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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A semana vista pelo PSOL

França vai a guerra contra reforma da previdência

Nesta semana, a população francesa está nas ruas contra a reforma da previdência proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy, que aumenta a idade para aposentadoria de 60 para 62 anos. Trabalhadores de diversos setores – refinarias, ferrovias, caminhoneiros etc – paralisam a França contra essa proposta nefasta que visa satisfazer o mercado financeiro. Os estudantes também participam das manifestações, pois sabem que a reforma irá fazer com que trabalhadores tenham de ficar mais tempo trabalhando e, assim, postos de trabalho deixarão de ser gerados para os mais jovens.

O presidente Sarkozy alega que “a mudança é essencial para equilibrar as contas da previdência”, porém, quando são os banqueiros que precisam “equilibrar suas contas”, os governos (inclusive os da União Europeia) imediatamente dão trilhões e trilhões de dólares de ajuda, às custas da explosão da dívida pública. E depois fazem os aposentados pagarem essa dívida ilegítima.

A mobilização na França é um exemplo para as lutas que travaremos aqui no Brasil, contra as reformas neoliberais que se avizinham no futuro próximo.


Brasil: renda média real do trabalho cresceu apenas 8,8% desde 2002

Nesta semana, a grande imprensa noticiou que a renda média do trabalhador brasileiro (segundo o IBGE) foi a maior da série histórica iniciada em 2002, para um mês de setembro. À primeira vista, tal dado daria a entender que o mercado de trabalho no Brasil vive às mil maravilhas.

Porém, se analisarmos detalhadamente a tabela do IBGE (diponível no site do instituto), veremos que, nos anos de 2003 até 2007, tal renda média ficou abaixo do nível de 2002, somente se recuperando a partir de 2008, e tendo atingido em 2010 esse pífio nível de 8,8% acima de oito anos atrás.
Ou seja: o próprio governo atual colocou o “bode na sala” e agora está retirando-o.


Enquanto trabalhadores recebem migalhas, continua farra dos rentistas

Apesar de constantemente propagandear que a dívida não é mais problema, argumentando que já “pagou o FMI”, o governo brasileiro segue tentando reduzir o enorme fluxo de capitais que chega ao país para ganhar com as taxas de juros mais altas do mundo da dívida interna. Nestas últimas semanas, o governo tomou diversas medidas, como o  aumento do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras de 2% para 6% sobre a entrada de capitais estrangeiros para a renda fixa (ou seja, dívida pública).

Esse enorme fluxo de dólares para o país tem provocado a desvalorização da moeda americana frente ao real, o que dificulta as exportações e barateia as importações, gerando grande rombo nas contas externas e destruição da indústria nacional. E o principal: provoca os ganhos dos especuladores com a dívida interna, às custas do povo.

Esee processo ganhou força em 2006, quando o atual governo isentou de imposto de renda os ganhos dos estrangeiros com a dívida interna. Agora, assustado com o enorme fluxo estrangeiro, tenta tributá-lo.
Porém, para acabar com essa farra dos rentistas, é necessário reduzir significativamente as taxas de juros, controlar os fluxos de capitais e auditar a dívida.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O partido do deputado Fraga não se rende

Coloco abaixo meu artigo publicado no jornal Correio do Povo desta segunda-feira, 18 de outubro.

O partido do deputado Fraga não se rende

Roberto Robaina

O balanço do PSol é medido nacionalmente. O saldo é positivo porque conquistamos duas cadeiras no Senado e três deputados federais. Com estas conquistas institucionais fica difícil a aprovação de projetos burgueses e antidemocráticos – defendidos por gente do PT e do PSDB – que tentam excluir o PSol dos debates eleitorais. Ao mesmo tempo, o PSol teve perdas graves. Heloísa Helena perdeu para a máquina de poder – apoiada por Lula – de Renan Calheiros e Collor. Luciana Genro também fica de fora do Congresso Nacional.

No caso de Luciana, constatamos a distorção do sistema eleitoral. Apesar de ter sido a segunda mais votada da Capital e a oitava do Estado, candidatos com muito menos votos assumirão em seu lugar. Os eleitores pensam que estão votando em uma pessoa, mas, na realidade, estão votando em um partido, em uma coligação. Tiririca, em São Paulo, recebeu mais de 1 milhão de votos e carregou com ele mais três deputados, todos com baixa votação individual. Aqui, no Rio Grande do Sul, temos um deputado (Alexandre Roso, do PC do B) que foi eleito com 28 mil votos. Enquanto isso, Luciana Genro teve 130 mil votos.

Influenciou no resultado do PSol a força da onda petista e, na última hora, a onda verde. Em particular, aqui no Rio Grande do Sul, o PT estava fortíssimo, tanto que elegeu Tarso no primeiro turno, a primeira vez que isso ocorre na história do Estado. Mas, em nosso balanço, reivindicamos uma clara vitória política: foi o PSol que desmascarou o governo Yeda e impediu que o PSDB tivesse força para ganhar as eleições. Como ela não caiu por força do impeachment, mas, sim, pelo voto, quem capitalizou eleitoralmente essa derrota de Yeda foi o PT, já que, pelo nosso tamanho e nossa estrutura, não aparecemos ainda como uma alternativa de poder.

Agradeço meus 31.310 votos. Estamos com energia para continuar a luta.

Luciana Genro, Pedro Ruas, Fernanda Melchionna, nossos militantes, seguirão firmes e coerentes. Luciana Genro está pronta para os próximos embates, no dia a dia das lutas do povo e no próximo pleito, disputando como vereadora. Nosso partido não se rende. Somos formados por gente como Marcelo Freixo, que acaba de se reeleger deputado estadual no RJ.

Para quem não sabe, Marcelo é o inspirador do personagem Fraga, o deputado que combate as máfias corruptas no filme “Tropa de Elite 2″. Seguiremos com ele e com milhares de guerreiros pela causa do povo.

presidente do PSol/RS

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Luciana Genro quer se candidatar à Câmara de Vereadores em 2012

Deputada do PSol disse que sistema de votação é perverso


A deputada do PSol, Luciana Genro, lamentou não ter conseguido a reeleição, mas disse que sua participação política não está limitada a um mandato. Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, ela afirmou que será candidata à Câmara de Vereadores em 2012 e que já articula com seus advogados ação que permita com que concorra a cargo eletivo – por um artigo constitucional, Luciana está impedida de concorrer no mesmo Estado em que seu pai, Tarso Genro, foi eleito ao Piratini. "Eu recebi uma votação tão significativa que, por uma fatalidade, não me conduziu à eleição. Eu me sinto na obrigação de continuar. Eu acho que tenho uma representatividade a ser exercida."

Luciana Genro comentou também os seus 16 anos de vida política e afirmou que poderia continuar na sombra do pai, o governador eleito, Tarso Genro. "Eu tranquilamente agora poderia me conformar em ser a filha do governador e quem sabe usufruir das benesses do poder, que aliás eu já poderia ter usufruído como filha do ministro e, dessa forma, não mais me candidatar." Durante a entrevista, a parlamentar criticou o sistema de votação brasileiro, o qual chamou de perverso. "É perverso porque não é claro para as pessoas. Os eleitores acham que votam na pessoa quando na verdade estão votando na coligação ou no partido. Quem se elege no sistema, não quer mudar o sistema", alega.

O presidente regional do PSol, Roberto Robaina, que também participou do programa Esfera Pública, admitiu que a derrota eleitoral do PSol em outubro foi a não eleição de Luciana. Ambos lamentaram que a candidata tenha sido a segunda mais votada de Porto Alegre e ainda assim não tenha conseguido uma cadeira na Câmara Federal.

Ao ser questionada sobre o apoio do PSol no segundo turno, Luciana disse que o partido deve manter posição de neutralidade. Segundo ela, o povo e os trabalhadores serão penalizados igualmente com a eleição de José Serra (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT). Ela lembrou que os segurados do INSS estão indignados com o fator previdenciário. A deputada explicou que seu apoio ao senador Paulo Paim (PT) foi em função de posições ideológicas pela luta dele em defesa dos aposentados. Luciana aproveitou a entrevista para reiterar que o PSol tem que manter sua independência para se posicionar contra as iniciativas do governo ou oposição que surgirem contra os interesses do cidadão.


Fonte: correio do Povo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Nota Executiva Estadual do PSOL


Para ampliar a luta pelo fim do fator previdenciário e em defesa dos aposentados
 PSOL indica 2º voto em Paulo Paim


A executiva estadual do PSOL, reunida esta manhã, junto com o Professor Luiz Carlos Lucas, candidato ao Senado, e Pedro Ruas, candidato ao governo do Estado, vem por meio desta nota, expressar que:

Para a eleição do Senado temos turno único, diferente da eleição para governador. Neste quadro, existe um risco do Paulo Paim não se eleger.

Todos conhecem a luta do PSOL pelo fim do fator previdenciário, para que o reajuste dos aposentados seja vinculado ao do salário mínimo e para somar forças contra novos ataques à previdência. O PSOL tem esta luta como uma das suas prioridades e continuará conclamando a população a se organizar e se mobilizar, sendo este o caminho principal para obter conquistas, ao mesmo tempo, é necessário fazer escolhas eleitorais. Neste sentido, achamos importante a manutenção do mandato de Paim como Senador. Temos diferenças políticas com o Senador, mas, em nossa luta contra os ataques da previdência e aos aposentados, preferimos o seu nome na comparação com os outros candidatos das grandes coligações. As muitas vezes que tivemos unidade com Paim aconteceram quando o Senador contrariou posições do PT, de defesa da política do governo federal Lula/Dilma, que no que se refere à previdência seguiu a mesma orientação privatista de FHC/Serra.

Assim sendo, nosso partido, coerente com sua história e programa, comunica a decisão de retirar a candidatura do Companheiro Luiz Carlos Lucas, em perfeita consonância com a vontade individual deste militante, recomendando o segundo voto ao Senado em Paulo Paim.

Seguimos nosso perfil, como Partido Socialista e necessário, preservando nossa independência, reforçando o chamado à militância para eleger Pedro Ruas governador, Berna Menezes para o Senado na reta final de campanha.

Pelo voto 50, pela coerência, pela eleição de nossos candidatos em todos os níveis e pelo fortalecimento de uma alternativa de esquerda. Este é o compromisso do PSOL.



Porto Alegre, 23 de setembro de 2010

Executiva Estadual do PSOL

sábado, 21 de agosto de 2010

Plenária Luciana Genro 5050 e Roberto Robaina 50000



Hoje, sábado, 21/07 ocorre a plenária de mobilização das candidaturas Luciana Genro 5050 e Roberto Robaina 50000.Todos os apoiadores estão convidados para debater e elaborar os rumos da campanha. Sua presença é muito importante!

Onde: Associação dos Servidores da Saúde (Av. João Pessoa, 325 – Cidade Baixa, Porto Alegre.

Horário: 17hs.

Esperamos você! Até lá!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Diário de campanha - Segunda 02/08

Mau jornalismo FS:denuncia depetudos federais que aumentaram muito patrimônio, mas omite os que diminuiram como a deputada Luciana Genro.

Para quem gosta de estudar lógica e dialética vale a pena os livros do gaúcho Carlos Roberto Cirne Lima.

A juventude do PSOL abriu o semestre na PUC hoje. Panfletagem de minha campanha para deputado estadual e Luciana Genro para federal. Não há mais ativistas que eles.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Do blog da Luciana

Ótima plenária de inauguração do meu comitê, de Roberto Robaina e Pedro Ruas na Av. João Pessoa, 911. Partido unido, outros candidatos compareceram.

Me emocionei contando o começo da minha história política junto com Roberto no Julinho em 1985. Estamos juntos desde lá.


Tivemos um filho maravilhoso, o Fernando. O casamento acabou há tempos mas a amizade e o companheirismo político só se fortaleceu.

O Roberto tem uma capacidade política enorme, nenhuma vaidade ou encantamento por cargos e prestígio. Por isso merece ser deputado!


Fonte - lucianagenro.com.br

domingo, 11 de julho de 2010

Diário de campanha

Hoje estive no Brique da Redenção, ponto central das disputas políticas do Rio Grande. Local de trabalho, de passeio e de turismo da capital. Estive com nosso candidato a governador Pedro Ruas, com Luciana Genro, nossa deputada federal que disputa a reeleição e com vários dos nossos militantes. Conversamos com os gaúchos, encontramos amigos de muitos anos, como André Ziad Razek, e muitos novos apoiadores de nosso partido e de nossa campanha para deputado estadual. Recebi apoio que me encheram de orgulho. Mas teve também descontração até com coisa séria. Num momento surgiu uma musiquinha crítica, quando uma caminhada petista passou. "Ei PT, agora eu já sei, tu andas aliado com a turma do Sarney". Bem, foi um dia produtivo - onde no mundo a torcida espanhola comemorou pela conquista da copa da Africa do Sul. Amanhã as 06:30 da manhã estarei com Luciana Genro na entrada de trabalho dos trabalhadores dos Correios, na Sertório. Amanhã também, além de várias atividades, vamos acompanhar Pedro Ruas na sabatina realizada por jornalistas da ULBRA/TV.

Diário de campanha sábado/domingo

As pesquisas manipuladas do IBOPE já começam a atuar para tentar intervir a favor dos grandes partidos que defendem este sistema dominado pelos ricos. Nunca devemos esquecer que se dependesse do IBOPE Brizola nao teria sido governador do Rio de Janeiro por duas vezes.
Sabemos que os partidos que defendem o capitalismo estão prontos para fazer uma eleição na qual nao existe debates nem questionamentos ao seu sistema. Nós do PSOL iremos fazer a diferença. Não entramos neste jogo. Nas ruas podemos sentir que existe espaço para ocupar as brechas e forjar brechas para ajudar a construir uma alternativa de esquerda anticapitalista.
No sábado pela tarde estive na feira do brique de artesanato da Redenção. Junto com Luciana Genro, sempre reconhecida como uma deputads coerente e lutadora, conversamos com os trabalhadores artistas. Há os artesões de toda a vida que lutam para garantir uma vida material digna com seu ofício. Há os que começam faz pouco, mesmo já tendo idade mais avançada. É o caso de um camarada aposentado pelo AERUS, o fundo da Varig que faliu e deixou desamparado os trabalhadores que durante toda a sua vida deram a contribuição. Luciana tem estado com eles, exigindo que seja pago o que o lhes é devido. Para todos estes traalhadores falta a contribuição do crédito estatal. Os benefícios que recebe a Gerdau e a multinacional suiça Nestle é enorme. Para os artesões, para a pequena agricultura familiar, para as cooperativas, nada.
Durante a noite estive na reunião da combativa juventude. Discutimos a situaçao política e o pessoal da juventude socialista de nosso partido planejou as atividades da próxima semana.
Agora, neste intante, estou saindo para o brique da Redenção. Até mais

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Para deputado estadual, Luciana vota Robaina 50000

Por que votar em Roberto Robaina

Apresentar a candidatura de Roberto Robaina é uma tarefa fácil, pois a imensa maioria dos nossos militantes o conhece muito bem. Como presidente do PSOL ele tem demonstrado sua enorme capacidade política, sua dedicação à causa socialista e seu despreendimento de vaidades e privilégios. Por isso, quero ir um pouco além desse perfil já conhecido, trazendo a vocês meu depoimento pessoal, o testemunho de quem convive com ele há 25 anos, pois além de ser o pai do meu filho, é meu parceiro de militância desde o início da minha trajetória. Ele, assim como eu, começou a militância no Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, em Porto Alegre. Ali ele se revelou uma liderança, alguém que facilmente se transformava numa referência para quem queria combater o autoritarismo na escola e lutar pelas Diretas Já no Brasil. Depois de ser líder estudantil, foi trabalhar e tornou-se uma liderança no movimento sindical. Integrante da direção do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, tornou-se, mais uma vez, uma uma referência e um líder nas greves dos bancários e nas greves gerais que ocorreram naquele período.

No PT, lutamos juntos contra o caminho de traição que a direção lulista trilhava. Em 1994, quando fui candidata pela primeira vez, Roberto coordenou e executou minha campanha. Na verdade, ele foi fundamental em todas as minhas campanhas, e em todos os meus mandatos. Quando Lula ganhou as eleições, em 2002, a correta elaboração política de Roberto nos levou a estarmos preparados para o que viria a seguir. Ele não hesitou nem um segundo na determinação de manter a nossa coerência, enfrentando Lula e a direção do partido. Como membro da direção nacional do PT cumpriu um papel determinante nesse processo. Incontáveis as vezes que fomos juntos, eu, ele e o Babá, visitar a Heloísa Helena em seu gabinete no Senado para articular o enfrentamento ao governo, e depois para arquitetar o novo partido. Se a história faz o homem, e faz, não é menos certo que o homem faz a história. A minha posição de deputada federal fez com que eu tivesse maior visibilidade, mas não tenham dúvida de que o Roberto fez essa história junto comigo.

Em 2006, Roberto foi nosso candidatado a governador. Era a primeira eleição do PSOL e o desafio de reconquistar o meu mandato de deputada federal, agora pelo PSOL, era enorme. O desempenho de Roberto nos debates, mostrando a seriedade do PSOL, as nossas propostas para o Estado e a combatividade do nosso jovem partido, foram decisivos para que eu obtivesse os mais de 186 mil votos que garantiram ao PSOL a conquista de uma cadeira na Câmara Federal. Depois disso, em 2008, muitos apostavam que ele iria aproveitar o recall da campanha de governador para eleger-se vereador. Não quis, pois sabia que a sua experiência seria fundamental para coordenar a minha campanha de prefeita e garantir a eleição de Pedro Ruas. Assim, conseguimos fazer uma bela campanha para a prefeitura, conquistando quase 10% dos votos dos porto-alegrenses, e elegemos dois vereadores. Um fenômeno para um partido com poucos recursos, pouco tempo de televisão e pouco tempo de existência. Nos bastidores, como presidente do PSOL, Roberto foi fundamental nessa vitória também.

Foi também como presidente do partido que Roberto articulou as denúncias de corrupção que fizemos e coordenou a campanha pelo Fora Yeda. Mesmo sem ter um deputado estadual, o PSOL conseguiu ter um protagonismo decisivo no combate a governadora e suas falcatruas. Essa posição que conquistamos em muito se deve à postura corajosa de Roberto, sempre buscando inserir o partido na conjuntura política, intervindo na realidade em defesa dos interesses do povo. Se ele fosse deputado estadual naquele momento, podem ter certeza que a vida dos corruptos ficaria ainda mais difícil!

Como vocês podem ver, são poucos, muito poucos os militantes da estirpe do Roberto. É por isso que, mesmo tendo enorme carinho e orgulho de todos os candidatos do PSOL, tenho a ousadia de pedir o teu apoio à candidatura de Roberto Robaina. Como deputado estadual ele vai ter a oportunidade de mostrar a todos os que buscam uma luz no fim do túnel de uma política cada vez mais desacreditada – pois infestada de carreiristas e corruptos – que o PSOL tem quadros com capacidade, coerência, combatividade e trajetória para oferecer. Roberto Robaina é um desses indispensáveis.

Grande abraço e boa luta!

Luciana Genro

terça-feira, 6 de julho de 2010

Começa a campanha eleitoral!

Uma das obrigações constitucionais dos deputados estaduais é de fiscalizar os atos dos governos. A Assembléia Legislativa não tem cumprido este dever. Como deputado estadual vou lutar para garantir que a fiscalização seja exercida e a corrupção combatida. Meu maior orgulho é ter, como presidente do PSOL desde sua fundação liderado com Pedro Ruas e Luciana Genro,as lutas contra a corrupção do governo Yeda.

Comecei minha atividade no movimento social em 1982 no julinho. Em 1984, ainda na época da ditadura militar, liderei as mobilizações pelas diretas já entre os estudantes. Nos anos 80 coordenei o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e liderei grandes greves da categoria em 1990.

Fui o primeiro candidato do PSOL ao governo do Estado, em 2006. Sou formado em História, escrevo ( tento) sobre a situação política, sociologia, filosofia, história e cultura. Vou lutar para representar com capacidade e tratar de honrar a esquerda na Assembléia Legislativa.

Hoje começa a disputa eleitoral. Quero que este espaço continue sendo um espaço de diálogo entre nós, como foi desde que entrei para a internet. Gostaria que todos vocês sugerissem e participassem da minha campanha à deputado estadual. Para fazermos da internet o que de fato deve ser feita, uma ferramenta para melhorar o mundo em que vivemos.

Peço a todos que queiram construir um mandato comigo que nos ajude. Repassando nossos materiais aos amigos, fazendo da nossa campanha uma ferramenta de mudança e esperança. Nós não temos o dinheiro dos grandes partidos, nem o mesmo tempo de TV. Como diz Ruas " O PSOL é um partido pobre como nosso povo, mas honesto como nosso povo.." Toda ajuda será mais que vinda!

Conto com o apoio de vocês para construirmos juntos a mudança.
A esquerda vota PSOL. Nao esqueça, vamos juntos renovar o mandato de Luciana Genro e conquistar novas cadeiras para o partido do socialismo e da liberdade

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reintegrado finalmente

Reproduzo o artigo do companheiro Rogério Benites, liderança do PSOL em Livramento e pré-candidato a deputado federal.

Estava difícil a minha REINTEGRAÇAO na Santa Casa, na segunda estive com o Claudio Marmontel o administrador para saber quando iria assumir novamente, me colocando a disposição da empresa, após minha vitória na eleição da CIPA na ultima sexta-feira, dia 18 de junho. Ele então marcou reunião para quarta à tarde.
Na quarta, me reuni novamente com o Claudio, Edemar do até è pecado falar o nome da instituição que eles usam (HMD), e o novo administrador o Sr. Antonio, recém chegado à cidade, depois de meia hora falando a respeito do plano de recuperação do hospital, me disse que eu iria passar a trabalhar a partir do dia 23 de junho no arquivo médico das 08h00min ao meio dia e das 13h30min às 18h00min.
De imediato disse a ele, que eu pensava e queria acreditar que esta è uma nova gestão, entretanto continuam com as mesmas práticas, de assédio moral, ao qual eu não iria aceitar, e nem permitir, pois sou PORTEIRO, e meu contrato è de 6 horas.
Segundo a sentença eu deveria retornar, conforme antes de ser demitido na portaria das 07h00min às 13h00min, porém não houve acordo, retirei-me, haja vista, que a reunião não avançara, formou-se um grande impasse.
Na manha de quarta-feira 23, retornei ao hospital, novamente reuni-me com o novo administrador o Sr. Antonio, avançamos e conseguimos chegar a um ACORDO, onde eu trabalharia "temporariamente" no arquivo das 7 às 13 horas, o, porém è que de tarde quando fui pegar a chave do arquivo para ir trabalhar, a coordenadora do setor me encaminhou ao departamento de pessoal, dizendo que eu teria que aceitar a função, pois o Seu Antonio teria voltado atrás.
Hoje dia 24 de junho de 2010, as 08h00min em ponto eu estava no hospital, disposto a negociar minha REINTEGRAÇÄO, novamente, ma para alivio e minha felicidade a Marisa do departamento me disse que eu iria trabalhar na PORTARIA interna, no pátio na realidade, das 07h00min às 13h00min, ou seja, chegamos a um ACORDO.
Foi meu primeiro dia de trabalho depois de três anos afastado, por ter sido DEMITIDO injustamente, ilegalmente pela antiga administração em conjunto com a direção do próprio sindicato, pois eles sabiam que eu tinha uma chapa de oposição ao sindicato e que eu seria vencedor.
Passei meu dedo no relógio ponto, registrei-me novamente na instituição, e, não podia acreditar o número que apareceu no relógio ponto, algo está escrito, ele mesmo 5080
Finalmente fui REINTEGRADO, obrigado meu Deus, muito obrigado a todos e todas que me ajudaram, a minha família, aos amigos, a direção do partido em especial a deputada federal Luciana Genro, Pedro Ruas e ao presidente estadual Roberto Robaìna, que sempre estiveram junto comigo, venci o inimigo invencível, os corruptos os que me perseguiram, os que diziam que eu tinha vendido minha estabilidade, agora devem estar de queixos caídos, pois desconhecem os meio jurídicos.
Este dia 24 de junho ficará marcado na história, como um sinal, um símbolo a sociedade, ele voltou Rogério Benites, conseguiu, ele tinha razão, ele era funcionário da Santa Casa mesmo.
Eu lutei, sempre mantive as esperanças, acreditei, venci mais uma batalha, entretanto agora tenho responsabilidade maior, pois além de liderança política do PSOL e candidato a deputado federal, sou novamente reconhecido como funcionário da Santa Casa de Misericórdia de Sant`Ana do Livramento, RS.
Vou lutar pela saúde e pela instituição como sempre fiz, pois acredito que afinal o povo santanense deve fazer justiça através do sufrágio universal no próximo pleito, retirando os governantes e seus partidos, que não responderam as necessidades sociais de nosso povo, fechando o hospital por cinco meses, abandonando-nos por completo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PSOL recebe mantimentos para as vítimas das enchentes em Alagoas.‏

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também aderiu à campanha para arrecadação de donativos para as vítimas dos municípios atingidos pelas enchentes que ocorreram nos últimos dias, em Alagoas. Com isso, a sede do partido também passa ser um ponto para entrega de roupas e alimentos não perecíveis para as pessoas atingidas pelas fortes chuvas.

De acordo com os números fornecidos pela Defesa Civil, a tragédia atingiu mais de 20 municípios do Estado e já contabiliza mais de 177 mil atingidos. Ainda segundo os dados oficiais do órgão, até o momento, estima-se que 58 mil pessoas estejam desabrigadas e mais de 600 desaparecidas.

Consciente do seu compromisso social, a Executiva Estadual do partido convoca toda a sociedade alagoana a prestar solidariedade aos desabrigados das chuvas, doando alimentos de pronto consumo (enlatados e embutidos) e água potável, além de cobertores, roupas, e medicamentos (anti-inflamatório, antibiótico, antitérmico e analgésicos), seguindo as orientações da Defesa Civil.

Assim como outras entidades e organizações sociais, o PSOL estará recebendo os donativos na sua sede, localizada na Rua Tereza de Azevedo, nº 894, Farol, em Maceió, das 9h às 18h. Maiores informações pelo fone (82) 3241-7134.

sábado, 19 de junho de 2010

Convenção PSOL - RS


Foto Hugo Scotte

PSOL oficializa Pedro Ruas como candidato ao Piratini
A educadora Marliane Santos comporá a chapa como vice


A militância do PSOL - Partido Socialismo e Liberdade do Rio Grande do Sul, reunida neste sábado, 19 de junho, no salão da Igreja N. Sra. da Pompeia, em Porto Alegre, homologou suas candidaturas aos cargos executivos e legislativos para as eleições de 2010. O advogado trabalhista e vereador da Capital Pedro Ruas foi escolhido por unanimidade como candidato a governador, e compõe a chapa como vice a educadora e dirigente do Cpers/Sindicato Marliane Ferreira dos Santos, primeira mulher negra a disputar o Piratini.


"Temos uma chapa que vai crescer, inclusive, pelos erros dos nossos adversários, que são muitos e que caem cada vez mais em contradição", disse Ruas. "O voto no PSOL é o voto na esquerda. Não 'um' voto na esquerda, mas 'o' voto na esquerda. Quero ir para o debate com Yeda Crusius - com os outros candidatos também, é claro, mas especialmente com Yeda. Para cobrar diretamente dela a corrupção que denunciamos neste governo. O combate à corrupção é obrigação de um partido popular e social como o PSOL!" Ruas também defendeu uma revisão da dívida do Estado com a União: "Eu acredito que ela já tenha sido paga várias vezes. Que dívida é essa que enquanto mais se paga mais aumenta? Temos que mostrar quem sempre ganha enquanto há miseráveis no Rio Grande do Sul. É nosso papel mostrar que isso não é destino e denunciar por que isso acontece."


Concorrem ao Senado o professor da UFPel Luiz Carlos Lucas e a funcionária da Ufrgs Bernardete Menezes, a Berna. Na disputa pela primeira cadeira do PSOL na Assembleia Legislativa, estão 39 candidatos, entre eles, o presidente regional do partido, Roberto Robaina. Disputam a Câmara Federal 37 candidatos: Luciana Genro busca à reeleição, assim como seu suplente Geraldinho, que assumiu o mandato durante quatro meses, em 2009.


Na eleição nacional, Plínio de Arruda Sampaio é o pré-candidato do PSOL à Presidência da República.


Fonte www.lucianagenro.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Inferno dos aposentados e paraíso dos rentistas

Por Léo Lince, sociólogo e mestre em ciência social

O reajuste de 7,7% para os aposentados com rendimentos acima do salário mínimo, depois de muita pressão, foi aprovado nas duas casas do Congresso Nacional. Alvíssaras! Em véspera de eleições o parlamento é sempre mais permeável. A decisão, no entanto, continua na gaveta do chefe do Executivo. Em dúvida sobre o risco eleitoral de sua propensão ao veto, ele empurra com a barriga.
Enquanto isso e até por conta de tal hesitação e demora, o oligopólio midiático sintonizado com o modelo dominante aciona seus tentáculos. Todo santo dia o cidadão é bombardeado pelo chumbo grosso de uma propaganda contrária ao aumento dos aposentados. A disputa pelos recursos do orçamento público, normal nas condições de um maior equilíbrio democrático, ganha uma vestimenta ideológica marcada por uma impressionante agressividade.
Rádios, revistas, televisões e, principalmente, os jornalões de circulação nacional, cerram fileiras em torno de uma campanha feroz. Editoriais, articulistas adestrados, economistas de banco, matérias e pesquisas ideologicamente orientadas, sempre batendo na mesma tecla. ‘Não pode, é febre de gastança’. ‘Projeto demagógico, poderoso fator de desequilíbrio’. ‘Ruinoso para a contabilidade pública, uma hemorragia de gastos’. ‘Populismo anacrônico, fora de contexto, tumultua a gestão fiscal’. São alguns dos petardos da guerra ideológica contra os aposentados.
Querem o veto ao reajuste dos aposentados e apresentam tal decisão como resultante de um suposto “clamor técnico”. Mentira. Não há “clamor técnico” algum, nem sangria desatada. A diferença entre a proposta original do Executivo e o que resultou da votação no Parlamento, como despesa orçamentária, equivale a R$ 1,1 bilhão anual. Quantia bem menor do que os R$ 13,8 bilhões anuais resultantes do aumento de 0.75% na taxa Selic, decretado na mesma época pelo Banco Central. E não se ouviu falar em “clamor técnico” ou “poderoso fator de desequilíbrio”.
Em 2009, os juros e amortizações da dívida pública consumiram 36% do orçamento federal. Um absurdo. Nenhum jornal, no entanto, chamou de estorvo. Um sumidouro de recursos que não merece campanha na mídia grande e nem parece preocupar os titulares da República. Os que se declaram estarrecidos com o aumento de 7,7% dos aposentados não se incomodam o mais mínimo com os inacreditáveis R$ 2,2 trilhões da dívida pública.
Dilma Rousseff, candidata oficial do sistema, forneceu explicações muito esclarecedoras sobre a aceleração vertiginosa do endividamento. Em entrevista recente na rádio CBN, ela afirmou que a dívida cresceu porque, na crise, o governo teve que liberar US$ 100 bilhões do compulsório para os banqueiros. Cresceu também porque o governo teve que injetar US$ 180 bilhões no BNDES para que se pudesse garantir empréstimos e patrocinar fusões e incorporações de grandes empresas em dificuldades. Além de, para tranqüilizar os investidores estrangeiros, bancar reservas internacionais da ordem de US$ 250 bilhões. Tudo muito claro.
A campanha cerrada contra o reajuste dos aposentados, neste quadro, faz sentido. Ela é uma contrapartida lógica do vergonhoso tributo ao grande capital, que trata com naturalidade a dívida monstruosa. São elementos de uma ideologia dominante que faz do Brasil o que ele é hoje: inferno dos aposentados e paraíso dos rentistas.
Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência social

Fonte socialismo.org.br