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domingo, 18 de abril de 2010

Luciana Genro e as alianças

O texto no blog da Luciana Genro sobre sua conversa com José Maria, presidente do PSTU, felizmente tem corrido a internet e vem sendo reivindicado por todo o PSOL. Diante do artigo do dirigente do PSTU, Eduardo Almeida, segundo o qual o PSTU não se aliará com o PSOL porque não quer tomar lado na disputa interna do PSOL, Luciana simplesmente disse: conta outra. Quem apostar no racha do PSOL pode tirar seu cavalinho da chuva, é a frase síntese do pensamento de nossa porta voz, a deputada federal Luciana Genro. Muito bem dito, e um recado para a mídia burguesa e todos os nossos inimigos. Assim, o PSOL tem defendido a aliança com o PSTU e lamenta que este partido, depois de falar tanto em frente de esquerda, agora busque qualquer desculpa para não encarar o debate programático e escolha sair isolado.
Finalmente, no programa Conversas Cruzadas, da RBS, quando debatia acerca da coerência das alianças eleitorais, Luciana mostrou que o PSOL faz alianças com base em programas, como corretamente fez com o PV nas eleições da prefeitura de Porto Alegre, quando a própria Luciana foi a candidata a prefeita, e agora tentou fazer um acordo nacional com o PV de Marina Silva, acordo no final inviabilizado por razões programáticas, já que Marina optou por não se opor nem aos modelos econômicos de FHC nem ao de Lula, aliás muitos similares, e resolveu se aliar com o DEM e o PSDB nas eleições do Rio de Janeiro. Por isso o PSOL resolveu sair com cara própria com a candidatura de Plínio Arruda Sampaio. Com esta política independente, de classe, vamos acumular forças.
Heloísa Helena por sua vez disputa uma cadeira no senado por Alagoas. Se sua vitória for conquistada, o que é fundamental para o partido e para o país, a possibilidade de lutar pelo PSOL com influência de massas no próximo período estará mantida. Neste sentido será também fundamental a reeleição da própria Luciana Genro. Nos Conversas Cruzadas Luciana Genro lembrou que o PSOL, tanto nacionalmente, quanto no RS, com a pré-candidatura de Pedro Ruas ao governo, trabalha e torce para ter a parceria dos comunistas do PCB.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Absorvido nas internas do PSOL

Nos últimos dias tenho estado absorvido pelos assuntos internos do PSOL. Não tem praticamente turno de descanso nem final de semana. Quem acompanha a vida do PSOl sabe que o partido está encontrando grandes dificuldades de escolher um nome que seja seu representante na disputa nacional, como pré-candidato à presidência. Com Heloisa disputando uma vaga no senado por Alagoas contra a turma do Renan Calheiros e do Collor apoiados pelo Lula, o PSOL tem se consumido para escolher um nome para marcar a posição do partido na disputa nacional. As conferências estaduais em sua maioria votaram a favor de Martiniano, elegendo em sua maioria delegados do MES e do MTL apoiados por Heloísa Helena. De cabeça cito MG, RJ, RN, RO, RR, PE, DF, MS, MT. Outros estados não têm ainda organização partidária forte e não elegeram representantes, como Sergipe, Maranhão, Piauí, etc. O nome de Plínio ganhou com boa diferença em SP e a disputa ficou polarizada. Há um claro impasse no partido nacionalmente e uma luta interna pelos rumos do partido. Isso acontece sempre na história da esquerda. E quando não existe ascenso das lutas sociais as vezes a temperatura interna do partido é maior do que sua atividade externa. Mas a direita, os céticos e o PT não têm nisso razão suficiente para se divertir e desdenhar o PSOL. Afinal, um dos partidos mais importantes da história da esquerda socialista no mundo, o Partido Operário Social Democrata Russo, que antecedeu o partido que conquistou o poder na revolução de 1917, o partido bolchevique, enfrentou inúmeras lutas internas, as chamadas lutas de fração, e nestas disputas internas foi também forjando sua direção como sua coluna de quadros e lideranças. É claro que ficar apenas na luta interna gangrena um partido. É preciso o ar das ruas e das atividades de massas. No caso gaúcho, quem conhece o PSOL sabe que não faltam "emoções externas". Em 2009 não tivemos folga e passamos combatendo a corrupção do governo Yeda. Agora estamos começando a campanha estadual e acabamos de reafirmar novamente o nome de Pedro Ruas como nosso candidato a governador. Estamos trabalhando nas diretrizes programáticas da campanha e vamos começar a colocar o bloco na rua para construir o PSOL como um pólo alternativo no Rio Grande. Por uma terceira via de esquerda. A Conferência gaúcha, aliás, teve 8 horas de debate. A grande maioria dos delegados esteve na chapa do MES. Trata-se de uma vanguarda partidária que está se fortalecendo. No Rio Grande do Norte o camarada e amigo Sandro Pimental foi escolhido por 93% dos delegados da conferência estadual para disputar o governo do estado. O Edilson Silva foi escolhido em Pernambuco. O Camarada José Luis Oca vai disputar o governo em Roraima. O Jefferson Moura foi escolhido no RJ. Tenho que confirmar se João Batista foi escolhido em MG. Também no Paraná e na Bahia o PSOL escolheu seu nome. O certo é que o PSOL está se preparando para disputar as eleições estaduais com energia e seriedade.