PDT recebeu o apoio de Lula na TV.

"Aqui no Amapá vote em Waldez Góes, que está com Dilma" disse Lula horas antes do sujeito ser preso por corrupção, veja o programa:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Burrice tucana

Quando saiu a propaganda do Serra fiquei espantado com a desorientação da oposição de direita. Depois do Silva vem o Zé era demais. Em seguida, a propaganda piorou, afirmando que Lula e Serra eram dois grandes homens públicos. As pesquisas eleitorais logo depois mostraram o crescimento de Dilma e sua possibilidade real de ganhar no primeiro turno. Também pudera.
A tática dos tucanos se apoiou num fato certo: Lula manteve o plano econômico de FHC, a mesma política monetária e as políticas sociais compensatórias. E daí tiraram a conclusão de que poderiam disputar a herança de Lula como se o apoio ao governo fosse um apoio à continuidade da política tucana levada adiante pelos petistas, bastando, portanto, reivindicar algo desta herança e mostrar que depois do Silva vem o Zé. Antes disso tiraram as gravatas dos tucanos candidatos para tentar colá-los na população. Não deu certo, nem dará.

O apoio ao governo Lula de uma parte expressiva da população é real e está na base das intenções de voto para Dilma. Este apoio se deve a uma combinação de elementos, entre os quais se inclui medidas sociais compensatórias dos planos de ajuste capitalistas, como a bolsa família e o Prouni para citar duas fundamentais para quem recebe. E quando alguém recebe, não quer correr o risco de perder e fica grato a quem "concedeu". Num país como o Brasil, onde os direitos são tão desrespeitados, o que é uma obrigação do Estado muitas vezes é visto como concessão do governante de plantão.

Mas as medidas compensatórias explicam apenas parte do apoio. Os aparatos sindicais defendem o governo com unhas e dentes e refletem os interesses de uma burocracia sindical e estatal que tem crescido em peso econômico, com os fundos de pensão, e pelo seu papel de controle e de colaboração com as gestões capitalistas das grandes empresas estatais, como Petrobrás, Banco do Brasil, CEF, além de sua colaboração com a patronal. Nunca a CUT foi tão domesticada pela patronal como agora. Os grandes capitalistas agradecem. E pagam esta colaboração também em apoio ao governo Lula, governo que tem servido para a expansão destes capitais inclusive para outros países da América Latina. Falamos do apoio de lula à Odebrecht, a Vale do Rio Doce, a Camargo Correia, a Gerdau, e um longo etctera. Os capitalistas estão ganhando muito no governo Lula, a começar pelos bancos.
Mas as pesquisas de intenção de voto escondem um fato: não há entusiasmo com o governo. A ideia de que o país está muito bem, vendida na propaganda oficial, não bate com o sentimento das ruas. Há não apenas muito descrédito com a política, mas também descontentamento com a situação social. Nas ruas temos visto que a consciência das pessoas não está apoiando a continuidade da situação como se encontra. Há uma preocupação clara com o futuro, uma reclamação generalizada com a falta de emprego, com as dificuldades da saúde, etc. E também é preciso que se diga: embora minoritária, há um espaço para uma verdadeira oposição, uma oposição de esquerda. O PSOL tem condições de avançar. Não é um avanço fácil, mas a dinâmica da situação não indica que a conciliação de classes seja a opção definida e muito menos definitiva dos trabalhadores brasileiros.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dilma é o PMDB mais forte

A matéria do Estadão que reproduzo abaixo fala por si só. Apenas digo que a mudança de lado do PT, ou seja, sua passagem para a defesa do regime burguês de modo claro e sem vergonha, impediu que o Brasil rompesse com décadas de reacionarismo político expresso nos caciques das oligarquias. E não creio que o que está reproduzido abaixo seja exagero. Num eventual governo Dilma, o PMDB será fortalecido na máquina estatal. Vale a pena ler


Direção do partido mapeou votos contrários à aliança com Dilma para apresentar fatura mais alta ao PT em caso de vitória em outubro

Por Malu Delgado

Na convenção em que Michel Temer foi homologado candidato a vice-presidente na coligação com Dilma Rousseff (PT), o PMDB revelou a voracidade com a qual pretende ocupar espaços políticos e administrativos num eventual governo da petista.

Empenhada em controlar as dissidências e, assim, apresentar a fatura mais alta ao PT em caso de vitória, a direção do PMDB mapeou os votos contrários à aliança, ou seja, os que apoiaram a candidatura presidencial do ex-governador Roberto Requião (PR).

Dos 95 votos que Requião obteve, 76 partiram do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; 12 de São Paulo, e 7 do Nordeste. As urnas foram montadas de forma a permitir que os aliados de Temer identificassem os núcleos dissidentes e a força de cada um.

Temer garantiu ao PT que se empenhará pessoalmente na "adesão" de prefeitos paulistas do PMDB à candidatura de Dilma, minimizando a força de Orestes Quércia, aliado do tucano José Serra. Pelo placar da convenção, na qual obteve 560 votos favoráveis à candidatura de vice, Temer provou ter o controle do partido.

"Não vai haver um eventual governo Dilma. Vai haver um eventual governo Dilma e Temer. Vamos ganhar juntos e governar juntos", afirmou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA). "Fomos peça-chave no governo do presidente Lula e seremos peça-chave no governo da ministra Dilma", bradou o presidente do Senado, JOSÉ SARNEY. Na convenção do PT, Sarney recebeu agradecimento explícito de Lula, pelo resultado da votação do modelo de partilha do pré-sal.


'Estado' está sob censura há 319 dias


Desde o dia 29 de janeiro, o Estado aguarda uma definição judicial sobre o processo que o impede de divulgar informações a respeito da Operação Boi Barrica, pela qual a Polícia Federal investigou a atuação do empresário Fernando Sarney.


A pedido do empresário, que é filho do presidente do Congresso, senador JOSÉ SARNEY (PMDB-AP), o jornal foi proibido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) em 31 de julho do ano passado de noticiar fatos relativos à operação da Polícia Federal.

No dia 18 de dezembro, Fernando Sarney entrou com um pedido de desistência da ação contra o Estado. Mas o jornal não aceitou o arquivamento do caso.

No dia 29 de janeiro, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira apresentou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal manifestação em que sustenta a preferência do jornal pelo prosseguimento da ação, a fim de que o mérito seja julgado.