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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Plenária – Situação Nacional e as perspectivas da luta dos trabalhadores e do PSOL

Dia 06 de novembro, sábado às 16h30min, no sindicato dos Municipários de Porto Alegre, nosso campo político estará realizando uma plenária de debate sobre o Brasil que sai das eleições e quais as perspectivas e desafios para a esquerda e para a construção de nosso partido.  

Aproveitaremos também a presença de nosso amigo, o escritor Luis Eduardo Soares, autor do livro Tropa de Elite II, para conversar sobre a luta pelos direitos humanos e sobre a segurança pública. 

Como todos sabem nosso partido é vanguarda nesta questão. Marcelo Freixo, deputado estadual reeleito do RJ, é o inspirador do deputado Fraga do Filme de José Padilha. Em conversa comigo no Rio de Janeiro ele já acertou que virá a Porto Alegre no início do ano.

Convidamos todos os nossos amigos, aliados e militantes do Movimento Esquerda Socialista e de nosso campo político para prestigiar a atividade com sua presença. Os dois vereadores do Partido na capital, nossa combativa Fernanda e o companheiro Pedro Ruas estarão presentes, bem como a camarada Luciana Genro, que será a responsável pela abertura política do evento.




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um deputado no olho do furacão

Um deputado no olho do furacão
Bruno Huberman

O sorriso de carioca boa praça engana. Não que o deputado estadual pelo PSOL Marcelo Freixo não o seja, mas quem o vê, a principio, desconfia ser ele o homem que enfrentou a milícia no Rio de Janeiro. Quem conhece a sua história na militância pelos direitos humanos não se surpreende com a atuação que teve na Assembléia Legislativa. Trabalhou como professor de história em prisões, negociou rebeliões ao lado do Bope e em 2006 candidatou-se ao parlamento fluminense para ampliar seu campo de luta. Foi o responsável pela instauração da CPI das Milícias, que prendeu 275 milicianos e desmontou sua liderança.

Freixo não pôde fazer campanha nas áreas de milícia durante a corrida eleitoral deste ano. Seus partidários foram intimidados por milicianos. Por causa do enfrentamento, se viu obrigado a andar em carro blindado e com segurança armado. Mesmo prejudicado, foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado no Estado. Conseguiu apoio de artistas e intelectuais. A sua atuação como político e ativista inspirou o cineasta José Padilha na criação do personagem Fraga no filme Tropa de Elite 2.

Na entrevista concedida a CartaCapital, Freixo bateu na gestão do governador Sérgio Cabral e no seu “projeto de cidade segregadora” com as Unidade de Polícia Pacificadoras, muros, remoções e barreiras acústicas. E propôs um novo entendimento de segurança pública no Rio de Janeiro e no Brasil.

Carta Capital: Por que você disse que teria que sair do país se não fosse eleito?
Marcelo Freixo: Porque é óbvio, tenho carro blindado, segurança o dia inteiro, toda uma estrutura policial em cima do mandato. Nunca fui intimidado diretamente, mas houve descoberta de um plano de atentado. A polícia civil interceptou alguns planos.

CC: Você anda com medo nas ruas?
MF: Não é medo, é apreensão. Não é um cotidiano normal. Tem lugares que não posso ir. Não é bom, mas o tempo inteiro eu sabia o que podia acontecer. Também se perdesse a eleição seria uma vitória de muitos que enfrentamos. Acho que não haveria condições políticas para continuar aqui, pela segurança, porque ai sim seria inconsequente continuar no Brasil sem uma função pública e ao mesmo tempo seria um recado da mesma maneira que a minha votação também foi, porque o Rio de Janeiro deu uma resposta, se eu não ganhasse também seria uma resposta, inversa.

CC:O que representa para a política carioca você e o Chico Alencar terem sido eleitos com números expressivos, porém os mais votados continuam a ser políticos como Wagner Montes e Garotinho?
MF: Eles foram eleitos em função do acesso a mídia e não por feitos parlamentares. A mídia televisa de um lado e o rádio do outro. O critério de eleição dessas pessoas não é o mesmo do nosso. Não são os mesmos parâmetros e instrumentos.

CC: Você enxerga isso como uma evolução da política carioca?
MF: Eu acho que a nossa votação foi uma resposta muito boa, animadora, tem muita gente vindo falar isso nas ruas. Eu acho o que levou São Paulo a votar no Tiririca de maneira irresponsável e inconsequente, aqui no Rio foi uma política mais consequente. Foi um “tô de saco cheio” e votaram em alguém, que mesmo que não tenha uma identidade ideológica, é alguém que tem uma referência republicana, ética. Os quase 178 mil votos que eu recebi não são votos de identidade ideológica com o PSOL, nem os do Chico, mas são várias identidades.

CC: O que é de se esperar do próximo governo Sérgio Cabral?
MF: Eu acho que seja pelo menos razoável, porque foi péssimo o primeiro governo do Cabral. Um governo marcado pela falência da saúde pública, as pessoas morrem nos hospitais. A saúde pública carioca é palco de escândalos. Superfaturamento de medicamentos… Eu tenho um pedido de CPI apresentado que há quatro meses está dormindo na Casa. É uma secretaria que dá mais notícia por causa dos escândalos do que dos feitos, que chegou no seu pior resultado na história do Rio de Janeiro. Nunca antes na história do Rio a saúde pública foi tão ruim. Já que o Cabral gosta tanto do Lula, a gente usa essa expressão.

CC: Por que o Cabral saiu-se tão bem nas urnas?
MF: Ele ganhou a eleição por causa da UPP. Os formadores de opinião no Rio resolveram o seu problema de saúde e educação comprando planos de saúde e colocando seus filhos na escola privada. Essa não é uma questão pública no Rio de Janeiro. A escola pública na situação que está no Rio é uma questão só dos pobres. Eu acredito que esse problema seja de todas as grandes cidades. O Cabral ganhou a eleição com a propaganda da pacificação, mesmo que isso tenha sido para uma parte muito pequena do Rio de Janeiro. A polícia do Rio é que mais mata e morre no mundo.

CC: Qual a sua opinião sobre as UPPs?
MF: É um projeto de cidade. A UPP só pode ser pensada com a construção dos muros nas favelas, com as barreiras acústicas que tenta fazer com quem sai do aeroporto e chega a zona sul não veja as favelas e as remoções. O mapa das UPPs é revelador. É o corredor da zona sul hoteleiro, é a zona portuária com o projeto “Porto Maravilha”, é o entorno do Maracanã na avenida Tijuca, a Cidade de Deus e Jacarepaguá, que é a única área em toda Jacarepaguá que não está na mão da milícia.

CC: É para gringo ver?
MF: Não é só pra gringo ver não, é pra gringo praticar esporte. É uma sofisticação da expressão. É um projeto de cidade segregador. Não estou dizendo com isso que nos lugares que tenha UPP não existem avanços, é claro que tem. É claro que é importante não ter o tráfico de armas, o tiro e redução de homicídios. É claro que entendo, compreendo e concordo com o morador da UPP que diz que agora está melhor. Se eu morasse lá também diria isso. Eu entendo o cara dizendo: “eu quero UPP no meu bairro”, é compreensível. Contudo nós temos que ter uma leitura do Rio de Janeiro como um todo. O mapa das UPPs mostra que não é um projeto de segurança pública, é um projeto de cidade. Porque essas áreas são para 2014 e 2016 e no mesmo Rio de Janeiro, com o mesmo governo, nós temos a polícia matando três pessoas por dia. A polícia do Rio é a que mais mata e morre no mundo. O Rio não está pacificado.

CC: Você enxerga alguma solução para a segurança pública fluminense?
MF: Claro que tem saída e não é o Galeão. Primeiro porque a segurança pública não é um debate de polícia, é um debate de política. Você tem que enfrentar as milícias, por exemplo. Os líderes foram presos depois da CPI das Milícias, mas elas continuam crescendo territorialmente porque os seus braços econômicos não foram cortados por esses mesmos governos. Precisa pagar melhor a polícia. A polícia do Rio tem um salário de miséria. O salário do policial do Rio só é maior do que o salário do policial de Alagoas. Não tem corregedorias e ouvidorias funcionando. A ouvidoria do Rio é surda. Não tem aproximação da polícia com a comunidade, apenas tem nas zonas de UPP que é menos de 1% do território do Rio, em todas as outras a polícia mantém um controle. Nós vivemos um apartheid sem precisar do muro. Esses elementos centrais o governo Cabral não desenvolveu. Não adianta dizer que avançou na segurança pública sem ter avançado nesses pontos. Que avanço é esse? Você escolheu algumas áreas de obediência e diz que o Rio está pacificado? Apenas as áreas que interessam ao capital.

CC: Você acha que existe um processo de criminalização da pobreza?
MF: É histórico, claro que sim. Você criminaliza a pobreza e os movimentos sociais. Para o Estado manter as relações autoritárias que ele mantém, nos setores pobres, só faz isso disputando hegemonia. Só faz isso dando um caráter de naturalidade a ação repressora do Estado. Isso só pode ser feita com a produção do medo. A produção do medo é o grande instrumento de criminalização da pobreza.

CC: Existe uma programa do Estado em criminalizar a pobreza?
MF: É o Estado. A criminalização da pobreza é provocada pelo Estado. Isso não é provocado pelo Eike Batista, por mais imbecil que ele seja. Isso é provocado pelo Estado. É a lógica da segregação provocada pelo Estado, quando pega a escola pública e faz ela ser a penúltima pior escola pública do Brasil, só perdendo para o Piauí. É quando faz seu CEP ser determinante na dignidade humana. A dignidade no Rio vem com a maresia. Se você estiver distante da maresia a dignidade vai sumindo.

CC: O que você acha dessa proposta do Serra de criar um Ministério de Segurança Nacional para cuidar da segurança pública, porém isso seria de responsabilidade dos Estados?
MF: Mais ou menos, na verdade o programa original do Lula, de 2002, que eu ajudei a fazer, prevê a Secretaria Nacional de Segurança Pública, que já existe, só que o projeto original prevê que fosse vinculado ao presidente da República e não vinculado ao Ministério de Justiça como é hoje. Isso foi uma mudança, no meu ponto de vista, equivocado. Por que não há debate no Brasil mais importante do que a segurança pública, por uma razão: as pessoas precisam ser mantidas vivas. Nós temos em curso no Brasil hoje um genocídio acontecendo sobre a juventude pobre e negra. Isso tem que ser responsabilidade do presidente da República, mesmo que a responsabilidade das ações policiais sejam do governo do Estado. Segurança pública não é ação de polícia. Precisamos mudar o nosso conceito de segurança, uma sociedade segura não é uma que tem muita polícia, mas é uma que desenvolve uma cultura de direitos, ai a responsabilidade é sim do presidente.

CC: O que você achou do Tropa de Elite 2?
MF: Eu gostei muito, o filme leva o debate para o andar de cima e mostra que o nosso problema é político e não de polícia. É um belo instrumento. Mistura bom entretenimento com um debate político. É uma bela obra.

CC: Você acha que o diretor tratou bem o problema das milícias?
MF: Eles estudaram muito as milícias. Eles acompanharam todo o nosso trabalho no gabinete, acompanharam a CPI. O Braulio Mantovani, que escreveu o roteiro, assistiu a todos os DVDs da CPI, fizemos varias reuniões, estudaram e debateram o roteiro com diversos setores. Tiveram muito trabalho antes do filme ser filmado, isso eu posso testemunhar. É um belo instrumento para saber o que queremos do Rio de Janeiro. Isso não é algo exclusivo nosso, o que leva o Rio a ter as milícias existe em qualquer lugar do Brasil.

CC: E do personagem Fraga, interpretado pelo Irandhir Santos, que o Padilha diz ter se inspirado em você?
MF: O Irandhir esteve aqui com a gente em vários momentos, discutimos cada cena, o roteiro, conversamos muito. Ele é um grande ator, uma das pessoas mais responsáveis dentro da sua profissão que eu já conheci, um estudioso, além de talentoso.

CC: E como foi viver as situações do personagem no filme?
MF: Nem todas aquelas cenas correspondem a realidade. A começar pela minha mulher, que nunca foi casada, nem com o Capitão Nascimento, nem com o Wagner Moura. E a cena do presídio, de todas, é a mais distante da realidade. A cena do colete aconteceu, quando decidia se entrava com colete ou não. Negociei dezenas de rebeliões, não sei a conta. As negociações aconteciam com o Bope, boa parte delas, mas com negociadores do Bope que iam me buscar em casa de helicóptero. Nunca houve uma tentativa de brecar a minha entrada nas prisões, muito pelo contrário, o Bope me chamava para fazer essas negociações. Eu trabalho há vinte anos com os presos, chamo eles pelo nome, sei quem são, tem um respeito muito grande. Trabalhei como professor de história na cadeia durante muitos anos. Para negociação isso é muito importante e para todas as negociações que nós fizemos nunca houve um preso ferido, nenhum problema.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2

Por Marcos Rolim

O primeiro filme foi um enorme sucesso e provocou uma discussão sem fim. Pela primeira vez nas telas nacionais, o cotidiano do BOPE – “o batalhão que não faz prisões” - era apresentado de maneira realista sob a narração de um personagem central, o “Capitão Nascimento”, cuja força dramática impressionou a todos. Houve quem, apressadamente, classificasse o filme de “fascista” por, de alguma forma, permitir a identificação do público com a violência policial.

Havia mesmo um problema a ser desvendado, mas ele estava mais no público que no filme. Na sessão em que assisti ao “Tropa de Elite 1”, algumas pessoas aplaudiram as cenas de tortura e, ao final do filme, um cidadão que descia as escadas atrás de mim lascou: “- Com uns 10 caras como este, a gente acabava com o crime em Porto Alegre”. Ilusão típica da classe média brasileira, a ideia de que a melhor resposta ao crime e à violência é o crime e a violência praticada pelos “agentes da lei” seria risível não fosse ela mesma um dramático atestado de pouca inteligência e nenhum compromisso ético. “Tropa de Elite 2” retoma a trajetória de Nascimento, agora coronel guindado a uma posição secundária na Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. A estrutura narrativa é a mesma, mas o contexto é outro. Nascimento – o personagem baseado no capitão Pimentel - contrasta com Fraga, um deputado militante dos direitos humanos – inspirado no Deputado Marcelo Freixo (PSOL) que se notabilizou por dirigir a “CPI das Milícias” no Rio. Os problemas da segurança pública seguem sendo abordados desde o olhar do protagonista-narrador, com outra atuação magistral de Wagner Moura. Este “detalhe”, aliás, é fundamental: o filme é o olhar de um policial honesto, mas violento. O que ocorre, entretanto, é que este olhar – rico em suas contradições, virtudes e limites – se desloca. O personagem vai se dando conta de que todo o seu trabalho no BOPE era instrumentalizado por políticos venais. No desenrolar da trama, Nascimento se aproxima de Fraga que é, na verdade, o mais lúcido dos participantes. Com este deslocamento, “Tropa de Elite 2” conduz seu público “pela mão” para um patamar superior de consciência, sem permitir, em nenhum momento, que este efeito pedagógico autorize o tom panfletário ou o maniqueísmo. Estamos diante de um drama real contado por alguém que esteve, como seu público, encharcado por preconceitos e que, finalmente, percebe o que havia de falso e ameaçador em todo o discurso no qual havia acreditado. Assim, se no primeiro filme, o tráfico de drogas aparece como sendo um sub-produto da conduta irresponsável dos consumidores – os “maconheiros” – agora Nascimento se depara com o flagrante de maconha encontrada com seu filho o que, é claro, oferece à audiência um contraste provocador. O discurso punitivo produzido por setores da mídia está retratado na conduta de “Fortunato”, o nojento comentarista de TV que pede “porrada nos bandidos” para se eleger deputado e comandar o crime organizado pelas milícias cariocas. Hipocrisia, violência, corrupção e manipulação andam de mãos dadas e Nascimento, agora, luta contra isto. O anti-herói se converte, mesmo que ao preço de seus sonhos. O que marca o filme pela desesperança apenas aparentemente. A esperança, afinal, mora ao lado e Fraga tinha razão. Filmaço.

Fonte - www.rolim.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O partido do deputado Fraga não se rende

Coloco abaixo meu artigo publicado no jornal Correio do Povo desta segunda-feira, 18 de outubro.

O partido do deputado Fraga não se rende

Roberto Robaina

O balanço do PSol é medido nacionalmente. O saldo é positivo porque conquistamos duas cadeiras no Senado e três deputados federais. Com estas conquistas institucionais fica difícil a aprovação de projetos burgueses e antidemocráticos – defendidos por gente do PT e do PSDB – que tentam excluir o PSol dos debates eleitorais. Ao mesmo tempo, o PSol teve perdas graves. Heloísa Helena perdeu para a máquina de poder – apoiada por Lula – de Renan Calheiros e Collor. Luciana Genro também fica de fora do Congresso Nacional.

No caso de Luciana, constatamos a distorção do sistema eleitoral. Apesar de ter sido a segunda mais votada da Capital e a oitava do Estado, candidatos com muito menos votos assumirão em seu lugar. Os eleitores pensam que estão votando em uma pessoa, mas, na realidade, estão votando em um partido, em uma coligação. Tiririca, em São Paulo, recebeu mais de 1 milhão de votos e carregou com ele mais três deputados, todos com baixa votação individual. Aqui, no Rio Grande do Sul, temos um deputado (Alexandre Roso, do PC do B) que foi eleito com 28 mil votos. Enquanto isso, Luciana Genro teve 130 mil votos.

Influenciou no resultado do PSol a força da onda petista e, na última hora, a onda verde. Em particular, aqui no Rio Grande do Sul, o PT estava fortíssimo, tanto que elegeu Tarso no primeiro turno, a primeira vez que isso ocorre na história do Estado. Mas, em nosso balanço, reivindicamos uma clara vitória política: foi o PSol que desmascarou o governo Yeda e impediu que o PSDB tivesse força para ganhar as eleições. Como ela não caiu por força do impeachment, mas, sim, pelo voto, quem capitalizou eleitoralmente essa derrota de Yeda foi o PT, já que, pelo nosso tamanho e nossa estrutura, não aparecemos ainda como uma alternativa de poder.

Agradeço meus 31.310 votos. Estamos com energia para continuar a luta.

Luciana Genro, Pedro Ruas, Fernanda Melchionna, nossos militantes, seguirão firmes e coerentes. Luciana Genro está pronta para os próximos embates, no dia a dia das lutas do povo e no próximo pleito, disputando como vereadora. Nosso partido não se rende. Somos formados por gente como Marcelo Freixo, que acaba de se reeleger deputado estadual no RJ.

Para quem não sabe, Marcelo é o inspirador do personagem Fraga, o deputado que combate as máfias corruptas no filme “Tropa de Elite 2″. Seguiremos com ele e com milhares de guerreiros pela causa do povo.

presidente do PSol/RS

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Marcelo Freixo comenta ‘Tropa de Elite 2′

O deputado estadual do PSOL no Rio de Janeiro Marcelo Freixo comenta o filme ‘Tropa de Elite 2′ após assistir à pré-estréia. O trabalho de Freixo é inspiração do filme, que aborda a atuação de milícias em comunidades cariocas. Ele entende que o filme deve fomentar o debate em torno das milícias, que continuam crescendo no Estado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

É com imenso orgulho que recebo o apoio de Marcelo Freixo à minha candidatura à Dep. Estadual pelo PSOL gaúcho


Pessoal, aqui o vídeo que Marcelo Freixo, Deputado Estadual do PSOL do Rio de Janeiro, declara apoio à minha candidatura a Deputado Estadual pelo PSOL gaúcho. Tenho um imenso orgulho por receber este apoio. Marcelo Freixo é um político especial. Um homem destemido na luta contra os corruptos e criminosos do colarinho branco, contra deputados e políticos vinculados com o crime organizado. Ele é candidato à reeleição e conta com o apoio de Wagner Moura, Marcelo Serrado, André Matos, André Ramiro, José Padilha, Fernanda Abreu, Ivan Lins. Todo este apoio de artistas famosos ao nome de Marcelo não é à toa. É a expressão de que uma parte de nossa intelectualidade está desperta, crítica e não aceita que as coisas continuem como estão. É expressão do apoio que recebe a luta pelos direitos humanos e civis representada por Marcelo; o apoio também ao seu combate contra a corrupção.
A relação de Marcelo Freixo com os artistas se estreitou quando o cineasta José Padilha resolveu fazer “Tropa de Elite II”. O primeiro foi um sucesso. O II será melhor ainda. Contará o desenvolvimento do Capitão Nascimento. Desta vez, o Capitão Nascimento, representado por Wagner Moura, vai dividir o papel principal com o personagem Fraga. Fraga é inspirado no próprio Marcelo Freixo, representado por Irandhir Santos.
Postagem no blog pessoal do ator diz o seguinte: “Ele e a Fátima me ajudaram muito a construir esse personagem. Mesmo antes de começar a preparação, fiz pesquisas sobre o assunto e o nome dele sempre aparecia ligado à defesa dos direitos humanos no Rio”.
Sobre o filme, Wagner Moura também comentou: "O Nascimento passa por um processo de amadurecimento, que tem a ver com o conceito de consciência e com a idade dele". Marcelo Freixo com sua luta cumpriu um papel real neste processo, papel reconhecido pelo próprio inspirador do Capitão Nascimento, o Rodrigo Pimental (que veio a Porto Alegre em 2008 nos dar a honra de apoiar a Luciana Genro para a prefeitura). Infelizmente, a estréia do filme será mais ou menos dez dias depois das eleições. Se fosse antes a votação de Marcelo Freixo iria mais do que dobrar. Por isso temos tanto orgulho, eu e Luciana Genro de apoiá-lo e de receber seu apoio.
Abaixo os vídeos dos artistas que declaram apoio à Freixo:

- Wagner Moura
- Marcelo Serrado
- Fernanda Abreu
- André Ramiro
- Maria Ribeiro
- Marcelo Yuka
- Ivan Lins
- José Padilha

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Este é o deputado que o Tropa de Elite II vai retratar...


Campanha sob escolta
Jurado de morte, o deputado carioca Marcelo Freixo precisa de proteção armada na busca de votos para a reeleição
Wilson Araújo






SEGURANÇA
Policiais seguem Freixo, caçado pela máfia das milícias


O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), 43 anos, não bota o pé fora de casa sem a companhia de uma comitiva formada por pelo menos cinco homens atentos, carregando caixas parecidas com as usadas para transportar instrumentos musicais. Em vez de violão ou violino, porém, as caixas contêm armas de grosso calibre. E o séquito que acompanha o deputado é formado por policiais e agentes penitenciários escolhidos a dedo para sua proteção. Jurado de morte, Freixo é candidato à reeleição a deputado no Rio de Janeiro e não poderá fazer campanha nas ruas. Na zona oeste da cidade, região que concentra 35% do eleitorado carioca, nem seus militantes poderão pedir votos. Milicianos já avisaram que quem ousar vai “levar chumbo”.

Freixo só se desloca pela cidade em carro blindado e uma viatura da PM passa as noites de plantão na porta de sua casa. Ele é perseguido por ter atuado contra o crime organizado no Rio, em especial por combater a máfia das milícias, que domina 40% das 1.200 comunidades carentes do Estado. “Vamos utilizar a internet e outras ferramentas virtuais para fazer nossa proposta chegar à população”, diz ele, convicto de que não pode expor ninguém ao perigo nem mesmo a si próprio. “Não quero ser um herói morto”. O Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública já abortou dois planos para matá-lo.

O poder das milícias que marcaram Freixo para morrer pode ser medido por seu faturamento. Elas arrecadam mais de R$ 200 mil diários somente com o controle do transporte alternativo. Em seis meses de investigação, a CPI que Freixo liderou na Assembleia carioca levou para a cadeia quase 300 integrantes desses grupos criminosos. Ela também desbaratou o esquema fraudulento do auxílio-educação, praticado por alguns deputados, que embolsavam as cotas de R$ 400 concedidos a cada dependente de funcionário matriculado em escola particular. Freixo ainda esteve à frente do processo de cassação do ex-chefe de Polícia do Rio deputado Álvaro Lins (PMDB), envolvido com a máfia dos caça-níqueis.

“Estamos assistindo a uma violação do princípio democrático que implica o direito de cada um, seja ele deputado ou não”, revolta-se o sociólogo carioca Gláucio Soares, do Instituto de Pesquisas Universitárias (Iuperj). Fazer campanha pela internet é, por enquanto, a única alternativa de Freixo. O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, não arrisca prever que resultado o deputado poderá conseguir com uma campanha desse tipo: “Nunca vimos uma coisa dessas antes”, diz ele.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O deputado estadual do PSOL/RJ e a Tropa de Elite II

O jornal Zero Hora de hoje fez a matéria: "Nascimento ganhou antagonista". O assunto é sobre a última semana de filmagens do Tropa de Elite II. O primeiro todo mundo se lembra e quase todo mundo viu. O II promete ser melhor. A matéria diz que "José Padilha enfim abre o set de Tropa de Elite 2 para a imprensa. A ação ficou para trás e a cena do dia é de um Congresso de Direitos Humanos. O professor Fraga faz a sua conferência.

Fraga é vivido por Irhandir Santos (de Besouro). Na plateia está o homem que o inspirou: o sociólogo Marcelo Freixo. O que a Zero Hora nao diz eu completo. Marcelo Freixo é deputado estadual do PSOL do Rio de Janeiro e será nosso puxador de votos no Estado do Rio nas eleições deste ano. Marcelo Freixo sempre foi militante dos direitos humanos e entrou no PSOL quase na fundação do partido, sendo hoje um orgulho de todos os seus militantes. Em breve todos vão poder conhecer mais sua atividade corajosa, que hoje faz com que tenha que andar com seguranças 24 horas dia. Finalmente, o público vai conhecer mais este militante que serve como exemplo. Eu fiquei sabendo que Marcelo Freixo seria o Fraga do Tropa de Elite II porque o inspirador do Capitão Nascimento - o hoje ativo defensor dos direitos humanos -
Rodrigo Pimentel tinha me dado a boa notícia. Tive o privilégio de conhecer Pimental apresentado por Luis Eduardo Soares, escritor e antropólogo que junto com Pimental esteve em Porto Alegre apoiando a campanha de Luciana Genro para a prefeitura, Foi umas das melhores coisas que ocorreu na campanha.
Na matéria da Zero Hora reproduz o início da Fala do socióliogo Fraga ( antes do Marcelo Freixo ser deputado ele dava aula em presídios). Diz ele "O Estado gasta uma miséria com escola. Para manter uma criança no colégio, depende oito vezes menos que para manter um preso. O sistema carcerário, além de caro, é inoperante. Pior: opera em sentido contrário. Quem rouba um celular sai dele formado em crimes piores. E a população carcerária não para de crescer – dobra a cada oito anos, enquanto a população brasileira dobra a cada meio século."

"Assim, em 2081 o Brasil terá 570 milhões de habitantes e 510 milhões de presos – diz."

O jornal Zero Hora segue: "Fraga é o antagonista do capitão Nascimento, que em Tropa 2 virou coronel. Havia a cobrança por uma sequência, depois que o filme virou um fenômeno – artístico e social. TVs do Brasil e do Exterior quiseram transformar Tropa em série. Para ter mais liberdade, Padilha e seu sócio, Marcos Prado, apostaram no cinema. Arriscaram. Eles e o ator Wagner Moura, entre outros, investiram dinheiro do bolso para completar o orçamento, que pode chegar a R$ 16 milhões.

– Se Tropa 2 repetir os 2,5 milhões de ingressos vendidos do Tropa 1, vai se pagar e ainda dar lucro – afirma o diretor."

A notícia é boa demais. Para o cinema. E para aqueles que querem uma nova política, contra a corrupção, contra a violência de um Estado de privilégios, em defesa dos direitos humanos e civis. Marcelo Freixo, deputado do PSOL, junto com Rodrigo Pimental, com Wagner Moura, com Padilha, mostram que vale a pena lutar.