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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

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Justiça

Poucas vezes temos justiça. Felizmente desta vez foi cassada a candidatura de Roriz no DF. Depois da queda de Arruda, Roriz era demais!

Vergonha!

Iră condena a pena de morte mulher que exerceu seu direito à sexualidade. Esta é a expressão mais indignante da ditadura.

Cidade Baixa

É incrível que na cidade baixa, ao lado do centro de POA, se escute o galo cantar. Leitura de Hemingway para começar a quinta

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Acordo nuclear Irã - Brasil - Turquia

Ontem saiu a notícia do acordo nuclear celebrado entre Brasil, Turquia e Irã. Foi um gol de placa da diplomacia brasileira, daqueles de entrar para os livros de história. É claro que o conflito histórico envolvendo Irã com os EUA, por exemplo, não está resolvido, mas o Brasil entrou como protagonista de modo correto, como deve entrar. A diplomacia e o Departamento de Estado do imperialismo norte americano e francês sofreram um claro revés com a decisão do Irã de fechar um acordo tendo a mediação do Brasil. Ou, para usar palavras mais leves e talvez mais certas, mostrou-se a ineficácia de suas políticas para lutar pela paz no mundo. E a diplomacia brasileira e o governo Lula acertaram em apostar nas negociações mesmo quando a burguesia brasileira através de seus jornais e editorias desacreditava a iniciativa. O acordo prevê o que os EUA e França não conseguiram nem com ameaças de agressão nem com conversas ( que Irã envie à Turquia 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) e em troca, receba o material enriquecido a 20% para ser usado em pesquisas médicas em Teerã. Bem, isso a Diplomacia brasileira alcançou graças às suas relações com a Venezuela. Sim, porque é evidente que quem costurou esta política foi o presidente venezuelano Hugo Chávez. Foi a partir daí que tanto Venezuela e Irã resolveram, corretamente, fortalecer o Brasil como ator internacional. E de fato o Brasil se fortaleceu, desta vez de modo sério, não com pirotecnia e tapinhas nas costas. Mas com um acordo internacional com o Irã que nenhum outro país havia conseguido realizar.