quarta-feira, 4 de agosto de 2010
PSOL entre os partidos com as melhores bancadas do Congresso
Proporcionalmente, bancada foi a mais indicada como melhor atuação paralamentar por jornalistas que cobrem Brasília.
Na hora de escolher seu candidato para o Congresso Nacional – Câmara e Senado – é importante conhecer o trabalho que vem sendo desenvolvido por quem busca a reeleição e também pelas bancadas de seus partidos. As atividades parlamentares de Luciana Genro você pode conferir no link Mandato, mas existe um dado relevante sobre a bancada do PSOL que talvez você não conheça, e importante por que não somos nós que estamos dizendo, mas jornalistas de diversos veículos que trabalham em Brasília.
As listas dos parlamentares votados pelos jornalistas na primeira fase do Prêmio Congresso em Foco de 2009, permite uma grande variedade de leituras sobre o prestígio das 19 bancadas partidárias em atividade no Parlamento. Foram 176 jornalistas consultados, ligados a 49 veículos de comunicação. Proporcionalmente, o PSOL ficou entre as bancadas mais bem avaliadas, isso lembrando que o partido conta com apenas três deputados federais (Luciana Genro, Chico Alencar e Ivan Valente) e um senador (José Nery).
Todos nossos parlamentares foram citados pelos jornalistas!
Fonte: Congresso em Foco
Na hora de escolher seu candidato para o Congresso Nacional – Câmara e Senado – é importante conhecer o trabalho que vem sendo desenvolvido por quem busca a reeleição e também pelas bancadas de seus partidos. As atividades parlamentares de Luciana Genro você pode conferir no link Mandato, mas existe um dado relevante sobre a bancada do PSOL que talvez você não conheça, e importante por que não somos nós que estamos dizendo, mas jornalistas de diversos veículos que trabalham em Brasília.
As listas dos parlamentares votados pelos jornalistas na primeira fase do Prêmio Congresso em Foco de 2009, permite uma grande variedade de leituras sobre o prestígio das 19 bancadas partidárias em atividade no Parlamento. Foram 176 jornalistas consultados, ligados a 49 veículos de comunicação. Proporcionalmente, o PSOL ficou entre as bancadas mais bem avaliadas, isso lembrando que o partido conta com apenas três deputados federais (Luciana Genro, Chico Alencar e Ivan Valente) e um senador (José Nery).
Todos nossos parlamentares foram citados pelos jornalistas!
Fonte: Congresso em Foco
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Diário de campanha - Segunda 02/08
Mau jornalismo FS:denuncia depetudos federais que aumentaram muito patrimônio, mas omite os que diminuiram como a deputada Luciana Genro.
Para quem gosta de estudar lógica e dialética vale a pena os livros do gaúcho Carlos Roberto Cirne Lima.
A juventude do PSOL abriu o semestre na PUC hoje. Panfletagem de minha campanha para deputado estadual e Luciana Genro para federal. Não há mais ativistas que eles.
Para quem gosta de estudar lógica e dialética vale a pena os livros do gaúcho Carlos Roberto Cirne Lima.
A juventude do PSOL abriu o semestre na PUC hoje. Panfletagem de minha campanha para deputado estadual e Luciana Genro para federal. Não há mais ativistas que eles.
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Roberto Robaina
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Getúlio, Lula e o povo
Lula tem cerca de 80% de aprovação segundo as pesquisas de opinião. Todos analistas de todas as correntes de pensamento e classes sociais dizem que isso se deve em parte a sua capacidade de comunicação com o povo. Creio que este é um dado certo. Muitos também agregam, e também me parece óbvio, que muito de sua aprovação deriva das medidas sociais compensatórias, a começar pelo Bolsa Família - que atinge mais de 11 milhões de famílias - além do PROUNI e outras medidas que minoram as gigantescas carências sociais do povo. Minoram mas não resolvem nem pretendem atacar suas razões essências. Para a popularidade de Lula agrego sempre um outro elemento, a saber, o desastre da oposição de direita, a lembrança do caráter antipopular e reacionário do governo FHC. Na comparação, mesmo um crítico do governo Lula com poucas idéias de esquerda tem dificuldades de achar os tucanos menos ruins. Os tucanos e seus amigos do DEM são mesmo insuperáveis. Neste sentido, a limitada política internacional do governo petista parece revolucionária - embora não tenha nada disso - comparada com a porcaria de política contra-revolucionária do PSDB, que faz coro ao imperialismo norte-americano contra a Venezuela, contra o Irã e semeia preconceitos contra a Bolívia e Honduras, por exemplo.
Apesar das pesquisas, porém, não creio que o apoio a Lula o tornará uma liderança que nas próximas décadas seja lembrado como um defensor do povo. Não são poucos analistas que dizem que ele disputará com Getúlio este lugar na consciência da população. Não quero fazer um balanço do período de Getúlio, mas se sabe que até hoje existe gente que reivindica as conquistas da época de Getúlio. De fato, neste período, muitas conquistas sociais foram obtidas, em particular uma legislação social que hoje, aliás, esta cada vez mais ameaçada pelos planos tucanos-petistas.
Não gosto e nem vejo muito sentido em se especular sobre o futuro em geral nem muito menos em como Lula será visto. Mas me permitam apenas uma "especulaçãozinha". Não creio, sinceramente, que daqui a 50 anos ele seja visto como um líder do povo que honrou seus compromissos. Não faz sentido. Não corresponde à verdade. Estou longe de ser getulista. Minhas formação é socialista e minha herança, a herança moral e de classe que reivindico é de Prestes e Olga, Mário Pedrosa, Astrogildo Pereira, Lixio Xavier, não a de Getúlio. Mas Getúlio não foi um traidor de classe. Sua origem foi burguesa e como defensor da burguesia unificou as forças burguesas gaúchas antes em conflito e levou adiante um projeto de desenvolvimento industrial. Liderou a partir do Rio Grande uma revolução burguesa que modernizou o Brasil, embora tenha negado a democratização do país. Hoje, embora o Brasil esteja mudando, no marco de um cenário internacional de transição, de menor poder relativo dos EUA - e maior peso de países como a China, Índia, Rússia e o próprio Brasil, não creio que Lula esteja dirigindo revolução alguma, nem mesmo burguesa.
Apesar de Delfim Neto ter dito que Lula foi o salvador do capitalismo brasileiro, creio que seu papel para a burguesia e para o estado nacional está longe de ser comparado ao que Getúlio fez. De qualquer forma, neste caso, Lula apenas trabalhou para outra classe social, não a sua. Por isso, na hipótese de ser reivindicado como útil pelos capitalistas - o que considero que de fato está sendo - e muito - não imagino que os capitalistas de tempos futuros estejam interessados em enaltecer quem serviu seus antecessores sendo de origem humilde, das classes trabalhadoras. E as classes trabalhadoras mais conscientes e informadas vão saber que com Lula a aposentadoria dos trabalhadores ficou mais difícil - não mais fácil - que os reajustes dos aposentados foram baixos, que a corrupção ficou livre, que políticos como Sarney e Renan Calheiros foram protegidos, que a economia foi ainda mais desnacionalizada, que a política econômica foi de continuidade entre FHC e Lula. Ou seja, no futuro, a classe trabalhadora verá em Lula um traidor de classe. E os traidores, mesmo os apoiados em algum momento, não ficam populares diante da história.
Apesar das pesquisas, porém, não creio que o apoio a Lula o tornará uma liderança que nas próximas décadas seja lembrado como um defensor do povo. Não são poucos analistas que dizem que ele disputará com Getúlio este lugar na consciência da população. Não quero fazer um balanço do período de Getúlio, mas se sabe que até hoje existe gente que reivindica as conquistas da época de Getúlio. De fato, neste período, muitas conquistas sociais foram obtidas, em particular uma legislação social que hoje, aliás, esta cada vez mais ameaçada pelos planos tucanos-petistas.
Não gosto e nem vejo muito sentido em se especular sobre o futuro em geral nem muito menos em como Lula será visto. Mas me permitam apenas uma "especulaçãozinha". Não creio, sinceramente, que daqui a 50 anos ele seja visto como um líder do povo que honrou seus compromissos. Não faz sentido. Não corresponde à verdade. Estou longe de ser getulista. Minhas formação é socialista e minha herança, a herança moral e de classe que reivindico é de Prestes e Olga, Mário Pedrosa, Astrogildo Pereira, Lixio Xavier, não a de Getúlio. Mas Getúlio não foi um traidor de classe. Sua origem foi burguesa e como defensor da burguesia unificou as forças burguesas gaúchas antes em conflito e levou adiante um projeto de desenvolvimento industrial. Liderou a partir do Rio Grande uma revolução burguesa que modernizou o Brasil, embora tenha negado a democratização do país. Hoje, embora o Brasil esteja mudando, no marco de um cenário internacional de transição, de menor poder relativo dos EUA - e maior peso de países como a China, Índia, Rússia e o próprio Brasil, não creio que Lula esteja dirigindo revolução alguma, nem mesmo burguesa.
Apesar de Delfim Neto ter dito que Lula foi o salvador do capitalismo brasileiro, creio que seu papel para a burguesia e para o estado nacional está longe de ser comparado ao que Getúlio fez. De qualquer forma, neste caso, Lula apenas trabalhou para outra classe social, não a sua. Por isso, na hipótese de ser reivindicado como útil pelos capitalistas - o que considero que de fato está sendo - e muito - não imagino que os capitalistas de tempos futuros estejam interessados em enaltecer quem serviu seus antecessores sendo de origem humilde, das classes trabalhadoras. E as classes trabalhadoras mais conscientes e informadas vão saber que com Lula a aposentadoria dos trabalhadores ficou mais difícil - não mais fácil - que os reajustes dos aposentados foram baixos, que a corrupção ficou livre, que políticos como Sarney e Renan Calheiros foram protegidos, que a economia foi ainda mais desnacionalizada, que a política econômica foi de continuidade entre FHC e Lula. Ou seja, no futuro, a classe trabalhadora verá em Lula um traidor de classe. E os traidores, mesmo os apoiados em algum momento, não ficam populares diante da história.
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Diário de campanha - Redes sociais
Bom dia a todos e todas! Ontem o dia foi tão agitado que não tive tempo pra tuitar. Imprensa, campanha de rua, reuniões. O tempo voôu.o jornalista Fernando Albrecht do JC RS registrou que nossa campanha está forte nas redes sociais.E hj, o Albrecht, noticiou a filiação do cartunista Nani no PSOL atravéz de Ruas . Um demonstração da força do PSOL.
Preciso agradecer a todos os apoiadores da minha candidatura que dão um show nas redes sociais! Mas podemos muito mais!
Preciso agradecer a todos os apoiadores da minha candidatura que dão um show nas redes sociais! Mas podemos muito mais!
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Roberto Robaina
terça-feira, 27 de julho de 2010
Diário de campanha: Conversa no barulho entre um militante e um eleitor...
Na esquina da Borges com a Riachuelo, no centro de Porto Alegre, no barulho das 18 horas do entardecer frio de um dia sem chuva. Já não se via direito as pessoas na fraca iluminação do centro da capital gaúcha e menos ainda se escutava com facilidade quando se tentava conversar. Neste clima, um militante fala para o eleitor que lhe concedeu a conversa: - precisamos lutar, temos que nos organizar para lutar. O eleitor responde: - eu também estou lutando, luto para ter uma dentista! - Nós também fomos petista, diz apressado o militante. Logo o assunto ganha novos contornos e cada uma segue sua vida.
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Diário de campanha
Uma senhora me abordou na rua e perguntou se eu não sabia como ela poderia trabalhar. Seu rosto bem claro mostrava sua descendência alemã ou polaca, moradora de Sapucaia do Sul. Me disse sua idade: 49 anos, de rosto cansado, com o marido doente e sem renda. Ela pergunta: no que posso trabalhar?
No Brasil real o povo precisa de trabalho e não encontra...
No Brasil real o povo precisa de trabalho e não encontra...
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Diário de campanha
Ontem foram oito horas de panfletagem na rua, muito cansativo, mas compensador visto que a campanha eleitoral já está mostrando que há espaço político para o PSOL. Hoje a primeira atividade do dia será no Banrisul da Osvaldo Aranha
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Do blog da Luciana
Ótima plenária de inauguração do meu comitê, de Roberto Robaina e Pedro Ruas na Av. João Pessoa, 911. Partido unido, outros candidatos compareceram.Me emocionei contando o começo da minha história política junto com Roberto no Julinho em 1985. Estamos juntos desde lá.
Tivemos um filho maravilhoso, o Fernando. O casamento acabou há tempos mas a amizade e o companheirismo político só se fortaleceu.
O Roberto tem uma capacidade política enorme, nenhuma vaidade ou encantamento por cargos e prestígio. Por isso merece ser deputado!
Fonte - lucianagenro.com.br
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Lançamento do comitê de campanha 50
Lançamento do comitê de campanha 50:
Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Neste sábado, 24 de julho, ocorre a plenária de lançamento do comitê de campanha dos candidatos do PSOL Pedro Ruas Governador 50, Luciana Genro Deputada Federal 5050 e Roberto Robaina Deputado Estadual 50000. Será a partir das 17h, na Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre, onde ficarão centralizadas as atividades das campanhas.
Serviço
O que: Lançamento do comitê de campanha de Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Quando: Sábado, 24 de julho de 2010, às 17h
Onde: Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre
Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Neste sábado, 24 de julho, ocorre a plenária de lançamento do comitê de campanha dos candidatos do PSOL Pedro Ruas Governador 50, Luciana Genro Deputada Federal 5050 e Roberto Robaina Deputado Estadual 50000. Será a partir das 17h, na Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre, onde ficarão centralizadas as atividades das campanhas.
Serviço
O que: Lançamento do comitê de campanha de Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Quando: Sábado, 24 de julho de 2010, às 17h
Onde: Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Juventude e futuro
A vanguarda, a parte mais aguerrida, militante, ativa de minha campanha eleitoral e também a de Luciana Genro, sem dúvida, é a juventude do PSOL. Jovens estudantes de medicina, de jornalismo, de sociologia, de pedagogia, de história, de Geologia, etc (além dos combativos secundaristas) estão disputando a consciência e o voto da população. Nos dias de chuva que vivemos no solo gaúcho, na nossa capital, em Porto Alegre, camaradas da juventude estão nas paradas de coletivo, nas estações do metro às 06 de manhã, nas portas das garagens de rodoviários às 04:30 da gelada madrugada de Porto Alegre. A campanha começa a ganhar o Estado. Em Pelotas, também a juventude está na linha de frente na campanha de Jurandir para deputado estadual e Luciana Genro Federal. Vale agregar também o papel de minha amiga e combativa vereadora Fernanda e o jovem sociológico Israel Dutra na coordenação do programa e da agenda de Pedro Ruas. Os dois não chegaram ainda nos 30 anos. Tem também a juventude que acompanha o movimento popular, com Douglas na linha de frente.
É claro que nossas forças não se resumem aos jovens. O movimento popular, os trabalhadores da saúde, os funcionários de escola, os camaradas dos correios, os rodoviários, o núcleo dos aposentados, enfim, o PSOL já tem conquistado um espaço militante que abarca setores expressivos de nossa classe. Mas quero sublinhar o peso da juventude não apenas para prestar uma justa homenagem a quem está na linha de frente da campanha, junto com os quadros revolucionários de nossa corrente, como Malu, Gilvandro, Etevaldo, Hugo, Sérgio, Marliane, Neto, Rogério Benitez, João Ezequiel, Arlindo, Diego Scotti, para citar apenas alguns dos que passaram dos 30 e militam com disciplina diária e abnegação revolucionária. Nem tampouco citar os líderes populares que estamos buscando construir, como Helena, Emerson, Arilton, Edgar, Jussara, Paulão, Juliano, e um longo etc, que atravessa Viamão com Pedro Ciarlo, Valdirão, Sidnei, Edina, seu Erci, além dos líderes nas forças de segurança como o soldado Oliveira, que reuniu ontem 120 apoiadores da Polícia Militar e Alex Caiel, tenente da brigada. Poderia seguir citando e logo volto à juventude. Por que ela tem tanta importância? Porque é impressionante a vantagem que o PSOL tem neste segmento. A força da juventude do PSOL é muito superior a do PT. Nossa juventude é mais aguerrida, mais militante, mais dinâmica que a do PC do B. Muito mais formada e estudiosa. E a juventude é um celeiro de quadros. Isso quer dizer que estamos nos preparando melhor para o futuro do que qualquer outro partido. E esta preparação será determinante para os tempos revolucionários que virão mais cedo do que tarde.
Em tempo: nossos agradecimentos aos militantes do PSOL do RJ ligado à corrente Movimento Esquerda Socialista (MES), que nos deram o presente de poder contar com o jovem e disciplinado camarada Apoena militando em solo Riograndense nesta campanha eleitoral.
É claro que nossas forças não se resumem aos jovens. O movimento popular, os trabalhadores da saúde, os funcionários de escola, os camaradas dos correios, os rodoviários, o núcleo dos aposentados, enfim, o PSOL já tem conquistado um espaço militante que abarca setores expressivos de nossa classe. Mas quero sublinhar o peso da juventude não apenas para prestar uma justa homenagem a quem está na linha de frente da campanha, junto com os quadros revolucionários de nossa corrente, como Malu, Gilvandro, Etevaldo, Hugo, Sérgio, Marliane, Neto, Rogério Benitez, João Ezequiel, Arlindo, Diego Scotti, para citar apenas alguns dos que passaram dos 30 e militam com disciplina diária e abnegação revolucionária. Nem tampouco citar os líderes populares que estamos buscando construir, como Helena, Emerson, Arilton, Edgar, Jussara, Paulão, Juliano, e um longo etc, que atravessa Viamão com Pedro Ciarlo, Valdirão, Sidnei, Edina, seu Erci, além dos líderes nas forças de segurança como o soldado Oliveira, que reuniu ontem 120 apoiadores da Polícia Militar e Alex Caiel, tenente da brigada. Poderia seguir citando e logo volto à juventude. Por que ela tem tanta importância? Porque é impressionante a vantagem que o PSOL tem neste segmento. A força da juventude do PSOL é muito superior a do PT. Nossa juventude é mais aguerrida, mais militante, mais dinâmica que a do PC do B. Muito mais formada e estudiosa. E a juventude é um celeiro de quadros. Isso quer dizer que estamos nos preparando melhor para o futuro do que qualquer outro partido. E esta preparação será determinante para os tempos revolucionários que virão mais cedo do que tarde.
Em tempo: nossos agradecimentos aos militantes do PSOL do RJ ligado à corrente Movimento Esquerda Socialista (MES), que nos deram o presente de poder contar com o jovem e disciplinado camarada Apoena militando em solo Riograndense nesta campanha eleitoral.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Cazuza
A burguesia fede, a burguesia quer ficar rica...É incrível como Cazuza foi expressão na arte do ascenso operário, popular, camponês e juvenil da década de 80. Tive a sorte de ter recebido a energia revolucionária do início dos anos 80 e das lutas democráticas que derrotaram a ditadura militar. Comecei a militar neste período. Hoje tive uma recaída saudosista ao visitar o sindicato dos bancários de Porto Alegre. Nesta campanha eleitoral, na condição de candidato a deputado estadual, esta energia ainda me dá força para enfrentar em período mais difícil, de menor mobilização e efervescência social do que anos como 1984 ou 1989, para citar dois anos de muito peso. Ao mesmo tempo algo maior, mais profundo, embora de contornos ainda pouco claros, está ocorrendo. O PT já cresceu, se expandiu e já faliu como projeto de transformação radical e revolucionária da sociedade. O PT, que nos anos 80 era um projeto alternativo, hoje é a máxima expressão da estabilidade do regime burguês. E a burguesia continua fedendo. Agora o PT a sustenta. Este fato pode ser visto por dois ângulos. Por um lado, mostra a força da burguesia, que corrompeu e trouxe para seu lado uma força política que expressou o que existiu de mais progressista em termos de organização político social dos tempos cantados por Cazuza. Ao mesmo tempo, por outro lado, pode ser lido como a fraqueza da burguesia que se viu obrigada a recorrer ao partido surgido no interior das fábricas, das universidades e comandado por pessoas que beberam do movimento marxista (embora desde o início a burocracia sindical teve ainda mais peso, uma das explicações fundamentais de seu curso posterior). Creio que a realidade carrega ambas as leituras. O interessante é que o tempo não pára. Estamos num período de transição. E vejo que há uma parte de nosso povo, no solo gaúcho, que reconhece no PSOL um lugar de resistência e de manutenção das idéias e da tradição da esquerda. Luciana Genro tem sido a personificação desta resistência. Ela foi a porta voz do movimento do qual tenho orgulho de ter sido fundador. Se conseguirmos - e conseguiremos - nos manter como um pólo de referência dos ideais socialistas- no próximo ascenso do movimento operário, popular, camponês e juvenil, o PSOL será a expressão política dos cazuzas que cantarão os novos tempos. E na construção destes novos tempos não repetiremos os desastres do PT (no PSOL o comando não está com a burocracia sindical e antimarxista). E estou convencido que serão tempos muito mais revolucionários do que os mais revolucionários dias de nossas vidas até então. É para eles que estamos nos preparando.
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domingo, 18 de julho de 2010
Gleiser nos ajudando a entender o universo
O Universo acelerado
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
O Universo acelerado
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Poucos físicos imaginariam uma teoria em que o cosmo é dominado pela energia do espaço vazio
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Quando alguém me diz que não existem surpresas em ciência, penso sempre na descoberta da aceleração cósmica. Em 1998, dois grupos de astrônomos pesquisavam supernovas em galáxias distantes. Supernovas, é bom lembrar, são explosões extremamente dramáticas que marcam os momentos finais de estrelas com massas muito altas (as de tipo II) ou as que existem em pares, onde uma absorve a massa da outra (as de tipo I).
As supernovas que interessavam aos astrônomos eram as de tipo I. Essas explosões são todas parecidas, como se fossem o mesmo tipo de fogos de artifício: quando se vê uma se vê todas. Isso permite aos astrônomos determinar distâncias até as estrelas e, portanto, até as galáxias que as abrigam. Supernovas são como marcos cósmicos que podem ser usados para determinar distâncias de milhões de anos-luz.
Ao examinar a luz proveniente das supernovas, ambos os grupos determinaram que as galáxias se afastavam de nós com velocidades bem maiores do que o esperado.
Claro, sabia-se já que o Universo em expansão implica no afastamento das galáxias. Mas até então, este afastamento ocorria com uma velocidade proporcional à distância. O que se observou foi um distanciamento acelerado, bem mais rápido do que o esperado. O Universo, parece, está com pressa de crescer.
Qual poderia ser a causa disso?
Einstein, em 1917, havia mostrado que era possível criar uma aceleração cósmica com a inserção de um termo extra em suas equações que descrevem a geometria do Universo.
Ele não explicou de onde vinha esse termo, que ficou conhecido como "constante cosmológica". Seu efeito, literalmente, é criar uma espécie de repulsão no espaço, que cresce exponencialmente rápido.
Com a física moderna, a origem desse termo ficou mais clara. Segundo a física quântica, que descreve o comportamento de átomos e partículas subatômicas, nada é absolutamente estável: tudo vibra, especialmente as menores partículas de matéria. Dado que o movimento está relacionado com a energia, essa vibração intrínseca implica que não existe uma energia zero: mesmo no espaço vazio existe uma vibração, onde partículas de matéria podem surgir do "nada" e retornar a esse nada como bolhas numa sopa em permanente ebulição. Ou seja, na física moderna, o vácuo não é vazio.
Apesar de ainda não conhecermos a causa da expansão acelerada do Universo, temos um nome para ela: energia escura. Sabemos que ela corresponde à 73% da energia total que preenche o cosmo, sendo portanto sua contribuinte mais importante. Muito mais do que a matéria comum, feita de prótons e elétrons, que contribui em apenas 4%.
Seria realmente fascinante se a energia escura fosse de fato consequência da energia do vácuo: neste caso, o nada determinaria o comportamento do Universo.
Retornando ao tema inicial, antes de 1998 poucos físicos iriam supor que o Universo seria dominado pela energia do vazio ou algo semelhante. A descoberta foi submetida a um escrutínio detalhado, como deve sempre ocorrer em ciência. E tudo indica que a energia escura está aqui para ficar. O que prova que o cosmo é muito mais estranho do que poderíamos imaginar.
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MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
O Universo acelerado
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Poucos físicos imaginariam uma teoria em que o cosmo é dominado pela energia do espaço vazio
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Quando alguém me diz que não existem surpresas em ciência, penso sempre na descoberta da aceleração cósmica. Em 1998, dois grupos de astrônomos pesquisavam supernovas em galáxias distantes. Supernovas, é bom lembrar, são explosões extremamente dramáticas que marcam os momentos finais de estrelas com massas muito altas (as de tipo II) ou as que existem em pares, onde uma absorve a massa da outra (as de tipo I).
As supernovas que interessavam aos astrônomos eram as de tipo I. Essas explosões são todas parecidas, como se fossem o mesmo tipo de fogos de artifício: quando se vê uma se vê todas. Isso permite aos astrônomos determinar distâncias até as estrelas e, portanto, até as galáxias que as abrigam. Supernovas são como marcos cósmicos que podem ser usados para determinar distâncias de milhões de anos-luz.
Ao examinar a luz proveniente das supernovas, ambos os grupos determinaram que as galáxias se afastavam de nós com velocidades bem maiores do que o esperado.
Claro, sabia-se já que o Universo em expansão implica no afastamento das galáxias. Mas até então, este afastamento ocorria com uma velocidade proporcional à distância. O que se observou foi um distanciamento acelerado, bem mais rápido do que o esperado. O Universo, parece, está com pressa de crescer.
Qual poderia ser a causa disso?
Einstein, em 1917, havia mostrado que era possível criar uma aceleração cósmica com a inserção de um termo extra em suas equações que descrevem a geometria do Universo.
Ele não explicou de onde vinha esse termo, que ficou conhecido como "constante cosmológica". Seu efeito, literalmente, é criar uma espécie de repulsão no espaço, que cresce exponencialmente rápido.
Com a física moderna, a origem desse termo ficou mais clara. Segundo a física quântica, que descreve o comportamento de átomos e partículas subatômicas, nada é absolutamente estável: tudo vibra, especialmente as menores partículas de matéria. Dado que o movimento está relacionado com a energia, essa vibração intrínseca implica que não existe uma energia zero: mesmo no espaço vazio existe uma vibração, onde partículas de matéria podem surgir do "nada" e retornar a esse nada como bolhas numa sopa em permanente ebulição. Ou seja, na física moderna, o vácuo não é vazio.
Apesar de ainda não conhecermos a causa da expansão acelerada do Universo, temos um nome para ela: energia escura. Sabemos que ela corresponde à 73% da energia total que preenche o cosmo, sendo portanto sua contribuinte mais importante. Muito mais do que a matéria comum, feita de prótons e elétrons, que contribui em apenas 4%.
Seria realmente fascinante se a energia escura fosse de fato consequência da energia do vácuo: neste caso, o nada determinaria o comportamento do Universo.
Retornando ao tema inicial, antes de 1998 poucos físicos iriam supor que o Universo seria dominado pela energia do vazio ou algo semelhante. A descoberta foi submetida a um escrutínio detalhado, como deve sempre ocorrer em ciência. E tudo indica que a energia escura está aqui para ficar. O que prova que o cosmo é muito mais estranho do que poderíamos imaginar.
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MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
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Diário da campanha/sábado 2
Seguiu a chuva durante todo o dia. Às 11 horas acompanhei Pedro Ruas, candidato a governador, e Fernanda, nossa combativa e jovem vereadora, na reunião com a direção da ARI. Além de participar da reunião, tive a sorte de folhear os arquivos do Correio Braziliense, o primeiro e principal marco do jornalismo impresso realmente brasileiro. O jornal surgiu em 1808 e foi editado por Hipólito José da Costa, em Londres. A repressão não permitia sua publicação em solo nacional, dominado ainda por Portugal.
No início da noite fui à uma confraternização dos militantes do PSOL de Cachoeirinha e de lançamento de dois candidatos da cidade, a querida Carmem Aguiar e o nosso amigo Airton. Nesta cidade da grande Porto Alegre o PSOL tem crescido com a direção da nossa camarada Ester Ramos. Quatro novos companheiros se filiaram ao partido no evento, que contou também com Ruas, Luciana Genro, Fernanda, Israel Dutra.
Terminei o dia vendo um filme em casa, um empréstimo do Pedro Ruas. Vale a pena: Testemunhas de uma guerra, com Colin Farrell. Para conhecer o espírito humano, os efeitos terríveis das guerras e a importância da sabedoria e da solidariedade.
No início da noite fui à uma confraternização dos militantes do PSOL de Cachoeirinha e de lançamento de dois candidatos da cidade, a querida Carmem Aguiar e o nosso amigo Airton. Nesta cidade da grande Porto Alegre o PSOL tem crescido com a direção da nossa camarada Ester Ramos. Quatro novos companheiros se filiaram ao partido no evento, que contou também com Ruas, Luciana Genro, Fernanda, Israel Dutra.
Terminei o dia vendo um filme em casa, um empréstimo do Pedro Ruas. Vale a pena: Testemunhas de uma guerra, com Colin Farrell. Para conhecer o espírito humano, os efeitos terríveis das guerras e a importância da sabedoria e da solidariedade.
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sábado, 17 de julho de 2010
Diário da campanha/sábado 1
O dia está nublado e a chuva cai fina, constante e promete ficar até quinta-feira. Nesta semana será especial para a luta política na internet. Ontem tivemos o debate entre os candidatos ao governo na Rádio Guaíba. Mais uma vez Ruas mostrou que PT e PMDB são projetos semelhantes. Não é à toa que montaram juntos a chapa Dilma/Temer. Tanto PT, quanto PMDB e PSDB defendem o sistema capitalista. Esta é uma afirmação incontestável. Tarso mesmo, numa entrevista para a ULBRA TV, já como candidato a governador pelo PT, disse que o socialismo era um projeto passado, descartado para os tempos atuais e para o futuro. Como se não fosse suficiente, o PT tem promovido uma política nacional de ataque aos interesses populares como mostrou o veto do presidente Lula ao fim do fator previdenciário. Por isso vamos insistir de que o voto na esquerda é o 50, o PSOL.
A popularidade de Lula também é um fato. A população não julga um governo examinando a experiência histórica. Há uma acomodação nas expectativas de mudança por parte do povo depois de inúmeras tentativas frustradas. A última foi promovida pelo próprio PT que prometeu melhorias substanciais da vida e o combate aos privilégios da classe dominante, e entregou mais do mesmo. A política do petismo tem mais intervenção estatal do que a defendida pelo PSDB, mas a estratégia é exatamente a mesma: defesa da acumulação capitalista. E até hoje, no que diz respeito a elementos essenciais da política econômica, o pacote petista foi a manutenção do modelo econômico de FHC - superávit primário, câmbio flexível, metas inflacionárias, pagamento da dívida pública e ataque aos servidores públicas - mais medidas compensatórias.
As medidas compensatórias formam a base da popularidade de Lula nas camadas mais pobres de nosso povo. O caráter burguês do PSDB, seu indisfarçável interesse a favor dos mais ricos, faz com que a população mais esclarecida encare a oposição badalada pela mídia como ainda pior do que o governo.
De nossa parte, vamos construir as brechas para construir uma alternativa de esquerda. Uma oposição anticapitalista que aposte na mudança pela via da luta e da consciência de nosso povo.
A popularidade de Lula também é um fato. A população não julga um governo examinando a experiência histórica. Há uma acomodação nas expectativas de mudança por parte do povo depois de inúmeras tentativas frustradas. A última foi promovida pelo próprio PT que prometeu melhorias substanciais da vida e o combate aos privilégios da classe dominante, e entregou mais do mesmo. A política do petismo tem mais intervenção estatal do que a defendida pelo PSDB, mas a estratégia é exatamente a mesma: defesa da acumulação capitalista. E até hoje, no que diz respeito a elementos essenciais da política econômica, o pacote petista foi a manutenção do modelo econômico de FHC - superávit primário, câmbio flexível, metas inflacionárias, pagamento da dívida pública e ataque aos servidores públicas - mais medidas compensatórias.
As medidas compensatórias formam a base da popularidade de Lula nas camadas mais pobres de nosso povo. O caráter burguês do PSDB, seu indisfarçável interesse a favor dos mais ricos, faz com que a população mais esclarecida encare a oposição badalada pela mídia como ainda pior do que o governo.
De nossa parte, vamos construir as brechas para construir uma alternativa de esquerda. Uma oposição anticapitalista que aposte na mudança pela via da luta e da consciência de nosso povo.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Carta de apoio da vereadora Fernanda Melchionna
Reproduzo abaixo a carta de apoio que recebi da minha querida amiga e vereadora Fernanda Melchionna. Fernanda, com sua energia impressionante, tem se provado como uma das principais dirigentes do partido. Agora, na coordenação do programa de Pedro Ruas governador e como principal articuladora de sua agenda política, tem mostrado sua maturidade e disciplina de trabalho. É uma grande honra ter seu apoio. Segue a carta.
"Há dois anos atrás aceitei o desafio de, junto aos militantes da juventude do PSOL e do movimento estudantil, disputar uma cadeira de Vereadora de Porto Alegre. As dificuldades eram enormes: pouco tempo de TV e rádio, escassos recursos e as gigantes máquinas eleitorais dos partidos grandes. Fizemos uma campanha militante, de sol a sol, para que as pautas da juventude, dos trabalhadores e das mulheres também tivessem sua representação em Porto Alegre. Por isso, conquistamos essa importante trincheira de luta que é o nosso mandato, que junto com Pedro Ruas levou a coerência e a independência política do PSOL para a Câmara Municipal.
Em 2009 a Bancada do PSOL foi firme a favor do povo de Porto Alegre, na luta contra a corrupção de Yeda, defendemos a saúde pública e denunciamos os 9,6 milhões desviado do PSF, estivemos com os municipários contra a terceirização e o desmonte do serviço público, contra o aumento das passagens de ônibus, aprovamos legislação em defesa das mulheres, levamos a luta da juventude pelo meio passe aos domingos e pelo fim do QI (Quem Indica) nos estágios, defendemos a Orla do Guaíba para todos quando derrotamos o projeto do Pontal do Estaleiro, fomos pioneiros na luta pela leitura pública através da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura e a cultura com os artistas e na defesa das mesas dos bares da cidade baixa.
Agora enfrentaremos um desafio ainda maior: afirmar o PSOL como uma alternativa a verdadeira esquerda gaúcha. Lançamos Pedro Ruas ao Piratini e uma extensa nominata de valorosos candidatos a deputados federais e estaduais. Como todos já sabem, Luciana Genro é uma das minhas grandes inspirações junto com a Heloísa Helena. Pela coerência e luta, sai com elas do PT e fundamos o PSOL. Luciana Genro, minha candidata à Câmara Federal, representa a luta do povo trabalhador contra os privilégios dos políticos tradicionais, dos oligarcas, dos latifundiários e dos ricos.
Muitos me perguntam porque não sou candidata à Assembléia Legislativa. O que eu poderia apresentar de pautas em defesa do povo, será representado pelo combativo companheiro Robaina Robaina.
Lançamos Roberto Robaina, Presidente do PSOL-RS, candidato a Deputado Estadual. Nele temos uma biografia impecável nas lutas da esquerda. Temos muito em comum. Junto com Luciana Genro iniciou sua militância no movimento estudantil do Julinho nos anos 80. Depois foi dirigente dos bancários em memoráveis e vitoriosas greves. Como dirigente partidário participou da eleição e dos mandatos da Luciana na Assembleia em 1994 e 1998. Conhece como poucos a política gaúcha e nacional. Era dirigente estadual do PT durante o governo Olívio e nacional durante o primeiro ano do governo Lula. Não se rendeu a traição do PT. Esteve na greve dos funcionários públicos e na defesa de Heloísa Helena e Luciana Genro quando foram expulsas por aqueles que em 2005 comandariam o Mensalão. Fundou o PSOL e é seu Presidente Estadual desde então. Roberto Robaina é um dos que enfrentaram a corrupção de FHC e de Lula. Esteve no Fora Renan Calheiros em 2007, no Fora Sarney em 2009. E aqui no Rio Grande do Sul ano passado, junto com Pedro Ruas e Luciana Genro denunciou os esquemas da quadrilha que comanda o Piratini, o governo Yeda.
Peço teu voto e teu apoio no PSOL. Em Pedro Ruas 50, em Luciana Genro 5050 e em Roberto Robaina 50000. Juntos podemos superar o desafio de construir um Brasil e um Rio Grande mais justo, soberano, livre e socialista.
Um beijo do tamanho dos nossos sonhos, Fernanda Melchionna"
"Há dois anos atrás aceitei o desafio de, junto aos militantes da juventude do PSOL e do movimento estudantil, disputar uma cadeira de Vereadora de Porto Alegre. As dificuldades eram enormes: pouco tempo de TV e rádio, escassos recursos e as gigantes máquinas eleitorais dos partidos grandes. Fizemos uma campanha militante, de sol a sol, para que as pautas da juventude, dos trabalhadores e das mulheres também tivessem sua representação em Porto Alegre. Por isso, conquistamos essa importante trincheira de luta que é o nosso mandato, que junto com Pedro Ruas levou a coerência e a independência política do PSOL para a Câmara Municipal.
Em 2009 a Bancada do PSOL foi firme a favor do povo de Porto Alegre, na luta contra a corrupção de Yeda, defendemos a saúde pública e denunciamos os 9,6 milhões desviado do PSF, estivemos com os municipários contra a terceirização e o desmonte do serviço público, contra o aumento das passagens de ônibus, aprovamos legislação em defesa das mulheres, levamos a luta da juventude pelo meio passe aos domingos e pelo fim do QI (Quem Indica) nos estágios, defendemos a Orla do Guaíba para todos quando derrotamos o projeto do Pontal do Estaleiro, fomos pioneiros na luta pela leitura pública através da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura e a cultura com os artistas e na defesa das mesas dos bares da cidade baixa.
Agora enfrentaremos um desafio ainda maior: afirmar o PSOL como uma alternativa a verdadeira esquerda gaúcha. Lançamos Pedro Ruas ao Piratini e uma extensa nominata de valorosos candidatos a deputados federais e estaduais. Como todos já sabem, Luciana Genro é uma das minhas grandes inspirações junto com a Heloísa Helena. Pela coerência e luta, sai com elas do PT e fundamos o PSOL. Luciana Genro, minha candidata à Câmara Federal, representa a luta do povo trabalhador contra os privilégios dos políticos tradicionais, dos oligarcas, dos latifundiários e dos ricos.
Muitos me perguntam porque não sou candidata à Assembléia Legislativa. O que eu poderia apresentar de pautas em defesa do povo, será representado pelo combativo companheiro Robaina Robaina.
Lançamos Roberto Robaina, Presidente do PSOL-RS, candidato a Deputado Estadual. Nele temos uma biografia impecável nas lutas da esquerda. Temos muito em comum. Junto com Luciana Genro iniciou sua militância no movimento estudantil do Julinho nos anos 80. Depois foi dirigente dos bancários em memoráveis e vitoriosas greves. Como dirigente partidário participou da eleição e dos mandatos da Luciana na Assembleia em 1994 e 1998. Conhece como poucos a política gaúcha e nacional. Era dirigente estadual do PT durante o governo Olívio e nacional durante o primeiro ano do governo Lula. Não se rendeu a traição do PT. Esteve na greve dos funcionários públicos e na defesa de Heloísa Helena e Luciana Genro quando foram expulsas por aqueles que em 2005 comandariam o Mensalão. Fundou o PSOL e é seu Presidente Estadual desde então. Roberto Robaina é um dos que enfrentaram a corrupção de FHC e de Lula. Esteve no Fora Renan Calheiros em 2007, no Fora Sarney em 2009. E aqui no Rio Grande do Sul ano passado, junto com Pedro Ruas e Luciana Genro denunciou os esquemas da quadrilha que comanda o Piratini, o governo Yeda.
Peço teu voto e teu apoio no PSOL. Em Pedro Ruas 50, em Luciana Genro 5050 e em Roberto Robaina 50000. Juntos podemos superar o desafio de construir um Brasil e um Rio Grande mais justo, soberano, livre e socialista.
Um beijo do tamanho dos nossos sonhos, Fernanda Melchionna"
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Diário de campanha - Terça
Um blog não faz sentido se não relatar o real, nossas experiências concretas, mesmo que sejam as mais simples. Agora, por exemplo, estou escrevendo e bebendo um vinho. São quase dez horas de uma noite fria e seca. Amanhã não há risco de chuva em Porto Alegre. Teremos mais um dia frio. Hoje, as 04h30min da manhã estava com Neto, Hugo, Guilherme e João Ezequiel na porta da garagem da Carris. Fomos os primeiros a chegar. Nenhum rodoviário tinha entrado ainda. Na madrugada gélida, com a sensação térmica de menos dez graus, começamos a campanha eleitoral. Emerson Dutra e Gilvandro chegaram logo depois. A recepção dos rodoviários foi boa. Emerson é rodoviário e conhecia muita gente. Eu mesmo conheço os mais antigos da Carris, do final dos anos 90 e início dos anos 2000, quando organizamos uma chapa de oposição no Sindicato e nas lutas contra as demissões da Carris, quando Luciana Genro ainda era deputada estadual. Luciana foi reivindicada por alguns que entraram, especialmente pela Baiana, uma cobradora agitada e popular que está contando os meses para se aposentar, mas tem a energia juvenil. Às 07 horas da manhã fomos embora. Fui até o Banrisul. Distribuímos alguns materiais, agora com a vereadora Fernanda do PSOL e outras camaradas de nossa combativa juventude.
Junto com estas atividades, tivemos outras. Na escola Becker, o Rodolfo e mais uma galera garantiam a atividade também pela manhã. Teve ainda as panfletagens nas paradas. E a tarde ficamos no calçadão de Canoas. Amanhã vamos nos Correios, na entrada da Siqueira, no democrático horário das 08.
Em alguns lugares tive o retorno acerca da sabatina de Ruas na Ulbra. Ele realmente matou a pau, se saiu muito bem e foi por isso reivindicado. Sexta tem o debate na Rádio Guaíba entre os candidatos do governo do RS. E dia 05 de agosto tem o debate dos presidenciáveis na Band, com a confirmação de quatro candidatos, entre os quais Plínio.
Junto com estas atividades, tivemos outras. Na escola Becker, o Rodolfo e mais uma galera garantiam a atividade também pela manhã. Teve ainda as panfletagens nas paradas. E a tarde ficamos no calçadão de Canoas. Amanhã vamos nos Correios, na entrada da Siqueira, no democrático horário das 08.
Em alguns lugares tive o retorno acerca da sabatina de Ruas na Ulbra. Ele realmente matou a pau, se saiu muito bem e foi por isso reivindicado. Sexta tem o debate na Rádio Guaíba entre os candidatos do governo do RS. E dia 05 de agosto tem o debate dos presidenciáveis na Band, com a confirmação de quatro candidatos, entre os quais Plínio.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Carta do meu filho
Não poderia estar mais orgulhoso do que agora, depois de ler a carta do meu filho, Fernando Marcel Genro Robaina. Realmente, é de deixar o coração nas mãos. Meu filho, que agora está em Praga, me deu um presente que não tem preço.
"Roberto Robaina: meu pai
Muito difícil falar do seu próprio pai. No meu caso mais ainda, pois o amor não é somente familiar, mas também pessoal e profissional. Aqui vou tentar esquecer um pouco esse lado fraterno e carinhoso e falar diretamente de Roberto Robaina e o porquê de eu achar que ele merece um voto de confiança da população. Claro que deixarei a imparcialidade um pouco de lado por estar falando do meu pai, mas não deixo de ser verdadeiro e sincero – marcas da minha personalidade que adquiri com ele. Embora possam magoar as vezes, esses adjetivos me orgulham e são fundamentais para a vida e, principalmente, para a política (o que infelizmente não é lembrado por grande parte dos eleitos). Na minha descrição sobre o Roberto, decidi explorar três grandes características que marcam sua personalidade política, e neles coloco meu sincero depoimento sobre esse homem trabalhador, determinado, focado, destemido e os seus adjetivos que vou descrever: lutador, estudioso e coerente.
Lutador: O combate sempre foi seu foco: desde a luta estudantil ainda adolescente até a incansável guerra contra a injustiça de um mundo cada vez mais cruel e selvagem na atual conjuntura capitalista. Como diz ele “um modelo econômico que cada vez mais cria novas frentes de batalha”, mas que jamais são deixadas de lado por quem luta por justiça social e igualdade de direitos. A luta contra a corrupção é exemplo claro e fácil de se perceber no meu pai. Fui e sou testemunha ocular dessa batalha que ele e minha mãe Luciana Genro travam no campo político. E posso ser considerado vítima também - porque não - de reuniões e comícios desde que me conheço por gente e acredito que isso foi extremamente importante para poder acompanhar o crescimento de minha mãe. Sei da importância que Roberto Robaina teve na construção política e partidária dela; moldando e articulando para que ela hoje represente com muito orgulho o povo gaucho. Hoje posso afirmar que se meu pai não estivesse junto, a história seria totalmente diferente.
Estudioso: Além de atuar e dirigir sempre na construção de uma frente de esquerda, Roberto é intelectual. Devora livros com prazer: Hegel, Marx, Kant e tudo mais que possa ajudá-lo a entender a sociologia e a filosofia da sociedade humana. Isso o torna ainda mais capaz para conseguir discernir e representar o povo como nenhum outro. Diferente da maioria dos políticos, Roberto nunca gostou da exposição, de aparecer na TV ou de se tornar uma figura publica, por isso talvez nunca tenha se candidatado. Mas agora ele sabe que a sua experiência, conhecimento e liderança, serão muito úteis para a ascensão do PSOL. A oportunidade na assembléia ajudará o partido a crescer e formar no estado a esquerda que o PT abdicou. Fortalecendo o único partido que se mostra coerente com sua ideologia e que se pode fazer política com mãos limpas de suborno e sujas de muito trabalho.
Coerente: O PSOL não surgiu de uma jogada política e muito menos uma richa pessoal dentro do PT. A construção do PSOL foi por um ideal. A ideologia que talvez possa ser uma palavra cada mais rara e esquecida na política mas que é o cerne do PSOL. Uma ideologia de justiça social em defesa dos menos favorecidos e de transparência e coerência com o que se fala e o que se faz. O mundo vive hoje um contesto histórico peculiar: nunca estivemos em uma época tão individualista e contra-revolucionária que talvez seja fruto do próprio sistema. Mesmo assim, não é por isso que revolucionários natos como Robaina deixam de lutar. E é para que ele continue lutando com mais força que precisamos dele na Assembléia para representar quem não está satisfeito com os resultados sociais e políticos de nosso tempo.
Cabe agora ao eleitor decidir com sabedoria o destino de seu país. Dentro de todos os “fichas-sujas” e mal lavadas que aí estão, o PSOL e especificamente, seu atual presidente, Roberto Robaina, se mostram uma luz no fim do túnel para quem sabe e acredita na importância da política no pais e no mundo, e pra quem quer uma mudança com a cara do povo."
Fonte: Fernado Genro Robaina Blog: http://inhightide.blogspot.com/
"Roberto Robaina: meu pai
Muito difícil falar do seu próprio pai. No meu caso mais ainda, pois o amor não é somente familiar, mas também pessoal e profissional. Aqui vou tentar esquecer um pouco esse lado fraterno e carinhoso e falar diretamente de Roberto Robaina e o porquê de eu achar que ele merece um voto de confiança da população. Claro que deixarei a imparcialidade um pouco de lado por estar falando do meu pai, mas não deixo de ser verdadeiro e sincero – marcas da minha personalidade que adquiri com ele. Embora possam magoar as vezes, esses adjetivos me orgulham e são fundamentais para a vida e, principalmente, para a política (o que infelizmente não é lembrado por grande parte dos eleitos). Na minha descrição sobre o Roberto, decidi explorar três grandes características que marcam sua personalidade política, e neles coloco meu sincero depoimento sobre esse homem trabalhador, determinado, focado, destemido e os seus adjetivos que vou descrever: lutador, estudioso e coerente.
Lutador: O combate sempre foi seu foco: desde a luta estudantil ainda adolescente até a incansável guerra contra a injustiça de um mundo cada vez mais cruel e selvagem na atual conjuntura capitalista. Como diz ele “um modelo econômico que cada vez mais cria novas frentes de batalha”, mas que jamais são deixadas de lado por quem luta por justiça social e igualdade de direitos. A luta contra a corrupção é exemplo claro e fácil de se perceber no meu pai. Fui e sou testemunha ocular dessa batalha que ele e minha mãe Luciana Genro travam no campo político. E posso ser considerado vítima também - porque não - de reuniões e comícios desde que me conheço por gente e acredito que isso foi extremamente importante para poder acompanhar o crescimento de minha mãe. Sei da importância que Roberto Robaina teve na construção política e partidária dela; moldando e articulando para que ela hoje represente com muito orgulho o povo gaucho. Hoje posso afirmar que se meu pai não estivesse junto, a história seria totalmente diferente.
Estudioso: Além de atuar e dirigir sempre na construção de uma frente de esquerda, Roberto é intelectual. Devora livros com prazer: Hegel, Marx, Kant e tudo mais que possa ajudá-lo a entender a sociologia e a filosofia da sociedade humana. Isso o torna ainda mais capaz para conseguir discernir e representar o povo como nenhum outro. Diferente da maioria dos políticos, Roberto nunca gostou da exposição, de aparecer na TV ou de se tornar uma figura publica, por isso talvez nunca tenha se candidatado. Mas agora ele sabe que a sua experiência, conhecimento e liderança, serão muito úteis para a ascensão do PSOL. A oportunidade na assembléia ajudará o partido a crescer e formar no estado a esquerda que o PT abdicou. Fortalecendo o único partido que se mostra coerente com sua ideologia e que se pode fazer política com mãos limpas de suborno e sujas de muito trabalho.
Coerente: O PSOL não surgiu de uma jogada política e muito menos uma richa pessoal dentro do PT. A construção do PSOL foi por um ideal. A ideologia que talvez possa ser uma palavra cada mais rara e esquecida na política mas que é o cerne do PSOL. Uma ideologia de justiça social em defesa dos menos favorecidos e de transparência e coerência com o que se fala e o que se faz. O mundo vive hoje um contesto histórico peculiar: nunca estivemos em uma época tão individualista e contra-revolucionária que talvez seja fruto do próprio sistema. Mesmo assim, não é por isso que revolucionários natos como Robaina deixam de lutar. E é para que ele continue lutando com mais força que precisamos dele na Assembléia para representar quem não está satisfeito com os resultados sociais e políticos de nosso tempo.
Cabe agora ao eleitor decidir com sabedoria o destino de seu país. Dentro de todos os “fichas-sujas” e mal lavadas que aí estão, o PSOL e especificamente, seu atual presidente, Roberto Robaina, se mostram uma luz no fim do túnel para quem sabe e acredita na importância da política no pais e no mundo, e pra quem quer uma mudança com a cara do povo."
Fonte: Fernado Genro Robaina Blog: http://inhightide.blogspot.com/
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domingo, 11 de julho de 2010
Pausa para a ciência...
Sobre o natural e o sobrenatural
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
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Sem telescópios, microscópios e detectores, nossa visão de mundo seria mais limitada
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Semana passada, escrevi sobre a importância do não saber, de como o conhecimento avança apenas quando parte do não saber, isto é, do senso de mistério que existe além do que se sabe.
A questão aqui é de atitude, do que fazer frente ao desconhecido. Existem duas alternativas: ou se acredita na capacidade da razão e da intuição humana (devidamente combinadas) em sobrepujar obstáculos e chegar a um conhecimento novo, ou se acredita que existem mistérios inescrutáveis, criados por forças além das relações de causa e efeito que definem o normal.
Em outras palavras, ou se vive acreditando em causas naturais por trás do que ocorre no mundo, ou se acredita em causas sobrenaturais, além do explicável.
Quando falo sobre isso, com frequência me perguntam se não seria possível uma conciliação entre as duas: parte do mundo sendo natural e parte sobrenatural. Não vejo como isso poderia ser feito.
No meu livro recente "Criação Imperfeita", argumentei que a ciência jamais será capaz de responder a todas as perguntas. Sempre existirão novos desafios, questões que a nossa pesquisa e inventividade não são capazes de antecipar.
Podemos imaginar o conhecido como sendo a região dentro de um círculo e o desconhecido como sendo o que existe fora do círculo. Não há dúvida de que à medida em que a ciência avança, o círculo cresce. Entendemos mais sobre o universo, sobre a vida e sobre a mente. Mas mesmo assim, o lado de fora do círculo continuará sempre lá. A ciência não é capaz de obter conhecimento sobre tudo o que existe no mundo.
E por que isso? Porque, na prática, aprendemos sobre o mundo usando nossa intuição e instrumentos. Sem telescópios, microscópios e detectores de partículas, nossa visão de mundo seria mais limitada.
A tecnologia abre novas janelas para um mundo que, outrossim, permaneceria invisível à nossa limitada percepção da realidade. Porém, tal como nossos olhos, essas máquinas têm limites. Existem outros, ligados à própria estrutura da natureza, como o princípio de incerteza da mecânica quântica. Mas eles podem mudar com o avanço da ciência.
Essa imagem, de que o conhecido existe em um círculo e que muito do mundo permanece obscuro pode gerar confusão. Ou ainda pode ser manipulada por aqueles que querem inculcar nas pessoas um senso de que estamos cercados por forças ocultas que, de algum modo, controlam nossas vidas. É aqui que entram as alternativas que mencionei.
Parafraseando o poeta romano Lucrécio, as pessoas vivem aterrorizadas pelo que não podem explicar. Ser livre é poder refletir sobre as causas dos fenômenos sem aceitar cegamente "explicações inexplicáveis", ou seja, explicações baseadas em causas além do natural.
Essa escolha exige coragem. Implica na aceitação de que certos aspectos do mundo, apesar de inexplicáveis, não são sobrenaturais.
Não é fácil ser coerente quando algo de estranho ocorre, uma incrível coincidência, a morte de um ente querido, uma premonição, algo que foge ao comum. Mas como dizia o grande físico Richard Feynman, "prefiro não saber do que ser enganado". E você?
MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
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Sem telescópios, microscópios e detectores, nossa visão de mundo seria mais limitada
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Semana passada, escrevi sobre a importância do não saber, de como o conhecimento avança apenas quando parte do não saber, isto é, do senso de mistério que existe além do que se sabe.
A questão aqui é de atitude, do que fazer frente ao desconhecido. Existem duas alternativas: ou se acredita na capacidade da razão e da intuição humana (devidamente combinadas) em sobrepujar obstáculos e chegar a um conhecimento novo, ou se acredita que existem mistérios inescrutáveis, criados por forças além das relações de causa e efeito que definem o normal.
Em outras palavras, ou se vive acreditando em causas naturais por trás do que ocorre no mundo, ou se acredita em causas sobrenaturais, além do explicável.
Quando falo sobre isso, com frequência me perguntam se não seria possível uma conciliação entre as duas: parte do mundo sendo natural e parte sobrenatural. Não vejo como isso poderia ser feito.
No meu livro recente "Criação Imperfeita", argumentei que a ciência jamais será capaz de responder a todas as perguntas. Sempre existirão novos desafios, questões que a nossa pesquisa e inventividade não são capazes de antecipar.
Podemos imaginar o conhecido como sendo a região dentro de um círculo e o desconhecido como sendo o que existe fora do círculo. Não há dúvida de que à medida em que a ciência avança, o círculo cresce. Entendemos mais sobre o universo, sobre a vida e sobre a mente. Mas mesmo assim, o lado de fora do círculo continuará sempre lá. A ciência não é capaz de obter conhecimento sobre tudo o que existe no mundo.
E por que isso? Porque, na prática, aprendemos sobre o mundo usando nossa intuição e instrumentos. Sem telescópios, microscópios e detectores de partículas, nossa visão de mundo seria mais limitada.
A tecnologia abre novas janelas para um mundo que, outrossim, permaneceria invisível à nossa limitada percepção da realidade. Porém, tal como nossos olhos, essas máquinas têm limites. Existem outros, ligados à própria estrutura da natureza, como o princípio de incerteza da mecânica quântica. Mas eles podem mudar com o avanço da ciência.
Essa imagem, de que o conhecido existe em um círculo e que muito do mundo permanece obscuro pode gerar confusão. Ou ainda pode ser manipulada por aqueles que querem inculcar nas pessoas um senso de que estamos cercados por forças ocultas que, de algum modo, controlam nossas vidas. É aqui que entram as alternativas que mencionei.
Parafraseando o poeta romano Lucrécio, as pessoas vivem aterrorizadas pelo que não podem explicar. Ser livre é poder refletir sobre as causas dos fenômenos sem aceitar cegamente "explicações inexplicáveis", ou seja, explicações baseadas em causas além do natural.
Essa escolha exige coragem. Implica na aceitação de que certos aspectos do mundo, apesar de inexplicáveis, não são sobrenaturais.
Não é fácil ser coerente quando algo de estranho ocorre, uma incrível coincidência, a morte de um ente querido, uma premonição, algo que foge ao comum. Mas como dizia o grande físico Richard Feynman, "prefiro não saber do que ser enganado". E você?
MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
Diário de campanha
Hoje estive no Brique da Redenção, ponto central das disputas políticas do Rio Grande. Local de trabalho, de passeio e de turismo da capital. Estive com nosso candidato a governador Pedro Ruas, com Luciana Genro, nossa deputada federal que disputa a reeleição e com vários dos nossos militantes. Conversamos com os gaúchos, encontramos amigos de muitos anos, como André Ziad Razek, e muitos novos apoiadores de nosso partido e de nossa campanha para deputado estadual. Recebi apoio que me encheram de orgulho. Mas teve também descontração até com coisa séria. Num momento surgiu uma musiquinha crítica, quando uma caminhada petista passou. "Ei PT, agora eu já sei, tu andas aliado com a turma do Sarney". Bem, foi um dia produtivo - onde no mundo a torcida espanhola comemorou pela conquista da copa da Africa do Sul. Amanhã as 06:30 da manhã estarei com Luciana Genro na entrada de trabalho dos trabalhadores dos Correios, na Sertório. Amanhã também, além de várias atividades, vamos acompanhar Pedro Ruas na sabatina realizada por jornalistas da ULBRA/TV.
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Diário de campanha sábado/domingo
As pesquisas manipuladas do IBOPE já começam a atuar para tentar intervir a favor dos grandes partidos que defendem este sistema dominado pelos ricos. Nunca devemos esquecer que se dependesse do IBOPE Brizola nao teria sido governador do Rio de Janeiro por duas vezes.
Sabemos que os partidos que defendem o capitalismo estão prontos para fazer uma eleição na qual nao existe debates nem questionamentos ao seu sistema. Nós do PSOL iremos fazer a diferença. Não entramos neste jogo. Nas ruas podemos sentir que existe espaço para ocupar as brechas e forjar brechas para ajudar a construir uma alternativa de esquerda anticapitalista.
No sábado pela tarde estive na feira do brique de artesanato da Redenção. Junto com Luciana Genro, sempre reconhecida como uma deputads coerente e lutadora, conversamos com os trabalhadores artistas. Há os artesões de toda a vida que lutam para garantir uma vida material digna com seu ofício. Há os que começam faz pouco, mesmo já tendo idade mais avançada. É o caso de um camarada aposentado pelo AERUS, o fundo da Varig que faliu e deixou desamparado os trabalhadores que durante toda a sua vida deram a contribuição. Luciana tem estado com eles, exigindo que seja pago o que o lhes é devido. Para todos estes traalhadores falta a contribuição do crédito estatal. Os benefícios que recebe a Gerdau e a multinacional suiça Nestle é enorme. Para os artesões, para a pequena agricultura familiar, para as cooperativas, nada.
Durante a noite estive na reunião da combativa juventude. Discutimos a situaçao política e o pessoal da juventude socialista de nosso partido planejou as atividades da próxima semana.
Agora, neste intante, estou saindo para o brique da Redenção. Até mais
Sabemos que os partidos que defendem o capitalismo estão prontos para fazer uma eleição na qual nao existe debates nem questionamentos ao seu sistema. Nós do PSOL iremos fazer a diferença. Não entramos neste jogo. Nas ruas podemos sentir que existe espaço para ocupar as brechas e forjar brechas para ajudar a construir uma alternativa de esquerda anticapitalista.
No sábado pela tarde estive na feira do brique de artesanato da Redenção. Junto com Luciana Genro, sempre reconhecida como uma deputads coerente e lutadora, conversamos com os trabalhadores artistas. Há os artesões de toda a vida que lutam para garantir uma vida material digna com seu ofício. Há os que começam faz pouco, mesmo já tendo idade mais avançada. É o caso de um camarada aposentado pelo AERUS, o fundo da Varig que faliu e deixou desamparado os trabalhadores que durante toda a sua vida deram a contribuição. Luciana tem estado com eles, exigindo que seja pago o que o lhes é devido. Para todos estes traalhadores falta a contribuição do crédito estatal. Os benefícios que recebe a Gerdau e a multinacional suiça Nestle é enorme. Para os artesões, para a pequena agricultura familiar, para as cooperativas, nada.
Durante a noite estive na reunião da combativa juventude. Discutimos a situaçao política e o pessoal da juventude socialista de nosso partido planejou as atividades da próxima semana.
Agora, neste intante, estou saindo para o brique da Redenção. Até mais
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sábado, 10 de julho de 2010
Diário de campanha - sexta/sábado
Terminei o dia no Margem Bar, na João Alfredo. Estava com os militantes da juventude do partido. O bar é do nosso amigo Marne, que também é militante do partido. Os militantes da juventude tinham passado nos bares da Cidade Baixa entregando materiais de campanha. Eu tinha voltado de uma atividade dos trabalhadores da saúde: a janta de confraternização da chapa 02 - Juntos - que disputa as eleições do sindicato da saúde. Na atividade foram mais de 500 trabalhadores presentes. Fui com a Luciana Genro, nossa deputada federal e candidata à reeleição, e com Israel Dutra, dirigente estadual do PSOL. Saí convicto de que a chapa sairá vitoriosa e que o trabalho de Arlindo Ritter e Etevaldo Teixeira na organizaçao desta chapa sairá vitorioso.
Bem, minha participação na campanha de hoje, seguindo de trás para diante - e pulando reuniões várias com o pessoal da gráfica e da comunicação, teve uma parada na Caldas Junior, na reunião com a direção do Jornal Correio do povo. Estava com Fernanda, nossa combativa vereadora, nosso candidato ao governo, Pedro Ruas e uma vez mais com Luciana.
A atividade que havia sido programada para as 07:30 da manhã não deu certo. A chuva que não caiu na quinta, veio toda na sexta já no início do dia. Amanhã vou no Bomfim conversar com as pessoas e entregar nossas propostas.
Por último, uma notícia que considero excelente. Segundo Fernando Silva, que está coordenando a campanha de Plínio Presidente, o PSOL tem lugar garantido nos debates de TV da disputa nacional. Isso fará a diferença. Sou otimista que Plínio saberá aproveitar a oportunidade. Nosso candidato a governador Pedro Ruas, no primeiro dia de campanha, mostrou que aqui no Rio Grande o PSOL aproveitará cada oportunidade para mostrar que o voto da esquerda é o 50. Até mais
Bem, minha participação na campanha de hoje, seguindo de trás para diante - e pulando reuniões várias com o pessoal da gráfica e da comunicação, teve uma parada na Caldas Junior, na reunião com a direção do Jornal Correio do povo. Estava com Fernanda, nossa combativa vereadora, nosso candidato ao governo, Pedro Ruas e uma vez mais com Luciana.
A atividade que havia sido programada para as 07:30 da manhã não deu certo. A chuva que não caiu na quinta, veio toda na sexta já no início do dia. Amanhã vou no Bomfim conversar com as pessoas e entregar nossas propostas.
Por último, uma notícia que considero excelente. Segundo Fernando Silva, que está coordenando a campanha de Plínio Presidente, o PSOL tem lugar garantido nos debates de TV da disputa nacional. Isso fará a diferença. Sou otimista que Plínio saberá aproveitar a oportunidade. Nosso candidato a governador Pedro Ruas, no primeiro dia de campanha, mostrou que aqui no Rio Grande o PSOL aproveitará cada oportunidade para mostrar que o voto da esquerda é o 50. Até mais
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Diário de campanha
Hoje comecei o dia na empresa Sopal. Era 4:30 da manhã. Emerson Dutra, candidato à deputado federal do partido e rodoviário da própria empresa já estava lá quando cheguei com Gilvandro, Malu, João Ezequiel e Eron D'áAvila. Emerson conhece todo mundo e fez campanha direto, me apresentando como candidato a deputado estadual para todos os rodoviários que passavam. Sua campanha na categoria vai ser boa. Emerson está se postulando como o candidato dos rodoviários e creio que isso fortalece sua campanha e fortalece a consciência da categoria de que deve confiar em suas próprias forças. Fizemos uma boa agitação. Lembrei-me das vezes que ajudava os químicos de São José dos Campos em SP, nas portas de fábrica na madrugada paulista gelada. Isso em 1999. Agora, em nossa terra, creio que a campanha do PSOL pode servir para desenvolver a consciência de classes dos trabalhadores. Hoje foi um exemplo claro disso.
Às 11 horas me encontrei com a turma da juventude. Os militantes da juventude do partido já estão na vanguarda da campanha. Isso não é novidade no PSOL, mas sempre dá orgulho saber e vê-los atuando. O ânimo que também nos anima. Energia revolucionária. Foram cerca de 12 militantes juntos.
Neste terceiro dia de campanha o PSOL esteve sozinho nas ruas. Amanhã as máquinas partidárias sustentadas a preço de ouro vão entrar em campo. Cabos eleitorais pagos e muito dinheiro para que as eleições se convertam no negócio das classes dominantes. Sabemos que o sistema está estabilizado neste jogo, mas vamos ocupar brechas, construir brechas e brigar por uma alternativa de esquerda. Há espaço para isso.
No final do dia Luciana Genro chegou. Que reforço! Em plena praça central de Porto Alegre, coração de todas as contradições vivas da sociedade, Luciana não parou de conversar com o povo. O tempo todo as pessoas se aproximavam para conversar com ela, para dar-lhes palavras de apoio, para parabenizá-la e para declarar o voto na nossa deputada federal que concorre à reeleição. Foi uma grande satisfação compartilhar estes momentos.
Terminamos o dia nas paradas dos coletivos superlotados das filas imensas. Discursei duas vezes, a típica agitação, e conversamos com os trabalhadores que esperavam cerca de uma hora para conseguir pegar o transporte para o destino de casa.
Amanhã o dia começa no Banrisul, às 07h30min, Com a presença de Luciana Genro. A juventude vai estar no Julinho a partir das 07h00min. Até mais.
Às 11 horas me encontrei com a turma da juventude. Os militantes da juventude do partido já estão na vanguarda da campanha. Isso não é novidade no PSOL, mas sempre dá orgulho saber e vê-los atuando. O ânimo que também nos anima. Energia revolucionária. Foram cerca de 12 militantes juntos.
Neste terceiro dia de campanha o PSOL esteve sozinho nas ruas. Amanhã as máquinas partidárias sustentadas a preço de ouro vão entrar em campo. Cabos eleitorais pagos e muito dinheiro para que as eleições se convertam no negócio das classes dominantes. Sabemos que o sistema está estabilizado neste jogo, mas vamos ocupar brechas, construir brechas e brigar por uma alternativa de esquerda. Há espaço para isso.
No final do dia Luciana Genro chegou. Que reforço! Em plena praça central de Porto Alegre, coração de todas as contradições vivas da sociedade, Luciana não parou de conversar com o povo. O tempo todo as pessoas se aproximavam para conversar com ela, para dar-lhes palavras de apoio, para parabenizá-la e para declarar o voto na nossa deputada federal que concorre à reeleição. Foi uma grande satisfação compartilhar estes momentos.
Terminamos o dia nas paradas dos coletivos superlotados das filas imensas. Discursei duas vezes, a típica agitação, e conversamos com os trabalhadores que esperavam cerca de uma hora para conseguir pegar o transporte para o destino de casa.
Amanhã o dia começa no Banrisul, às 07h30min, Com a presença de Luciana Genro. A juventude vai estar no Julinho a partir das 07h00min. Até mais.
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Para deputado estadual, Luciana vota Robaina 50000
Por que votar em Roberto Robaina
Apresentar a candidatura de Roberto Robaina é uma tarefa fácil, pois a imensa maioria dos nossos militantes o conhece muito bem. Como presidente do PSOL ele tem demonstrado sua enorme capacidade política, sua dedicação à causa socialista e seu despreendimento de vaidades e privilégios. Por isso, quero ir um pouco além desse perfil já conhecido, trazendo a vocês meu depoimento pessoal, o testemunho de quem convive com ele há 25 anos, pois além de ser o pai do meu filho, é meu parceiro de militância desde o início da minha trajetória. Ele, assim como eu, começou a militância no Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, em Porto Alegre. Ali ele se revelou uma liderança, alguém que facilmente se transformava numa referência para quem queria combater o autoritarismo na escola e lutar pelas Diretas Já no Brasil. Depois de ser líder estudantil, foi trabalhar e tornou-se uma liderança no movimento sindical. Integrante da direção do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, tornou-se, mais uma vez, uma uma referência e um líder nas greves dos bancários e nas greves gerais que ocorreram naquele período.
No PT, lutamos juntos contra o caminho de traição que a direção lulista trilhava. Em 1994, quando fui candidata pela primeira vez, Roberto coordenou e executou minha campanha. Na verdade, ele foi fundamental em todas as minhas campanhas, e em todos os meus mandatos. Quando Lula ganhou as eleições, em 2002, a correta elaboração política de Roberto nos levou a estarmos preparados para o que viria a seguir. Ele não hesitou nem um segundo na determinação de manter a nossa coerência, enfrentando Lula e a direção do partido. Como membro da direção nacional do PT cumpriu um papel determinante nesse processo. Incontáveis as vezes que fomos juntos, eu, ele e o Babá, visitar a Heloísa Helena em seu gabinete no Senado para articular o enfrentamento ao governo, e depois para arquitetar o novo partido. Se a história faz o homem, e faz, não é menos certo que o homem faz a história. A minha posição de deputada federal fez com que eu tivesse maior visibilidade, mas não tenham dúvida de que o Roberto fez essa história junto comigo.
Em 2006, Roberto foi nosso candidatado a governador. Era a primeira eleição do PSOL e o desafio de reconquistar o meu mandato de deputada federal, agora pelo PSOL, era enorme. O desempenho de Roberto nos debates, mostrando a seriedade do PSOL, as nossas propostas para o Estado e a combatividade do nosso jovem partido, foram decisivos para que eu obtivesse os mais de 186 mil votos que garantiram ao PSOL a conquista de uma cadeira na Câmara Federal. Depois disso, em 2008, muitos apostavam que ele iria aproveitar o recall da campanha de governador para eleger-se vereador. Não quis, pois sabia que a sua experiência seria fundamental para coordenar a minha campanha de prefeita e garantir a eleição de Pedro Ruas. Assim, conseguimos fazer uma bela campanha para a prefeitura, conquistando quase 10% dos votos dos porto-alegrenses, e elegemos dois vereadores. Um fenômeno para um partido com poucos recursos, pouco tempo de televisão e pouco tempo de existência. Nos bastidores, como presidente do PSOL, Roberto foi fundamental nessa vitória também.
Foi também como presidente do partido que Roberto articulou as denúncias de corrupção que fizemos e coordenou a campanha pelo Fora Yeda. Mesmo sem ter um deputado estadual, o PSOL conseguiu ter um protagonismo decisivo no combate a governadora e suas falcatruas. Essa posição que conquistamos em muito se deve à postura corajosa de Roberto, sempre buscando inserir o partido na conjuntura política, intervindo na realidade em defesa dos interesses do povo. Se ele fosse deputado estadual naquele momento, podem ter certeza que a vida dos corruptos ficaria ainda mais difícil!
Como vocês podem ver, são poucos, muito poucos os militantes da estirpe do Roberto. É por isso que, mesmo tendo enorme carinho e orgulho de todos os candidatos do PSOL, tenho a ousadia de pedir o teu apoio à candidatura de Roberto Robaina. Como deputado estadual ele vai ter a oportunidade de mostrar a todos os que buscam uma luz no fim do túnel de uma política cada vez mais desacreditada – pois infestada de carreiristas e corruptos – que o PSOL tem quadros com capacidade, coerência, combatividade e trajetória para oferecer. Roberto Robaina é um desses indispensáveis.
Grande abraço e boa luta!
Luciana Genro
Apresentar a candidatura de Roberto Robaina é uma tarefa fácil, pois a imensa maioria dos nossos militantes o conhece muito bem. Como presidente do PSOL ele tem demonstrado sua enorme capacidade política, sua dedicação à causa socialista e seu despreendimento de vaidades e privilégios. Por isso, quero ir um pouco além desse perfil já conhecido, trazendo a vocês meu depoimento pessoal, o testemunho de quem convive com ele há 25 anos, pois além de ser o pai do meu filho, é meu parceiro de militância desde o início da minha trajetória. Ele, assim como eu, começou a militância no Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, em Porto Alegre. Ali ele se revelou uma liderança, alguém que facilmente se transformava numa referência para quem queria combater o autoritarismo na escola e lutar pelas Diretas Já no Brasil. Depois de ser líder estudantil, foi trabalhar e tornou-se uma liderança no movimento sindical. Integrante da direção do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, tornou-se, mais uma vez, uma uma referência e um líder nas greves dos bancários e nas greves gerais que ocorreram naquele período.
No PT, lutamos juntos contra o caminho de traição que a direção lulista trilhava. Em 1994, quando fui candidata pela primeira vez, Roberto coordenou e executou minha campanha. Na verdade, ele foi fundamental em todas as minhas campanhas, e em todos os meus mandatos. Quando Lula ganhou as eleições, em 2002, a correta elaboração política de Roberto nos levou a estarmos preparados para o que viria a seguir. Ele não hesitou nem um segundo na determinação de manter a nossa coerência, enfrentando Lula e a direção do partido. Como membro da direção nacional do PT cumpriu um papel determinante nesse processo. Incontáveis as vezes que fomos juntos, eu, ele e o Babá, visitar a Heloísa Helena em seu gabinete no Senado para articular o enfrentamento ao governo, e depois para arquitetar o novo partido. Se a história faz o homem, e faz, não é menos certo que o homem faz a história. A minha posição de deputada federal fez com que eu tivesse maior visibilidade, mas não tenham dúvida de que o Roberto fez essa história junto comigo.
Em 2006, Roberto foi nosso candidatado a governador. Era a primeira eleição do PSOL e o desafio de reconquistar o meu mandato de deputada federal, agora pelo PSOL, era enorme. O desempenho de Roberto nos debates, mostrando a seriedade do PSOL, as nossas propostas para o Estado e a combatividade do nosso jovem partido, foram decisivos para que eu obtivesse os mais de 186 mil votos que garantiram ao PSOL a conquista de uma cadeira na Câmara Federal. Depois disso, em 2008, muitos apostavam que ele iria aproveitar o recall da campanha de governador para eleger-se vereador. Não quis, pois sabia que a sua experiência seria fundamental para coordenar a minha campanha de prefeita e garantir a eleição de Pedro Ruas. Assim, conseguimos fazer uma bela campanha para a prefeitura, conquistando quase 10% dos votos dos porto-alegrenses, e elegemos dois vereadores. Um fenômeno para um partido com poucos recursos, pouco tempo de televisão e pouco tempo de existência. Nos bastidores, como presidente do PSOL, Roberto foi fundamental nessa vitória também.
Foi também como presidente do partido que Roberto articulou as denúncias de corrupção que fizemos e coordenou a campanha pelo Fora Yeda. Mesmo sem ter um deputado estadual, o PSOL conseguiu ter um protagonismo decisivo no combate a governadora e suas falcatruas. Essa posição que conquistamos em muito se deve à postura corajosa de Roberto, sempre buscando inserir o partido na conjuntura política, intervindo na realidade em defesa dos interesses do povo. Se ele fosse deputado estadual naquele momento, podem ter certeza que a vida dos corruptos ficaria ainda mais difícil!
Como vocês podem ver, são poucos, muito poucos os militantes da estirpe do Roberto. É por isso que, mesmo tendo enorme carinho e orgulho de todos os candidatos do PSOL, tenho a ousadia de pedir o teu apoio à candidatura de Roberto Robaina. Como deputado estadual ele vai ter a oportunidade de mostrar a todos os que buscam uma luz no fim do túnel de uma política cada vez mais desacreditada – pois infestada de carreiristas e corruptos – que o PSOL tem quadros com capacidade, coerência, combatividade e trajetória para oferecer. Roberto Robaina é um desses indispensáveis.
Grande abraço e boa luta!
Luciana Genro
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Na rua conversando...
Hoje comecei o chamado corpo a corpo. É incrível. Sou militante há muitos anos e durante os anos 80 minha adrenalina eram as poderosas greves que tive a sorte de participar. Agora temos menos greves. Espero que tenhamos um novo ascenso das lutas sociais e desta forma possamos ter estes momentos como momentos determinantes da política. Na situação atual o momento político privilegiado tem sido as eleições. É quando o povo tem maior interesse ou pelo menos é mais estimulado a dar sua opinião. Nós mesmos, militantes da esquerda, temos que ir mais a campo. Pela primeira vez sou candidato a deputado ou a qualquer cargo legislativo. Participei em 2006 como candidato a governador, mas realmente a experiência era diferente porque meu eixo eram os debates na TV, não o corpo a corpo. Quando fazia o corpo a corpo era para pedir votos para Luciana Genro. Fiz isso com orgulho e o mandato de Luciana mostrou porque tenho este orgulho de ter ajudado sua reeleição. Agora mais uma vez minha campanha é por Luciana. Mas peço o voto para ela de deputada federal e para mim mesmo para deputado estadual. Estou pedindo também com certo orgulho porque, sem falsa modéstia, acho que mereço.
Conversei hoje com muita gente: comerciários, vendedores de jornais, trabalhadores da limpeza desta empresa que explora os trabalhadores da limpeza chamada Cotravipa, com aposentadas, enfim, com muita gente. Andei horas pelo centro, com militantes do PSOL, o Gilvrando, o Apoena, e me encontrei com mais de uma dezena de militantes firmes de nossas juventude às 11 horas na ladeira e depois as 17 na praça Glênio Peres. Foi um dia muito produtivo. Uma imersão no povo. Neste contato a gente aprende muito. Tem, é claro, pessoas alienadas, sem nenhuma informação sobre o que ocorre na política. Mas encontrei também muitas pessoas muito conscientes: a operária da Cotravipa que sabe que sua empresa explora sem piedade, o vendedor da Zero Hora que acompanha as notícias lendo o jornal que vende e conhece a luta do PSOL contra o governo Yeda e a corrupção, a aposentada que disse que adora a Luciana, o soldado que disse que votaria no PSOL.
Durante a tarde, registro que estive com o Ruas (nosso governador) e a vereadora Fernanda, visitando o sindicato dos advogados. Fomos recebidos muito bem, como sempre, pelo seu presidente Doutor De Los Santos. Amanha às 04h30min minha atividade começa na Sopal, conversando com os rodoviários na entrada do primeiro turno. Até a próxima.
Conversei hoje com muita gente: comerciários, vendedores de jornais, trabalhadores da limpeza desta empresa que explora os trabalhadores da limpeza chamada Cotravipa, com aposentadas, enfim, com muita gente. Andei horas pelo centro, com militantes do PSOL, o Gilvrando, o Apoena, e me encontrei com mais de uma dezena de militantes firmes de nossas juventude às 11 horas na ladeira e depois as 17 na praça Glênio Peres. Foi um dia muito produtivo. Uma imersão no povo. Neste contato a gente aprende muito. Tem, é claro, pessoas alienadas, sem nenhuma informação sobre o que ocorre na política. Mas encontrei também muitas pessoas muito conscientes: a operária da Cotravipa que sabe que sua empresa explora sem piedade, o vendedor da Zero Hora que acompanha as notícias lendo o jornal que vende e conhece a luta do PSOL contra o governo Yeda e a corrupção, a aposentada que disse que adora a Luciana, o soldado que disse que votaria no PSOL.
Durante a tarde, registro que estive com o Ruas (nosso governador) e a vereadora Fernanda, visitando o sindicato dos advogados. Fomos recebidos muito bem, como sempre, pelo seu presidente Doutor De Los Santos. Amanha às 04h30min minha atividade começa na Sopal, conversando com os rodoviários na entrada do primeiro turno. Até a próxima.
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Começa a campanha eleitoral!
Uma das obrigações constitucionais dos deputados estaduais é de fiscalizar os atos dos governos. A Assembléia Legislativa não tem cumprido este dever. Como deputado estadual vou lutar para garantir que a fiscalização seja exercida e a corrupção combatida. Meu maior orgulho é ter, como presidente do PSOL desde sua fundação liderado com Pedro Ruas e Luciana Genro,as lutas contra a corrupção do governo Yeda.
Comecei minha atividade no movimento social em 1982 no julinho. Em 1984, ainda na época da ditadura militar, liderei as mobilizações pelas diretas já entre os estudantes. Nos anos 80 coordenei o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e liderei grandes greves da categoria em 1990.
Fui o primeiro candidato do PSOL ao governo do Estado, em 2006. Sou formado em História, escrevo ( tento) sobre a situação política, sociologia, filosofia, história e cultura. Vou lutar para representar com capacidade e tratar de honrar a esquerda na Assembléia Legislativa.
Hoje começa a disputa eleitoral. Quero que este espaço continue sendo um espaço de diálogo entre nós, como foi desde que entrei para a internet. Gostaria que todos vocês sugerissem e participassem da minha campanha à deputado estadual. Para fazermos da internet o que de fato deve ser feita, uma ferramenta para melhorar o mundo em que vivemos.
Peço a todos que queiram construir um mandato comigo que nos ajude. Repassando nossos materiais aos amigos, fazendo da nossa campanha uma ferramenta de mudança e esperança. Nós não temos o dinheiro dos grandes partidos, nem o mesmo tempo de TV. Como diz Ruas " O PSOL é um partido pobre como nosso povo, mas honesto como nosso povo.." Toda ajuda será mais que vinda!
Conto com o apoio de vocês para construirmos juntos a mudança.
A esquerda vota PSOL. Nao esqueça, vamos juntos renovar o mandato de Luciana Genro e conquistar novas cadeiras para o partido do socialismo e da liberdade
Comecei minha atividade no movimento social em 1982 no julinho. Em 1984, ainda na época da ditadura militar, liderei as mobilizações pelas diretas já entre os estudantes. Nos anos 80 coordenei o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e liderei grandes greves da categoria em 1990.
Fui o primeiro candidato do PSOL ao governo do Estado, em 2006. Sou formado em História, escrevo ( tento) sobre a situação política, sociologia, filosofia, história e cultura. Vou lutar para representar com capacidade e tratar de honrar a esquerda na Assembléia Legislativa.
Hoje começa a disputa eleitoral. Quero que este espaço continue sendo um espaço de diálogo entre nós, como foi desde que entrei para a internet. Gostaria que todos vocês sugerissem e participassem da minha campanha à deputado estadual. Para fazermos da internet o que de fato deve ser feita, uma ferramenta para melhorar o mundo em que vivemos.
Peço a todos que queiram construir um mandato comigo que nos ajude. Repassando nossos materiais aos amigos, fazendo da nossa campanha uma ferramenta de mudança e esperança. Nós não temos o dinheiro dos grandes partidos, nem o mesmo tempo de TV. Como diz Ruas " O PSOL é um partido pobre como nosso povo, mas honesto como nosso povo.." Toda ajuda será mais que vinda!
Conto com o apoio de vocês para construirmos juntos a mudança.
A esquerda vota PSOL. Nao esqueça, vamos juntos renovar o mandato de Luciana Genro e conquistar novas cadeiras para o partido do socialismo e da liberdade
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