terça-feira, 27 de julho de 2010
Diário de campanha: Conversa no barulho entre um militante e um eleitor...
Na esquina da Borges com a Riachuelo, no centro de Porto Alegre, no barulho das 18 horas do entardecer frio de um dia sem chuva. Já não se via direito as pessoas na fraca iluminação do centro da capital gaúcha e menos ainda se escutava com facilidade quando se tentava conversar. Neste clima, um militante fala para o eleitor que lhe concedeu a conversa: - precisamos lutar, temos que nos organizar para lutar. O eleitor responde: - eu também estou lutando, luto para ter uma dentista! - Nós também fomos petista, diz apressado o militante. Logo o assunto ganha novos contornos e cada uma segue sua vida.
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Uma senhora me abordou na rua e perguntou se eu não sabia como ela poderia trabalhar. Seu rosto bem claro mostrava sua descendência alemã ou polaca, moradora de Sapucaia do Sul. Me disse sua idade: 49 anos, de rosto cansado, com o marido doente e sem renda. Ela pergunta: no que posso trabalhar?
No Brasil real o povo precisa de trabalho e não encontra...
No Brasil real o povo precisa de trabalho e não encontra...
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Ontem foram oito horas de panfletagem na rua, muito cansativo, mas compensador visto que a campanha eleitoral já está mostrando que há espaço político para o PSOL. Hoje a primeira atividade do dia será no Banrisul da Osvaldo Aranha
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Do blog da Luciana
Ótima plenária de inauguração do meu comitê, de Roberto Robaina e Pedro Ruas na Av. João Pessoa, 911. Partido unido, outros candidatos compareceram.Me emocionei contando o começo da minha história política junto com Roberto no Julinho em 1985. Estamos juntos desde lá.
Tivemos um filho maravilhoso, o Fernando. O casamento acabou há tempos mas a amizade e o companheirismo político só se fortaleceu.
O Roberto tem uma capacidade política enorme, nenhuma vaidade ou encantamento por cargos e prestígio. Por isso merece ser deputado!
Fonte - lucianagenro.com.br
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Lançamento do comitê de campanha 50
Lançamento do comitê de campanha 50:
Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Neste sábado, 24 de julho, ocorre a plenária de lançamento do comitê de campanha dos candidatos do PSOL Pedro Ruas Governador 50, Luciana Genro Deputada Federal 5050 e Roberto Robaina Deputado Estadual 50000. Será a partir das 17h, na Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre, onde ficarão centralizadas as atividades das campanhas.
Serviço
O que: Lançamento do comitê de campanha de Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Quando: Sábado, 24 de julho de 2010, às 17h
Onde: Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre
Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Neste sábado, 24 de julho, ocorre a plenária de lançamento do comitê de campanha dos candidatos do PSOL Pedro Ruas Governador 50, Luciana Genro Deputada Federal 5050 e Roberto Robaina Deputado Estadual 50000. Será a partir das 17h, na Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre, onde ficarão centralizadas as atividades das campanhas.
Serviço
O que: Lançamento do comitê de campanha de Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina
Quando: Sábado, 24 de julho de 2010, às 17h
Onde: Av. João Pessoa, 911 - Cidade Baixa, em Porto Alegre
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Juventude e futuro
A vanguarda, a parte mais aguerrida, militante, ativa de minha campanha eleitoral e também a de Luciana Genro, sem dúvida, é a juventude do PSOL. Jovens estudantes de medicina, de jornalismo, de sociologia, de pedagogia, de história, de Geologia, etc (além dos combativos secundaristas) estão disputando a consciência e o voto da população. Nos dias de chuva que vivemos no solo gaúcho, na nossa capital, em Porto Alegre, camaradas da juventude estão nas paradas de coletivo, nas estações do metro às 06 de manhã, nas portas das garagens de rodoviários às 04:30 da gelada madrugada de Porto Alegre. A campanha começa a ganhar o Estado. Em Pelotas, também a juventude está na linha de frente na campanha de Jurandir para deputado estadual e Luciana Genro Federal. Vale agregar também o papel de minha amiga e combativa vereadora Fernanda e o jovem sociológico Israel Dutra na coordenação do programa e da agenda de Pedro Ruas. Os dois não chegaram ainda nos 30 anos. Tem também a juventude que acompanha o movimento popular, com Douglas na linha de frente.
É claro que nossas forças não se resumem aos jovens. O movimento popular, os trabalhadores da saúde, os funcionários de escola, os camaradas dos correios, os rodoviários, o núcleo dos aposentados, enfim, o PSOL já tem conquistado um espaço militante que abarca setores expressivos de nossa classe. Mas quero sublinhar o peso da juventude não apenas para prestar uma justa homenagem a quem está na linha de frente da campanha, junto com os quadros revolucionários de nossa corrente, como Malu, Gilvandro, Etevaldo, Hugo, Sérgio, Marliane, Neto, Rogério Benitez, João Ezequiel, Arlindo, Diego Scotti, para citar apenas alguns dos que passaram dos 30 e militam com disciplina diária e abnegação revolucionária. Nem tampouco citar os líderes populares que estamos buscando construir, como Helena, Emerson, Arilton, Edgar, Jussara, Paulão, Juliano, e um longo etc, que atravessa Viamão com Pedro Ciarlo, Valdirão, Sidnei, Edina, seu Erci, além dos líderes nas forças de segurança como o soldado Oliveira, que reuniu ontem 120 apoiadores da Polícia Militar e Alex Caiel, tenente da brigada. Poderia seguir citando e logo volto à juventude. Por que ela tem tanta importância? Porque é impressionante a vantagem que o PSOL tem neste segmento. A força da juventude do PSOL é muito superior a do PT. Nossa juventude é mais aguerrida, mais militante, mais dinâmica que a do PC do B. Muito mais formada e estudiosa. E a juventude é um celeiro de quadros. Isso quer dizer que estamos nos preparando melhor para o futuro do que qualquer outro partido. E esta preparação será determinante para os tempos revolucionários que virão mais cedo do que tarde.
Em tempo: nossos agradecimentos aos militantes do PSOL do RJ ligado à corrente Movimento Esquerda Socialista (MES), que nos deram o presente de poder contar com o jovem e disciplinado camarada Apoena militando em solo Riograndense nesta campanha eleitoral.
É claro que nossas forças não se resumem aos jovens. O movimento popular, os trabalhadores da saúde, os funcionários de escola, os camaradas dos correios, os rodoviários, o núcleo dos aposentados, enfim, o PSOL já tem conquistado um espaço militante que abarca setores expressivos de nossa classe. Mas quero sublinhar o peso da juventude não apenas para prestar uma justa homenagem a quem está na linha de frente da campanha, junto com os quadros revolucionários de nossa corrente, como Malu, Gilvandro, Etevaldo, Hugo, Sérgio, Marliane, Neto, Rogério Benitez, João Ezequiel, Arlindo, Diego Scotti, para citar apenas alguns dos que passaram dos 30 e militam com disciplina diária e abnegação revolucionária. Nem tampouco citar os líderes populares que estamos buscando construir, como Helena, Emerson, Arilton, Edgar, Jussara, Paulão, Juliano, e um longo etc, que atravessa Viamão com Pedro Ciarlo, Valdirão, Sidnei, Edina, seu Erci, além dos líderes nas forças de segurança como o soldado Oliveira, que reuniu ontem 120 apoiadores da Polícia Militar e Alex Caiel, tenente da brigada. Poderia seguir citando e logo volto à juventude. Por que ela tem tanta importância? Porque é impressionante a vantagem que o PSOL tem neste segmento. A força da juventude do PSOL é muito superior a do PT. Nossa juventude é mais aguerrida, mais militante, mais dinâmica que a do PC do B. Muito mais formada e estudiosa. E a juventude é um celeiro de quadros. Isso quer dizer que estamos nos preparando melhor para o futuro do que qualquer outro partido. E esta preparação será determinante para os tempos revolucionários que virão mais cedo do que tarde.
Em tempo: nossos agradecimentos aos militantes do PSOL do RJ ligado à corrente Movimento Esquerda Socialista (MES), que nos deram o presente de poder contar com o jovem e disciplinado camarada Apoena militando em solo Riograndense nesta campanha eleitoral.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Cazuza
A burguesia fede, a burguesia quer ficar rica...É incrível como Cazuza foi expressão na arte do ascenso operário, popular, camponês e juvenil da década de 80. Tive a sorte de ter recebido a energia revolucionária do início dos anos 80 e das lutas democráticas que derrotaram a ditadura militar. Comecei a militar neste período. Hoje tive uma recaída saudosista ao visitar o sindicato dos bancários de Porto Alegre. Nesta campanha eleitoral, na condição de candidato a deputado estadual, esta energia ainda me dá força para enfrentar em período mais difícil, de menor mobilização e efervescência social do que anos como 1984 ou 1989, para citar dois anos de muito peso. Ao mesmo tempo algo maior, mais profundo, embora de contornos ainda pouco claros, está ocorrendo. O PT já cresceu, se expandiu e já faliu como projeto de transformação radical e revolucionária da sociedade. O PT, que nos anos 80 era um projeto alternativo, hoje é a máxima expressão da estabilidade do regime burguês. E a burguesia continua fedendo. Agora o PT a sustenta. Este fato pode ser visto por dois ângulos. Por um lado, mostra a força da burguesia, que corrompeu e trouxe para seu lado uma força política que expressou o que existiu de mais progressista em termos de organização político social dos tempos cantados por Cazuza. Ao mesmo tempo, por outro lado, pode ser lido como a fraqueza da burguesia que se viu obrigada a recorrer ao partido surgido no interior das fábricas, das universidades e comandado por pessoas que beberam do movimento marxista (embora desde o início a burocracia sindical teve ainda mais peso, uma das explicações fundamentais de seu curso posterior). Creio que a realidade carrega ambas as leituras. O interessante é que o tempo não pára. Estamos num período de transição. E vejo que há uma parte de nosso povo, no solo gaúcho, que reconhece no PSOL um lugar de resistência e de manutenção das idéias e da tradição da esquerda. Luciana Genro tem sido a personificação desta resistência. Ela foi a porta voz do movimento do qual tenho orgulho de ter sido fundador. Se conseguirmos - e conseguiremos - nos manter como um pólo de referência dos ideais socialistas- no próximo ascenso do movimento operário, popular, camponês e juvenil, o PSOL será a expressão política dos cazuzas que cantarão os novos tempos. E na construção destes novos tempos não repetiremos os desastres do PT (no PSOL o comando não está com a burocracia sindical e antimarxista). E estou convencido que serão tempos muito mais revolucionários do que os mais revolucionários dias de nossas vidas até então. É para eles que estamos nos preparando.
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domingo, 18 de julho de 2010
Gleiser nos ajudando a entender o universo
O Universo acelerado
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
O Universo acelerado
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Poucos físicos imaginariam uma teoria em que o cosmo é dominado pela energia do espaço vazio
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Quando alguém me diz que não existem surpresas em ciência, penso sempre na descoberta da aceleração cósmica. Em 1998, dois grupos de astrônomos pesquisavam supernovas em galáxias distantes. Supernovas, é bom lembrar, são explosões extremamente dramáticas que marcam os momentos finais de estrelas com massas muito altas (as de tipo II) ou as que existem em pares, onde uma absorve a massa da outra (as de tipo I).
As supernovas que interessavam aos astrônomos eram as de tipo I. Essas explosões são todas parecidas, como se fossem o mesmo tipo de fogos de artifício: quando se vê uma se vê todas. Isso permite aos astrônomos determinar distâncias até as estrelas e, portanto, até as galáxias que as abrigam. Supernovas são como marcos cósmicos que podem ser usados para determinar distâncias de milhões de anos-luz.
Ao examinar a luz proveniente das supernovas, ambos os grupos determinaram que as galáxias se afastavam de nós com velocidades bem maiores do que o esperado.
Claro, sabia-se já que o Universo em expansão implica no afastamento das galáxias. Mas até então, este afastamento ocorria com uma velocidade proporcional à distância. O que se observou foi um distanciamento acelerado, bem mais rápido do que o esperado. O Universo, parece, está com pressa de crescer.
Qual poderia ser a causa disso?
Einstein, em 1917, havia mostrado que era possível criar uma aceleração cósmica com a inserção de um termo extra em suas equações que descrevem a geometria do Universo.
Ele não explicou de onde vinha esse termo, que ficou conhecido como "constante cosmológica". Seu efeito, literalmente, é criar uma espécie de repulsão no espaço, que cresce exponencialmente rápido.
Com a física moderna, a origem desse termo ficou mais clara. Segundo a física quântica, que descreve o comportamento de átomos e partículas subatômicas, nada é absolutamente estável: tudo vibra, especialmente as menores partículas de matéria. Dado que o movimento está relacionado com a energia, essa vibração intrínseca implica que não existe uma energia zero: mesmo no espaço vazio existe uma vibração, onde partículas de matéria podem surgir do "nada" e retornar a esse nada como bolhas numa sopa em permanente ebulição. Ou seja, na física moderna, o vácuo não é vazio.
Apesar de ainda não conhecermos a causa da expansão acelerada do Universo, temos um nome para ela: energia escura. Sabemos que ela corresponde à 73% da energia total que preenche o cosmo, sendo portanto sua contribuinte mais importante. Muito mais do que a matéria comum, feita de prótons e elétrons, que contribui em apenas 4%.
Seria realmente fascinante se a energia escura fosse de fato consequência da energia do vácuo: neste caso, o nada determinaria o comportamento do Universo.
Retornando ao tema inicial, antes de 1998 poucos físicos iriam supor que o Universo seria dominado pela energia do vazio ou algo semelhante. A descoberta foi submetida a um escrutínio detalhado, como deve sempre ocorrer em ciência. E tudo indica que a energia escura está aqui para ficar. O que prova que o cosmo é muito mais estranho do que poderíamos imaginar.
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MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
O Universo acelerado
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Poucos físicos imaginariam uma teoria em que o cosmo é dominado pela energia do espaço vazio
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Quando alguém me diz que não existem surpresas em ciência, penso sempre na descoberta da aceleração cósmica. Em 1998, dois grupos de astrônomos pesquisavam supernovas em galáxias distantes. Supernovas, é bom lembrar, são explosões extremamente dramáticas que marcam os momentos finais de estrelas com massas muito altas (as de tipo II) ou as que existem em pares, onde uma absorve a massa da outra (as de tipo I).
As supernovas que interessavam aos astrônomos eram as de tipo I. Essas explosões são todas parecidas, como se fossem o mesmo tipo de fogos de artifício: quando se vê uma se vê todas. Isso permite aos astrônomos determinar distâncias até as estrelas e, portanto, até as galáxias que as abrigam. Supernovas são como marcos cósmicos que podem ser usados para determinar distâncias de milhões de anos-luz.
Ao examinar a luz proveniente das supernovas, ambos os grupos determinaram que as galáxias se afastavam de nós com velocidades bem maiores do que o esperado.
Claro, sabia-se já que o Universo em expansão implica no afastamento das galáxias. Mas até então, este afastamento ocorria com uma velocidade proporcional à distância. O que se observou foi um distanciamento acelerado, bem mais rápido do que o esperado. O Universo, parece, está com pressa de crescer.
Qual poderia ser a causa disso?
Einstein, em 1917, havia mostrado que era possível criar uma aceleração cósmica com a inserção de um termo extra em suas equações que descrevem a geometria do Universo.
Ele não explicou de onde vinha esse termo, que ficou conhecido como "constante cosmológica". Seu efeito, literalmente, é criar uma espécie de repulsão no espaço, que cresce exponencialmente rápido.
Com a física moderna, a origem desse termo ficou mais clara. Segundo a física quântica, que descreve o comportamento de átomos e partículas subatômicas, nada é absolutamente estável: tudo vibra, especialmente as menores partículas de matéria. Dado que o movimento está relacionado com a energia, essa vibração intrínseca implica que não existe uma energia zero: mesmo no espaço vazio existe uma vibração, onde partículas de matéria podem surgir do "nada" e retornar a esse nada como bolhas numa sopa em permanente ebulição. Ou seja, na física moderna, o vácuo não é vazio.
Apesar de ainda não conhecermos a causa da expansão acelerada do Universo, temos um nome para ela: energia escura. Sabemos que ela corresponde à 73% da energia total que preenche o cosmo, sendo portanto sua contribuinte mais importante. Muito mais do que a matéria comum, feita de prótons e elétrons, que contribui em apenas 4%.
Seria realmente fascinante se a energia escura fosse de fato consequência da energia do vácuo: neste caso, o nada determinaria o comportamento do Universo.
Retornando ao tema inicial, antes de 1998 poucos físicos iriam supor que o Universo seria dominado pela energia do vazio ou algo semelhante. A descoberta foi submetida a um escrutínio detalhado, como deve sempre ocorrer em ciência. E tudo indica que a energia escura está aqui para ficar. O que prova que o cosmo é muito mais estranho do que poderíamos imaginar.
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MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
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Diário da campanha/sábado 2
Seguiu a chuva durante todo o dia. Às 11 horas acompanhei Pedro Ruas, candidato a governador, e Fernanda, nossa combativa e jovem vereadora, na reunião com a direção da ARI. Além de participar da reunião, tive a sorte de folhear os arquivos do Correio Braziliense, o primeiro e principal marco do jornalismo impresso realmente brasileiro. O jornal surgiu em 1808 e foi editado por Hipólito José da Costa, em Londres. A repressão não permitia sua publicação em solo nacional, dominado ainda por Portugal.
No início da noite fui à uma confraternização dos militantes do PSOL de Cachoeirinha e de lançamento de dois candidatos da cidade, a querida Carmem Aguiar e o nosso amigo Airton. Nesta cidade da grande Porto Alegre o PSOL tem crescido com a direção da nossa camarada Ester Ramos. Quatro novos companheiros se filiaram ao partido no evento, que contou também com Ruas, Luciana Genro, Fernanda, Israel Dutra.
Terminei o dia vendo um filme em casa, um empréstimo do Pedro Ruas. Vale a pena: Testemunhas de uma guerra, com Colin Farrell. Para conhecer o espírito humano, os efeitos terríveis das guerras e a importância da sabedoria e da solidariedade.
No início da noite fui à uma confraternização dos militantes do PSOL de Cachoeirinha e de lançamento de dois candidatos da cidade, a querida Carmem Aguiar e o nosso amigo Airton. Nesta cidade da grande Porto Alegre o PSOL tem crescido com a direção da nossa camarada Ester Ramos. Quatro novos companheiros se filiaram ao partido no evento, que contou também com Ruas, Luciana Genro, Fernanda, Israel Dutra.
Terminei o dia vendo um filme em casa, um empréstimo do Pedro Ruas. Vale a pena: Testemunhas de uma guerra, com Colin Farrell. Para conhecer o espírito humano, os efeitos terríveis das guerras e a importância da sabedoria e da solidariedade.
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sábado, 17 de julho de 2010
Diário da campanha/sábado 1
O dia está nublado e a chuva cai fina, constante e promete ficar até quinta-feira. Nesta semana será especial para a luta política na internet. Ontem tivemos o debate entre os candidatos ao governo na Rádio Guaíba. Mais uma vez Ruas mostrou que PT e PMDB são projetos semelhantes. Não é à toa que montaram juntos a chapa Dilma/Temer. Tanto PT, quanto PMDB e PSDB defendem o sistema capitalista. Esta é uma afirmação incontestável. Tarso mesmo, numa entrevista para a ULBRA TV, já como candidato a governador pelo PT, disse que o socialismo era um projeto passado, descartado para os tempos atuais e para o futuro. Como se não fosse suficiente, o PT tem promovido uma política nacional de ataque aos interesses populares como mostrou o veto do presidente Lula ao fim do fator previdenciário. Por isso vamos insistir de que o voto na esquerda é o 50, o PSOL.
A popularidade de Lula também é um fato. A população não julga um governo examinando a experiência histórica. Há uma acomodação nas expectativas de mudança por parte do povo depois de inúmeras tentativas frustradas. A última foi promovida pelo próprio PT que prometeu melhorias substanciais da vida e o combate aos privilégios da classe dominante, e entregou mais do mesmo. A política do petismo tem mais intervenção estatal do que a defendida pelo PSDB, mas a estratégia é exatamente a mesma: defesa da acumulação capitalista. E até hoje, no que diz respeito a elementos essenciais da política econômica, o pacote petista foi a manutenção do modelo econômico de FHC - superávit primário, câmbio flexível, metas inflacionárias, pagamento da dívida pública e ataque aos servidores públicas - mais medidas compensatórias.
As medidas compensatórias formam a base da popularidade de Lula nas camadas mais pobres de nosso povo. O caráter burguês do PSDB, seu indisfarçável interesse a favor dos mais ricos, faz com que a população mais esclarecida encare a oposição badalada pela mídia como ainda pior do que o governo.
De nossa parte, vamos construir as brechas para construir uma alternativa de esquerda. Uma oposição anticapitalista que aposte na mudança pela via da luta e da consciência de nosso povo.
A popularidade de Lula também é um fato. A população não julga um governo examinando a experiência histórica. Há uma acomodação nas expectativas de mudança por parte do povo depois de inúmeras tentativas frustradas. A última foi promovida pelo próprio PT que prometeu melhorias substanciais da vida e o combate aos privilégios da classe dominante, e entregou mais do mesmo. A política do petismo tem mais intervenção estatal do que a defendida pelo PSDB, mas a estratégia é exatamente a mesma: defesa da acumulação capitalista. E até hoje, no que diz respeito a elementos essenciais da política econômica, o pacote petista foi a manutenção do modelo econômico de FHC - superávit primário, câmbio flexível, metas inflacionárias, pagamento da dívida pública e ataque aos servidores públicas - mais medidas compensatórias.
As medidas compensatórias formam a base da popularidade de Lula nas camadas mais pobres de nosso povo. O caráter burguês do PSDB, seu indisfarçável interesse a favor dos mais ricos, faz com que a população mais esclarecida encare a oposição badalada pela mídia como ainda pior do que o governo.
De nossa parte, vamos construir as brechas para construir uma alternativa de esquerda. Uma oposição anticapitalista que aposte na mudança pela via da luta e da consciência de nosso povo.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Carta de apoio da vereadora Fernanda Melchionna
Reproduzo abaixo a carta de apoio que recebi da minha querida amiga e vereadora Fernanda Melchionna. Fernanda, com sua energia impressionante, tem se provado como uma das principais dirigentes do partido. Agora, na coordenação do programa de Pedro Ruas governador e como principal articuladora de sua agenda política, tem mostrado sua maturidade e disciplina de trabalho. É uma grande honra ter seu apoio. Segue a carta.
"Há dois anos atrás aceitei o desafio de, junto aos militantes da juventude do PSOL e do movimento estudantil, disputar uma cadeira de Vereadora de Porto Alegre. As dificuldades eram enormes: pouco tempo de TV e rádio, escassos recursos e as gigantes máquinas eleitorais dos partidos grandes. Fizemos uma campanha militante, de sol a sol, para que as pautas da juventude, dos trabalhadores e das mulheres também tivessem sua representação em Porto Alegre. Por isso, conquistamos essa importante trincheira de luta que é o nosso mandato, que junto com Pedro Ruas levou a coerência e a independência política do PSOL para a Câmara Municipal.
Em 2009 a Bancada do PSOL foi firme a favor do povo de Porto Alegre, na luta contra a corrupção de Yeda, defendemos a saúde pública e denunciamos os 9,6 milhões desviado do PSF, estivemos com os municipários contra a terceirização e o desmonte do serviço público, contra o aumento das passagens de ônibus, aprovamos legislação em defesa das mulheres, levamos a luta da juventude pelo meio passe aos domingos e pelo fim do QI (Quem Indica) nos estágios, defendemos a Orla do Guaíba para todos quando derrotamos o projeto do Pontal do Estaleiro, fomos pioneiros na luta pela leitura pública através da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura e a cultura com os artistas e na defesa das mesas dos bares da cidade baixa.
Agora enfrentaremos um desafio ainda maior: afirmar o PSOL como uma alternativa a verdadeira esquerda gaúcha. Lançamos Pedro Ruas ao Piratini e uma extensa nominata de valorosos candidatos a deputados federais e estaduais. Como todos já sabem, Luciana Genro é uma das minhas grandes inspirações junto com a Heloísa Helena. Pela coerência e luta, sai com elas do PT e fundamos o PSOL. Luciana Genro, minha candidata à Câmara Federal, representa a luta do povo trabalhador contra os privilégios dos políticos tradicionais, dos oligarcas, dos latifundiários e dos ricos.
Muitos me perguntam porque não sou candidata à Assembléia Legislativa. O que eu poderia apresentar de pautas em defesa do povo, será representado pelo combativo companheiro Robaina Robaina.
Lançamos Roberto Robaina, Presidente do PSOL-RS, candidato a Deputado Estadual. Nele temos uma biografia impecável nas lutas da esquerda. Temos muito em comum. Junto com Luciana Genro iniciou sua militância no movimento estudantil do Julinho nos anos 80. Depois foi dirigente dos bancários em memoráveis e vitoriosas greves. Como dirigente partidário participou da eleição e dos mandatos da Luciana na Assembleia em 1994 e 1998. Conhece como poucos a política gaúcha e nacional. Era dirigente estadual do PT durante o governo Olívio e nacional durante o primeiro ano do governo Lula. Não se rendeu a traição do PT. Esteve na greve dos funcionários públicos e na defesa de Heloísa Helena e Luciana Genro quando foram expulsas por aqueles que em 2005 comandariam o Mensalão. Fundou o PSOL e é seu Presidente Estadual desde então. Roberto Robaina é um dos que enfrentaram a corrupção de FHC e de Lula. Esteve no Fora Renan Calheiros em 2007, no Fora Sarney em 2009. E aqui no Rio Grande do Sul ano passado, junto com Pedro Ruas e Luciana Genro denunciou os esquemas da quadrilha que comanda o Piratini, o governo Yeda.
Peço teu voto e teu apoio no PSOL. Em Pedro Ruas 50, em Luciana Genro 5050 e em Roberto Robaina 50000. Juntos podemos superar o desafio de construir um Brasil e um Rio Grande mais justo, soberano, livre e socialista.
Um beijo do tamanho dos nossos sonhos, Fernanda Melchionna"
"Há dois anos atrás aceitei o desafio de, junto aos militantes da juventude do PSOL e do movimento estudantil, disputar uma cadeira de Vereadora de Porto Alegre. As dificuldades eram enormes: pouco tempo de TV e rádio, escassos recursos e as gigantes máquinas eleitorais dos partidos grandes. Fizemos uma campanha militante, de sol a sol, para que as pautas da juventude, dos trabalhadores e das mulheres também tivessem sua representação em Porto Alegre. Por isso, conquistamos essa importante trincheira de luta que é o nosso mandato, que junto com Pedro Ruas levou a coerência e a independência política do PSOL para a Câmara Municipal.
Em 2009 a Bancada do PSOL foi firme a favor do povo de Porto Alegre, na luta contra a corrupção de Yeda, defendemos a saúde pública e denunciamos os 9,6 milhões desviado do PSF, estivemos com os municipários contra a terceirização e o desmonte do serviço público, contra o aumento das passagens de ônibus, aprovamos legislação em defesa das mulheres, levamos a luta da juventude pelo meio passe aos domingos e pelo fim do QI (Quem Indica) nos estágios, defendemos a Orla do Guaíba para todos quando derrotamos o projeto do Pontal do Estaleiro, fomos pioneiros na luta pela leitura pública através da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura e a cultura com os artistas e na defesa das mesas dos bares da cidade baixa.
Agora enfrentaremos um desafio ainda maior: afirmar o PSOL como uma alternativa a verdadeira esquerda gaúcha. Lançamos Pedro Ruas ao Piratini e uma extensa nominata de valorosos candidatos a deputados federais e estaduais. Como todos já sabem, Luciana Genro é uma das minhas grandes inspirações junto com a Heloísa Helena. Pela coerência e luta, sai com elas do PT e fundamos o PSOL. Luciana Genro, minha candidata à Câmara Federal, representa a luta do povo trabalhador contra os privilégios dos políticos tradicionais, dos oligarcas, dos latifundiários e dos ricos.
Muitos me perguntam porque não sou candidata à Assembléia Legislativa. O que eu poderia apresentar de pautas em defesa do povo, será representado pelo combativo companheiro Robaina Robaina.
Lançamos Roberto Robaina, Presidente do PSOL-RS, candidato a Deputado Estadual. Nele temos uma biografia impecável nas lutas da esquerda. Temos muito em comum. Junto com Luciana Genro iniciou sua militância no movimento estudantil do Julinho nos anos 80. Depois foi dirigente dos bancários em memoráveis e vitoriosas greves. Como dirigente partidário participou da eleição e dos mandatos da Luciana na Assembleia em 1994 e 1998. Conhece como poucos a política gaúcha e nacional. Era dirigente estadual do PT durante o governo Olívio e nacional durante o primeiro ano do governo Lula. Não se rendeu a traição do PT. Esteve na greve dos funcionários públicos e na defesa de Heloísa Helena e Luciana Genro quando foram expulsas por aqueles que em 2005 comandariam o Mensalão. Fundou o PSOL e é seu Presidente Estadual desde então. Roberto Robaina é um dos que enfrentaram a corrupção de FHC e de Lula. Esteve no Fora Renan Calheiros em 2007, no Fora Sarney em 2009. E aqui no Rio Grande do Sul ano passado, junto com Pedro Ruas e Luciana Genro denunciou os esquemas da quadrilha que comanda o Piratini, o governo Yeda.
Peço teu voto e teu apoio no PSOL. Em Pedro Ruas 50, em Luciana Genro 5050 e em Roberto Robaina 50000. Juntos podemos superar o desafio de construir um Brasil e um Rio Grande mais justo, soberano, livre e socialista.
Um beijo do tamanho dos nossos sonhos, Fernanda Melchionna"
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Diário de campanha - Terça
Um blog não faz sentido se não relatar o real, nossas experiências concretas, mesmo que sejam as mais simples. Agora, por exemplo, estou escrevendo e bebendo um vinho. São quase dez horas de uma noite fria e seca. Amanhã não há risco de chuva em Porto Alegre. Teremos mais um dia frio. Hoje, as 04h30min da manhã estava com Neto, Hugo, Guilherme e João Ezequiel na porta da garagem da Carris. Fomos os primeiros a chegar. Nenhum rodoviário tinha entrado ainda. Na madrugada gélida, com a sensação térmica de menos dez graus, começamos a campanha eleitoral. Emerson Dutra e Gilvandro chegaram logo depois. A recepção dos rodoviários foi boa. Emerson é rodoviário e conhecia muita gente. Eu mesmo conheço os mais antigos da Carris, do final dos anos 90 e início dos anos 2000, quando organizamos uma chapa de oposição no Sindicato e nas lutas contra as demissões da Carris, quando Luciana Genro ainda era deputada estadual. Luciana foi reivindicada por alguns que entraram, especialmente pela Baiana, uma cobradora agitada e popular que está contando os meses para se aposentar, mas tem a energia juvenil. Às 07 horas da manhã fomos embora. Fui até o Banrisul. Distribuímos alguns materiais, agora com a vereadora Fernanda do PSOL e outras camaradas de nossa combativa juventude.
Junto com estas atividades, tivemos outras. Na escola Becker, o Rodolfo e mais uma galera garantiam a atividade também pela manhã. Teve ainda as panfletagens nas paradas. E a tarde ficamos no calçadão de Canoas. Amanhã vamos nos Correios, na entrada da Siqueira, no democrático horário das 08.
Em alguns lugares tive o retorno acerca da sabatina de Ruas na Ulbra. Ele realmente matou a pau, se saiu muito bem e foi por isso reivindicado. Sexta tem o debate na Rádio Guaíba entre os candidatos do governo do RS. E dia 05 de agosto tem o debate dos presidenciáveis na Band, com a confirmação de quatro candidatos, entre os quais Plínio.
Junto com estas atividades, tivemos outras. Na escola Becker, o Rodolfo e mais uma galera garantiam a atividade também pela manhã. Teve ainda as panfletagens nas paradas. E a tarde ficamos no calçadão de Canoas. Amanhã vamos nos Correios, na entrada da Siqueira, no democrático horário das 08.
Em alguns lugares tive o retorno acerca da sabatina de Ruas na Ulbra. Ele realmente matou a pau, se saiu muito bem e foi por isso reivindicado. Sexta tem o debate na Rádio Guaíba entre os candidatos do governo do RS. E dia 05 de agosto tem o debate dos presidenciáveis na Band, com a confirmação de quatro candidatos, entre os quais Plínio.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Carta do meu filho
Não poderia estar mais orgulhoso do que agora, depois de ler a carta do meu filho, Fernando Marcel Genro Robaina. Realmente, é de deixar o coração nas mãos. Meu filho, que agora está em Praga, me deu um presente que não tem preço.
"Roberto Robaina: meu pai
Muito difícil falar do seu próprio pai. No meu caso mais ainda, pois o amor não é somente familiar, mas também pessoal e profissional. Aqui vou tentar esquecer um pouco esse lado fraterno e carinhoso e falar diretamente de Roberto Robaina e o porquê de eu achar que ele merece um voto de confiança da população. Claro que deixarei a imparcialidade um pouco de lado por estar falando do meu pai, mas não deixo de ser verdadeiro e sincero – marcas da minha personalidade que adquiri com ele. Embora possam magoar as vezes, esses adjetivos me orgulham e são fundamentais para a vida e, principalmente, para a política (o que infelizmente não é lembrado por grande parte dos eleitos). Na minha descrição sobre o Roberto, decidi explorar três grandes características que marcam sua personalidade política, e neles coloco meu sincero depoimento sobre esse homem trabalhador, determinado, focado, destemido e os seus adjetivos que vou descrever: lutador, estudioso e coerente.
Lutador: O combate sempre foi seu foco: desde a luta estudantil ainda adolescente até a incansável guerra contra a injustiça de um mundo cada vez mais cruel e selvagem na atual conjuntura capitalista. Como diz ele “um modelo econômico que cada vez mais cria novas frentes de batalha”, mas que jamais são deixadas de lado por quem luta por justiça social e igualdade de direitos. A luta contra a corrupção é exemplo claro e fácil de se perceber no meu pai. Fui e sou testemunha ocular dessa batalha que ele e minha mãe Luciana Genro travam no campo político. E posso ser considerado vítima também - porque não - de reuniões e comícios desde que me conheço por gente e acredito que isso foi extremamente importante para poder acompanhar o crescimento de minha mãe. Sei da importância que Roberto Robaina teve na construção política e partidária dela; moldando e articulando para que ela hoje represente com muito orgulho o povo gaucho. Hoje posso afirmar que se meu pai não estivesse junto, a história seria totalmente diferente.
Estudioso: Além de atuar e dirigir sempre na construção de uma frente de esquerda, Roberto é intelectual. Devora livros com prazer: Hegel, Marx, Kant e tudo mais que possa ajudá-lo a entender a sociologia e a filosofia da sociedade humana. Isso o torna ainda mais capaz para conseguir discernir e representar o povo como nenhum outro. Diferente da maioria dos políticos, Roberto nunca gostou da exposição, de aparecer na TV ou de se tornar uma figura publica, por isso talvez nunca tenha se candidatado. Mas agora ele sabe que a sua experiência, conhecimento e liderança, serão muito úteis para a ascensão do PSOL. A oportunidade na assembléia ajudará o partido a crescer e formar no estado a esquerda que o PT abdicou. Fortalecendo o único partido que se mostra coerente com sua ideologia e que se pode fazer política com mãos limpas de suborno e sujas de muito trabalho.
Coerente: O PSOL não surgiu de uma jogada política e muito menos uma richa pessoal dentro do PT. A construção do PSOL foi por um ideal. A ideologia que talvez possa ser uma palavra cada mais rara e esquecida na política mas que é o cerne do PSOL. Uma ideologia de justiça social em defesa dos menos favorecidos e de transparência e coerência com o que se fala e o que se faz. O mundo vive hoje um contesto histórico peculiar: nunca estivemos em uma época tão individualista e contra-revolucionária que talvez seja fruto do próprio sistema. Mesmo assim, não é por isso que revolucionários natos como Robaina deixam de lutar. E é para que ele continue lutando com mais força que precisamos dele na Assembléia para representar quem não está satisfeito com os resultados sociais e políticos de nosso tempo.
Cabe agora ao eleitor decidir com sabedoria o destino de seu país. Dentro de todos os “fichas-sujas” e mal lavadas que aí estão, o PSOL e especificamente, seu atual presidente, Roberto Robaina, se mostram uma luz no fim do túnel para quem sabe e acredita na importância da política no pais e no mundo, e pra quem quer uma mudança com a cara do povo."
Fonte: Fernado Genro Robaina Blog: http://inhightide.blogspot.com/
"Roberto Robaina: meu pai
Muito difícil falar do seu próprio pai. No meu caso mais ainda, pois o amor não é somente familiar, mas também pessoal e profissional. Aqui vou tentar esquecer um pouco esse lado fraterno e carinhoso e falar diretamente de Roberto Robaina e o porquê de eu achar que ele merece um voto de confiança da população. Claro que deixarei a imparcialidade um pouco de lado por estar falando do meu pai, mas não deixo de ser verdadeiro e sincero – marcas da minha personalidade que adquiri com ele. Embora possam magoar as vezes, esses adjetivos me orgulham e são fundamentais para a vida e, principalmente, para a política (o que infelizmente não é lembrado por grande parte dos eleitos). Na minha descrição sobre o Roberto, decidi explorar três grandes características que marcam sua personalidade política, e neles coloco meu sincero depoimento sobre esse homem trabalhador, determinado, focado, destemido e os seus adjetivos que vou descrever: lutador, estudioso e coerente.
Lutador: O combate sempre foi seu foco: desde a luta estudantil ainda adolescente até a incansável guerra contra a injustiça de um mundo cada vez mais cruel e selvagem na atual conjuntura capitalista. Como diz ele “um modelo econômico que cada vez mais cria novas frentes de batalha”, mas que jamais são deixadas de lado por quem luta por justiça social e igualdade de direitos. A luta contra a corrupção é exemplo claro e fácil de se perceber no meu pai. Fui e sou testemunha ocular dessa batalha que ele e minha mãe Luciana Genro travam no campo político. E posso ser considerado vítima também - porque não - de reuniões e comícios desde que me conheço por gente e acredito que isso foi extremamente importante para poder acompanhar o crescimento de minha mãe. Sei da importância que Roberto Robaina teve na construção política e partidária dela; moldando e articulando para que ela hoje represente com muito orgulho o povo gaucho. Hoje posso afirmar que se meu pai não estivesse junto, a história seria totalmente diferente.
Estudioso: Além de atuar e dirigir sempre na construção de uma frente de esquerda, Roberto é intelectual. Devora livros com prazer: Hegel, Marx, Kant e tudo mais que possa ajudá-lo a entender a sociologia e a filosofia da sociedade humana. Isso o torna ainda mais capaz para conseguir discernir e representar o povo como nenhum outro. Diferente da maioria dos políticos, Roberto nunca gostou da exposição, de aparecer na TV ou de se tornar uma figura publica, por isso talvez nunca tenha se candidatado. Mas agora ele sabe que a sua experiência, conhecimento e liderança, serão muito úteis para a ascensão do PSOL. A oportunidade na assembléia ajudará o partido a crescer e formar no estado a esquerda que o PT abdicou. Fortalecendo o único partido que se mostra coerente com sua ideologia e que se pode fazer política com mãos limpas de suborno e sujas de muito trabalho.
Coerente: O PSOL não surgiu de uma jogada política e muito menos uma richa pessoal dentro do PT. A construção do PSOL foi por um ideal. A ideologia que talvez possa ser uma palavra cada mais rara e esquecida na política mas que é o cerne do PSOL. Uma ideologia de justiça social em defesa dos menos favorecidos e de transparência e coerência com o que se fala e o que se faz. O mundo vive hoje um contesto histórico peculiar: nunca estivemos em uma época tão individualista e contra-revolucionária que talvez seja fruto do próprio sistema. Mesmo assim, não é por isso que revolucionários natos como Robaina deixam de lutar. E é para que ele continue lutando com mais força que precisamos dele na Assembléia para representar quem não está satisfeito com os resultados sociais e políticos de nosso tempo.
Cabe agora ao eleitor decidir com sabedoria o destino de seu país. Dentro de todos os “fichas-sujas” e mal lavadas que aí estão, o PSOL e especificamente, seu atual presidente, Roberto Robaina, se mostram uma luz no fim do túnel para quem sabe e acredita na importância da política no pais e no mundo, e pra quem quer uma mudança com a cara do povo."
Fonte: Fernado Genro Robaina Blog: http://inhightide.blogspot.com/
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domingo, 11 de julho de 2010
Pausa para a ciência...
Sobre o natural e o sobrenatural
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
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Sem telescópios, microscópios e detectores, nossa visão de mundo seria mais limitada
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Semana passada, escrevi sobre a importância do não saber, de como o conhecimento avança apenas quando parte do não saber, isto é, do senso de mistério que existe além do que se sabe.
A questão aqui é de atitude, do que fazer frente ao desconhecido. Existem duas alternativas: ou se acredita na capacidade da razão e da intuição humana (devidamente combinadas) em sobrepujar obstáculos e chegar a um conhecimento novo, ou se acredita que existem mistérios inescrutáveis, criados por forças além das relações de causa e efeito que definem o normal.
Em outras palavras, ou se vive acreditando em causas naturais por trás do que ocorre no mundo, ou se acredita em causas sobrenaturais, além do explicável.
Quando falo sobre isso, com frequência me perguntam se não seria possível uma conciliação entre as duas: parte do mundo sendo natural e parte sobrenatural. Não vejo como isso poderia ser feito.
No meu livro recente "Criação Imperfeita", argumentei que a ciência jamais será capaz de responder a todas as perguntas. Sempre existirão novos desafios, questões que a nossa pesquisa e inventividade não são capazes de antecipar.
Podemos imaginar o conhecido como sendo a região dentro de um círculo e o desconhecido como sendo o que existe fora do círculo. Não há dúvida de que à medida em que a ciência avança, o círculo cresce. Entendemos mais sobre o universo, sobre a vida e sobre a mente. Mas mesmo assim, o lado de fora do círculo continuará sempre lá. A ciência não é capaz de obter conhecimento sobre tudo o que existe no mundo.
E por que isso? Porque, na prática, aprendemos sobre o mundo usando nossa intuição e instrumentos. Sem telescópios, microscópios e detectores de partículas, nossa visão de mundo seria mais limitada.
A tecnologia abre novas janelas para um mundo que, outrossim, permaneceria invisível à nossa limitada percepção da realidade. Porém, tal como nossos olhos, essas máquinas têm limites. Existem outros, ligados à própria estrutura da natureza, como o princípio de incerteza da mecânica quântica. Mas eles podem mudar com o avanço da ciência.
Essa imagem, de que o conhecido existe em um círculo e que muito do mundo permanece obscuro pode gerar confusão. Ou ainda pode ser manipulada por aqueles que querem inculcar nas pessoas um senso de que estamos cercados por forças ocultas que, de algum modo, controlam nossas vidas. É aqui que entram as alternativas que mencionei.
Parafraseando o poeta romano Lucrécio, as pessoas vivem aterrorizadas pelo que não podem explicar. Ser livre é poder refletir sobre as causas dos fenômenos sem aceitar cegamente "explicações inexplicáveis", ou seja, explicações baseadas em causas além do natural.
Essa escolha exige coragem. Implica na aceitação de que certos aspectos do mundo, apesar de inexplicáveis, não são sobrenaturais.
Não é fácil ser coerente quando algo de estranho ocorre, uma incrível coincidência, a morte de um ente querido, uma premonição, algo que foge ao comum. Mas como dizia o grande físico Richard Feynman, "prefiro não saber do que ser enganado". E você?
MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
MARCELO GLEISER - mgleiser@uol.com.br
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Sem telescópios, microscópios e detectores, nossa visão de mundo seria mais limitada
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Semana passada, escrevi sobre a importância do não saber, de como o conhecimento avança apenas quando parte do não saber, isto é, do senso de mistério que existe além do que se sabe.
A questão aqui é de atitude, do que fazer frente ao desconhecido. Existem duas alternativas: ou se acredita na capacidade da razão e da intuição humana (devidamente combinadas) em sobrepujar obstáculos e chegar a um conhecimento novo, ou se acredita que existem mistérios inescrutáveis, criados por forças além das relações de causa e efeito que definem o normal.
Em outras palavras, ou se vive acreditando em causas naturais por trás do que ocorre no mundo, ou se acredita em causas sobrenaturais, além do explicável.
Quando falo sobre isso, com frequência me perguntam se não seria possível uma conciliação entre as duas: parte do mundo sendo natural e parte sobrenatural. Não vejo como isso poderia ser feito.
No meu livro recente "Criação Imperfeita", argumentei que a ciência jamais será capaz de responder a todas as perguntas. Sempre existirão novos desafios, questões que a nossa pesquisa e inventividade não são capazes de antecipar.
Podemos imaginar o conhecido como sendo a região dentro de um círculo e o desconhecido como sendo o que existe fora do círculo. Não há dúvida de que à medida em que a ciência avança, o círculo cresce. Entendemos mais sobre o universo, sobre a vida e sobre a mente. Mas mesmo assim, o lado de fora do círculo continuará sempre lá. A ciência não é capaz de obter conhecimento sobre tudo o que existe no mundo.
E por que isso? Porque, na prática, aprendemos sobre o mundo usando nossa intuição e instrumentos. Sem telescópios, microscópios e detectores de partículas, nossa visão de mundo seria mais limitada.
A tecnologia abre novas janelas para um mundo que, outrossim, permaneceria invisível à nossa limitada percepção da realidade. Porém, tal como nossos olhos, essas máquinas têm limites. Existem outros, ligados à própria estrutura da natureza, como o princípio de incerteza da mecânica quântica. Mas eles podem mudar com o avanço da ciência.
Essa imagem, de que o conhecido existe em um círculo e que muito do mundo permanece obscuro pode gerar confusão. Ou ainda pode ser manipulada por aqueles que querem inculcar nas pessoas um senso de que estamos cercados por forças ocultas que, de algum modo, controlam nossas vidas. É aqui que entram as alternativas que mencionei.
Parafraseando o poeta romano Lucrécio, as pessoas vivem aterrorizadas pelo que não podem explicar. Ser livre é poder refletir sobre as causas dos fenômenos sem aceitar cegamente "explicações inexplicáveis", ou seja, explicações baseadas em causas além do natural.
Essa escolha exige coragem. Implica na aceitação de que certos aspectos do mundo, apesar de inexplicáveis, não são sobrenaturais.
Não é fácil ser coerente quando algo de estranho ocorre, uma incrível coincidência, a morte de um ente querido, uma premonição, algo que foge ao comum. Mas como dizia o grande físico Richard Feynman, "prefiro não saber do que ser enganado". E você?
MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"
Diário de campanha
Hoje estive no Brique da Redenção, ponto central das disputas políticas do Rio Grande. Local de trabalho, de passeio e de turismo da capital. Estive com nosso candidato a governador Pedro Ruas, com Luciana Genro, nossa deputada federal que disputa a reeleição e com vários dos nossos militantes. Conversamos com os gaúchos, encontramos amigos de muitos anos, como André Ziad Razek, e muitos novos apoiadores de nosso partido e de nossa campanha para deputado estadual. Recebi apoio que me encheram de orgulho. Mas teve também descontração até com coisa séria. Num momento surgiu uma musiquinha crítica, quando uma caminhada petista passou. "Ei PT, agora eu já sei, tu andas aliado com a turma do Sarney". Bem, foi um dia produtivo - onde no mundo a torcida espanhola comemorou pela conquista da copa da Africa do Sul. Amanhã as 06:30 da manhã estarei com Luciana Genro na entrada de trabalho dos trabalhadores dos Correios, na Sertório. Amanhã também, além de várias atividades, vamos acompanhar Pedro Ruas na sabatina realizada por jornalistas da ULBRA/TV.
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Diário de campanha sábado/domingo
As pesquisas manipuladas do IBOPE já começam a atuar para tentar intervir a favor dos grandes partidos que defendem este sistema dominado pelos ricos. Nunca devemos esquecer que se dependesse do IBOPE Brizola nao teria sido governador do Rio de Janeiro por duas vezes.
Sabemos que os partidos que defendem o capitalismo estão prontos para fazer uma eleição na qual nao existe debates nem questionamentos ao seu sistema. Nós do PSOL iremos fazer a diferença. Não entramos neste jogo. Nas ruas podemos sentir que existe espaço para ocupar as brechas e forjar brechas para ajudar a construir uma alternativa de esquerda anticapitalista.
No sábado pela tarde estive na feira do brique de artesanato da Redenção. Junto com Luciana Genro, sempre reconhecida como uma deputads coerente e lutadora, conversamos com os trabalhadores artistas. Há os artesões de toda a vida que lutam para garantir uma vida material digna com seu ofício. Há os que começam faz pouco, mesmo já tendo idade mais avançada. É o caso de um camarada aposentado pelo AERUS, o fundo da Varig que faliu e deixou desamparado os trabalhadores que durante toda a sua vida deram a contribuição. Luciana tem estado com eles, exigindo que seja pago o que o lhes é devido. Para todos estes traalhadores falta a contribuição do crédito estatal. Os benefícios que recebe a Gerdau e a multinacional suiça Nestle é enorme. Para os artesões, para a pequena agricultura familiar, para as cooperativas, nada.
Durante a noite estive na reunião da combativa juventude. Discutimos a situaçao política e o pessoal da juventude socialista de nosso partido planejou as atividades da próxima semana.
Agora, neste intante, estou saindo para o brique da Redenção. Até mais
Sabemos que os partidos que defendem o capitalismo estão prontos para fazer uma eleição na qual nao existe debates nem questionamentos ao seu sistema. Nós do PSOL iremos fazer a diferença. Não entramos neste jogo. Nas ruas podemos sentir que existe espaço para ocupar as brechas e forjar brechas para ajudar a construir uma alternativa de esquerda anticapitalista.
No sábado pela tarde estive na feira do brique de artesanato da Redenção. Junto com Luciana Genro, sempre reconhecida como uma deputads coerente e lutadora, conversamos com os trabalhadores artistas. Há os artesões de toda a vida que lutam para garantir uma vida material digna com seu ofício. Há os que começam faz pouco, mesmo já tendo idade mais avançada. É o caso de um camarada aposentado pelo AERUS, o fundo da Varig que faliu e deixou desamparado os trabalhadores que durante toda a sua vida deram a contribuição. Luciana tem estado com eles, exigindo que seja pago o que o lhes é devido. Para todos estes traalhadores falta a contribuição do crédito estatal. Os benefícios que recebe a Gerdau e a multinacional suiça Nestle é enorme. Para os artesões, para a pequena agricultura familiar, para as cooperativas, nada.
Durante a noite estive na reunião da combativa juventude. Discutimos a situaçao política e o pessoal da juventude socialista de nosso partido planejou as atividades da próxima semana.
Agora, neste intante, estou saindo para o brique da Redenção. Até mais
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sábado, 10 de julho de 2010
Diário de campanha - sexta/sábado
Terminei o dia no Margem Bar, na João Alfredo. Estava com os militantes da juventude do partido. O bar é do nosso amigo Marne, que também é militante do partido. Os militantes da juventude tinham passado nos bares da Cidade Baixa entregando materiais de campanha. Eu tinha voltado de uma atividade dos trabalhadores da saúde: a janta de confraternização da chapa 02 - Juntos - que disputa as eleições do sindicato da saúde. Na atividade foram mais de 500 trabalhadores presentes. Fui com a Luciana Genro, nossa deputada federal e candidata à reeleição, e com Israel Dutra, dirigente estadual do PSOL. Saí convicto de que a chapa sairá vitoriosa e que o trabalho de Arlindo Ritter e Etevaldo Teixeira na organizaçao desta chapa sairá vitorioso.
Bem, minha participação na campanha de hoje, seguindo de trás para diante - e pulando reuniões várias com o pessoal da gráfica e da comunicação, teve uma parada na Caldas Junior, na reunião com a direção do Jornal Correio do povo. Estava com Fernanda, nossa combativa vereadora, nosso candidato ao governo, Pedro Ruas e uma vez mais com Luciana.
A atividade que havia sido programada para as 07:30 da manhã não deu certo. A chuva que não caiu na quinta, veio toda na sexta já no início do dia. Amanhã vou no Bomfim conversar com as pessoas e entregar nossas propostas.
Por último, uma notícia que considero excelente. Segundo Fernando Silva, que está coordenando a campanha de Plínio Presidente, o PSOL tem lugar garantido nos debates de TV da disputa nacional. Isso fará a diferença. Sou otimista que Plínio saberá aproveitar a oportunidade. Nosso candidato a governador Pedro Ruas, no primeiro dia de campanha, mostrou que aqui no Rio Grande o PSOL aproveitará cada oportunidade para mostrar que o voto da esquerda é o 50. Até mais
Bem, minha participação na campanha de hoje, seguindo de trás para diante - e pulando reuniões várias com o pessoal da gráfica e da comunicação, teve uma parada na Caldas Junior, na reunião com a direção do Jornal Correio do povo. Estava com Fernanda, nossa combativa vereadora, nosso candidato ao governo, Pedro Ruas e uma vez mais com Luciana.
A atividade que havia sido programada para as 07:30 da manhã não deu certo. A chuva que não caiu na quinta, veio toda na sexta já no início do dia. Amanhã vou no Bomfim conversar com as pessoas e entregar nossas propostas.
Por último, uma notícia que considero excelente. Segundo Fernando Silva, que está coordenando a campanha de Plínio Presidente, o PSOL tem lugar garantido nos debates de TV da disputa nacional. Isso fará a diferença. Sou otimista que Plínio saberá aproveitar a oportunidade. Nosso candidato a governador Pedro Ruas, no primeiro dia de campanha, mostrou que aqui no Rio Grande o PSOL aproveitará cada oportunidade para mostrar que o voto da esquerda é o 50. Até mais
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Diário de campanha
Hoje comecei o dia na empresa Sopal. Era 4:30 da manhã. Emerson Dutra, candidato à deputado federal do partido e rodoviário da própria empresa já estava lá quando cheguei com Gilvandro, Malu, João Ezequiel e Eron D'áAvila. Emerson conhece todo mundo e fez campanha direto, me apresentando como candidato a deputado estadual para todos os rodoviários que passavam. Sua campanha na categoria vai ser boa. Emerson está se postulando como o candidato dos rodoviários e creio que isso fortalece sua campanha e fortalece a consciência da categoria de que deve confiar em suas próprias forças. Fizemos uma boa agitação. Lembrei-me das vezes que ajudava os químicos de São José dos Campos em SP, nas portas de fábrica na madrugada paulista gelada. Isso em 1999. Agora, em nossa terra, creio que a campanha do PSOL pode servir para desenvolver a consciência de classes dos trabalhadores. Hoje foi um exemplo claro disso.
Às 11 horas me encontrei com a turma da juventude. Os militantes da juventude do partido já estão na vanguarda da campanha. Isso não é novidade no PSOL, mas sempre dá orgulho saber e vê-los atuando. O ânimo que também nos anima. Energia revolucionária. Foram cerca de 12 militantes juntos.
Neste terceiro dia de campanha o PSOL esteve sozinho nas ruas. Amanhã as máquinas partidárias sustentadas a preço de ouro vão entrar em campo. Cabos eleitorais pagos e muito dinheiro para que as eleições se convertam no negócio das classes dominantes. Sabemos que o sistema está estabilizado neste jogo, mas vamos ocupar brechas, construir brechas e brigar por uma alternativa de esquerda. Há espaço para isso.
No final do dia Luciana Genro chegou. Que reforço! Em plena praça central de Porto Alegre, coração de todas as contradições vivas da sociedade, Luciana não parou de conversar com o povo. O tempo todo as pessoas se aproximavam para conversar com ela, para dar-lhes palavras de apoio, para parabenizá-la e para declarar o voto na nossa deputada federal que concorre à reeleição. Foi uma grande satisfação compartilhar estes momentos.
Terminamos o dia nas paradas dos coletivos superlotados das filas imensas. Discursei duas vezes, a típica agitação, e conversamos com os trabalhadores que esperavam cerca de uma hora para conseguir pegar o transporte para o destino de casa.
Amanhã o dia começa no Banrisul, às 07h30min, Com a presença de Luciana Genro. A juventude vai estar no Julinho a partir das 07h00min. Até mais.
Às 11 horas me encontrei com a turma da juventude. Os militantes da juventude do partido já estão na vanguarda da campanha. Isso não é novidade no PSOL, mas sempre dá orgulho saber e vê-los atuando. O ânimo que também nos anima. Energia revolucionária. Foram cerca de 12 militantes juntos.
Neste terceiro dia de campanha o PSOL esteve sozinho nas ruas. Amanhã as máquinas partidárias sustentadas a preço de ouro vão entrar em campo. Cabos eleitorais pagos e muito dinheiro para que as eleições se convertam no negócio das classes dominantes. Sabemos que o sistema está estabilizado neste jogo, mas vamos ocupar brechas, construir brechas e brigar por uma alternativa de esquerda. Há espaço para isso.
No final do dia Luciana Genro chegou. Que reforço! Em plena praça central de Porto Alegre, coração de todas as contradições vivas da sociedade, Luciana não parou de conversar com o povo. O tempo todo as pessoas se aproximavam para conversar com ela, para dar-lhes palavras de apoio, para parabenizá-la e para declarar o voto na nossa deputada federal que concorre à reeleição. Foi uma grande satisfação compartilhar estes momentos.
Terminamos o dia nas paradas dos coletivos superlotados das filas imensas. Discursei duas vezes, a típica agitação, e conversamos com os trabalhadores que esperavam cerca de uma hora para conseguir pegar o transporte para o destino de casa.
Amanhã o dia começa no Banrisul, às 07h30min, Com a presença de Luciana Genro. A juventude vai estar no Julinho a partir das 07h00min. Até mais.
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Para deputado estadual, Luciana vota Robaina 50000
Por que votar em Roberto Robaina
Apresentar a candidatura de Roberto Robaina é uma tarefa fácil, pois a imensa maioria dos nossos militantes o conhece muito bem. Como presidente do PSOL ele tem demonstrado sua enorme capacidade política, sua dedicação à causa socialista e seu despreendimento de vaidades e privilégios. Por isso, quero ir um pouco além desse perfil já conhecido, trazendo a vocês meu depoimento pessoal, o testemunho de quem convive com ele há 25 anos, pois além de ser o pai do meu filho, é meu parceiro de militância desde o início da minha trajetória. Ele, assim como eu, começou a militância no Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, em Porto Alegre. Ali ele se revelou uma liderança, alguém que facilmente se transformava numa referência para quem queria combater o autoritarismo na escola e lutar pelas Diretas Já no Brasil. Depois de ser líder estudantil, foi trabalhar e tornou-se uma liderança no movimento sindical. Integrante da direção do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, tornou-se, mais uma vez, uma uma referência e um líder nas greves dos bancários e nas greves gerais que ocorreram naquele período.
No PT, lutamos juntos contra o caminho de traição que a direção lulista trilhava. Em 1994, quando fui candidata pela primeira vez, Roberto coordenou e executou minha campanha. Na verdade, ele foi fundamental em todas as minhas campanhas, e em todos os meus mandatos. Quando Lula ganhou as eleições, em 2002, a correta elaboração política de Roberto nos levou a estarmos preparados para o que viria a seguir. Ele não hesitou nem um segundo na determinação de manter a nossa coerência, enfrentando Lula e a direção do partido. Como membro da direção nacional do PT cumpriu um papel determinante nesse processo. Incontáveis as vezes que fomos juntos, eu, ele e o Babá, visitar a Heloísa Helena em seu gabinete no Senado para articular o enfrentamento ao governo, e depois para arquitetar o novo partido. Se a história faz o homem, e faz, não é menos certo que o homem faz a história. A minha posição de deputada federal fez com que eu tivesse maior visibilidade, mas não tenham dúvida de que o Roberto fez essa história junto comigo.
Em 2006, Roberto foi nosso candidatado a governador. Era a primeira eleição do PSOL e o desafio de reconquistar o meu mandato de deputada federal, agora pelo PSOL, era enorme. O desempenho de Roberto nos debates, mostrando a seriedade do PSOL, as nossas propostas para o Estado e a combatividade do nosso jovem partido, foram decisivos para que eu obtivesse os mais de 186 mil votos que garantiram ao PSOL a conquista de uma cadeira na Câmara Federal. Depois disso, em 2008, muitos apostavam que ele iria aproveitar o recall da campanha de governador para eleger-se vereador. Não quis, pois sabia que a sua experiência seria fundamental para coordenar a minha campanha de prefeita e garantir a eleição de Pedro Ruas. Assim, conseguimos fazer uma bela campanha para a prefeitura, conquistando quase 10% dos votos dos porto-alegrenses, e elegemos dois vereadores. Um fenômeno para um partido com poucos recursos, pouco tempo de televisão e pouco tempo de existência. Nos bastidores, como presidente do PSOL, Roberto foi fundamental nessa vitória também.
Foi também como presidente do partido que Roberto articulou as denúncias de corrupção que fizemos e coordenou a campanha pelo Fora Yeda. Mesmo sem ter um deputado estadual, o PSOL conseguiu ter um protagonismo decisivo no combate a governadora e suas falcatruas. Essa posição que conquistamos em muito se deve à postura corajosa de Roberto, sempre buscando inserir o partido na conjuntura política, intervindo na realidade em defesa dos interesses do povo. Se ele fosse deputado estadual naquele momento, podem ter certeza que a vida dos corruptos ficaria ainda mais difícil!
Como vocês podem ver, são poucos, muito poucos os militantes da estirpe do Roberto. É por isso que, mesmo tendo enorme carinho e orgulho de todos os candidatos do PSOL, tenho a ousadia de pedir o teu apoio à candidatura de Roberto Robaina. Como deputado estadual ele vai ter a oportunidade de mostrar a todos os que buscam uma luz no fim do túnel de uma política cada vez mais desacreditada – pois infestada de carreiristas e corruptos – que o PSOL tem quadros com capacidade, coerência, combatividade e trajetória para oferecer. Roberto Robaina é um desses indispensáveis.
Grande abraço e boa luta!
Luciana Genro
Apresentar a candidatura de Roberto Robaina é uma tarefa fácil, pois a imensa maioria dos nossos militantes o conhece muito bem. Como presidente do PSOL ele tem demonstrado sua enorme capacidade política, sua dedicação à causa socialista e seu despreendimento de vaidades e privilégios. Por isso, quero ir um pouco além desse perfil já conhecido, trazendo a vocês meu depoimento pessoal, o testemunho de quem convive com ele há 25 anos, pois além de ser o pai do meu filho, é meu parceiro de militância desde o início da minha trajetória. Ele, assim como eu, começou a militância no Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, em Porto Alegre. Ali ele se revelou uma liderança, alguém que facilmente se transformava numa referência para quem queria combater o autoritarismo na escola e lutar pelas Diretas Já no Brasil. Depois de ser líder estudantil, foi trabalhar e tornou-se uma liderança no movimento sindical. Integrante da direção do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, tornou-se, mais uma vez, uma uma referência e um líder nas greves dos bancários e nas greves gerais que ocorreram naquele período.
No PT, lutamos juntos contra o caminho de traição que a direção lulista trilhava. Em 1994, quando fui candidata pela primeira vez, Roberto coordenou e executou minha campanha. Na verdade, ele foi fundamental em todas as minhas campanhas, e em todos os meus mandatos. Quando Lula ganhou as eleições, em 2002, a correta elaboração política de Roberto nos levou a estarmos preparados para o que viria a seguir. Ele não hesitou nem um segundo na determinação de manter a nossa coerência, enfrentando Lula e a direção do partido. Como membro da direção nacional do PT cumpriu um papel determinante nesse processo. Incontáveis as vezes que fomos juntos, eu, ele e o Babá, visitar a Heloísa Helena em seu gabinete no Senado para articular o enfrentamento ao governo, e depois para arquitetar o novo partido. Se a história faz o homem, e faz, não é menos certo que o homem faz a história. A minha posição de deputada federal fez com que eu tivesse maior visibilidade, mas não tenham dúvida de que o Roberto fez essa história junto comigo.
Em 2006, Roberto foi nosso candidatado a governador. Era a primeira eleição do PSOL e o desafio de reconquistar o meu mandato de deputada federal, agora pelo PSOL, era enorme. O desempenho de Roberto nos debates, mostrando a seriedade do PSOL, as nossas propostas para o Estado e a combatividade do nosso jovem partido, foram decisivos para que eu obtivesse os mais de 186 mil votos que garantiram ao PSOL a conquista de uma cadeira na Câmara Federal. Depois disso, em 2008, muitos apostavam que ele iria aproveitar o recall da campanha de governador para eleger-se vereador. Não quis, pois sabia que a sua experiência seria fundamental para coordenar a minha campanha de prefeita e garantir a eleição de Pedro Ruas. Assim, conseguimos fazer uma bela campanha para a prefeitura, conquistando quase 10% dos votos dos porto-alegrenses, e elegemos dois vereadores. Um fenômeno para um partido com poucos recursos, pouco tempo de televisão e pouco tempo de existência. Nos bastidores, como presidente do PSOL, Roberto foi fundamental nessa vitória também.
Foi também como presidente do partido que Roberto articulou as denúncias de corrupção que fizemos e coordenou a campanha pelo Fora Yeda. Mesmo sem ter um deputado estadual, o PSOL conseguiu ter um protagonismo decisivo no combate a governadora e suas falcatruas. Essa posição que conquistamos em muito se deve à postura corajosa de Roberto, sempre buscando inserir o partido na conjuntura política, intervindo na realidade em defesa dos interesses do povo. Se ele fosse deputado estadual naquele momento, podem ter certeza que a vida dos corruptos ficaria ainda mais difícil!
Como vocês podem ver, são poucos, muito poucos os militantes da estirpe do Roberto. É por isso que, mesmo tendo enorme carinho e orgulho de todos os candidatos do PSOL, tenho a ousadia de pedir o teu apoio à candidatura de Roberto Robaina. Como deputado estadual ele vai ter a oportunidade de mostrar a todos os que buscam uma luz no fim do túnel de uma política cada vez mais desacreditada – pois infestada de carreiristas e corruptos – que o PSOL tem quadros com capacidade, coerência, combatividade e trajetória para oferecer. Roberto Robaina é um desses indispensáveis.
Grande abraço e boa luta!
Luciana Genro
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Na rua conversando...
Hoje comecei o chamado corpo a corpo. É incrível. Sou militante há muitos anos e durante os anos 80 minha adrenalina eram as poderosas greves que tive a sorte de participar. Agora temos menos greves. Espero que tenhamos um novo ascenso das lutas sociais e desta forma possamos ter estes momentos como momentos determinantes da política. Na situação atual o momento político privilegiado tem sido as eleições. É quando o povo tem maior interesse ou pelo menos é mais estimulado a dar sua opinião. Nós mesmos, militantes da esquerda, temos que ir mais a campo. Pela primeira vez sou candidato a deputado ou a qualquer cargo legislativo. Participei em 2006 como candidato a governador, mas realmente a experiência era diferente porque meu eixo eram os debates na TV, não o corpo a corpo. Quando fazia o corpo a corpo era para pedir votos para Luciana Genro. Fiz isso com orgulho e o mandato de Luciana mostrou porque tenho este orgulho de ter ajudado sua reeleição. Agora mais uma vez minha campanha é por Luciana. Mas peço o voto para ela de deputada federal e para mim mesmo para deputado estadual. Estou pedindo também com certo orgulho porque, sem falsa modéstia, acho que mereço.
Conversei hoje com muita gente: comerciários, vendedores de jornais, trabalhadores da limpeza desta empresa que explora os trabalhadores da limpeza chamada Cotravipa, com aposentadas, enfim, com muita gente. Andei horas pelo centro, com militantes do PSOL, o Gilvrando, o Apoena, e me encontrei com mais de uma dezena de militantes firmes de nossas juventude às 11 horas na ladeira e depois as 17 na praça Glênio Peres. Foi um dia muito produtivo. Uma imersão no povo. Neste contato a gente aprende muito. Tem, é claro, pessoas alienadas, sem nenhuma informação sobre o que ocorre na política. Mas encontrei também muitas pessoas muito conscientes: a operária da Cotravipa que sabe que sua empresa explora sem piedade, o vendedor da Zero Hora que acompanha as notícias lendo o jornal que vende e conhece a luta do PSOL contra o governo Yeda e a corrupção, a aposentada que disse que adora a Luciana, o soldado que disse que votaria no PSOL.
Durante a tarde, registro que estive com o Ruas (nosso governador) e a vereadora Fernanda, visitando o sindicato dos advogados. Fomos recebidos muito bem, como sempre, pelo seu presidente Doutor De Los Santos. Amanha às 04h30min minha atividade começa na Sopal, conversando com os rodoviários na entrada do primeiro turno. Até a próxima.
Conversei hoje com muita gente: comerciários, vendedores de jornais, trabalhadores da limpeza desta empresa que explora os trabalhadores da limpeza chamada Cotravipa, com aposentadas, enfim, com muita gente. Andei horas pelo centro, com militantes do PSOL, o Gilvrando, o Apoena, e me encontrei com mais de uma dezena de militantes firmes de nossas juventude às 11 horas na ladeira e depois as 17 na praça Glênio Peres. Foi um dia muito produtivo. Uma imersão no povo. Neste contato a gente aprende muito. Tem, é claro, pessoas alienadas, sem nenhuma informação sobre o que ocorre na política. Mas encontrei também muitas pessoas muito conscientes: a operária da Cotravipa que sabe que sua empresa explora sem piedade, o vendedor da Zero Hora que acompanha as notícias lendo o jornal que vende e conhece a luta do PSOL contra o governo Yeda e a corrupção, a aposentada que disse que adora a Luciana, o soldado que disse que votaria no PSOL.
Durante a tarde, registro que estive com o Ruas (nosso governador) e a vereadora Fernanda, visitando o sindicato dos advogados. Fomos recebidos muito bem, como sempre, pelo seu presidente Doutor De Los Santos. Amanha às 04h30min minha atividade começa na Sopal, conversando com os rodoviários na entrada do primeiro turno. Até a próxima.
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Começa a campanha eleitoral!
Uma das obrigações constitucionais dos deputados estaduais é de fiscalizar os atos dos governos. A Assembléia Legislativa não tem cumprido este dever. Como deputado estadual vou lutar para garantir que a fiscalização seja exercida e a corrupção combatida. Meu maior orgulho é ter, como presidente do PSOL desde sua fundação liderado com Pedro Ruas e Luciana Genro,as lutas contra a corrupção do governo Yeda.
Comecei minha atividade no movimento social em 1982 no julinho. Em 1984, ainda na época da ditadura militar, liderei as mobilizações pelas diretas já entre os estudantes. Nos anos 80 coordenei o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e liderei grandes greves da categoria em 1990.
Fui o primeiro candidato do PSOL ao governo do Estado, em 2006. Sou formado em História, escrevo ( tento) sobre a situação política, sociologia, filosofia, história e cultura. Vou lutar para representar com capacidade e tratar de honrar a esquerda na Assembléia Legislativa.
Hoje começa a disputa eleitoral. Quero que este espaço continue sendo um espaço de diálogo entre nós, como foi desde que entrei para a internet. Gostaria que todos vocês sugerissem e participassem da minha campanha à deputado estadual. Para fazermos da internet o que de fato deve ser feita, uma ferramenta para melhorar o mundo em que vivemos.
Peço a todos que queiram construir um mandato comigo que nos ajude. Repassando nossos materiais aos amigos, fazendo da nossa campanha uma ferramenta de mudança e esperança. Nós não temos o dinheiro dos grandes partidos, nem o mesmo tempo de TV. Como diz Ruas " O PSOL é um partido pobre como nosso povo, mas honesto como nosso povo.." Toda ajuda será mais que vinda!
Conto com o apoio de vocês para construirmos juntos a mudança.
A esquerda vota PSOL. Nao esqueça, vamos juntos renovar o mandato de Luciana Genro e conquistar novas cadeiras para o partido do socialismo e da liberdade
Comecei minha atividade no movimento social em 1982 no julinho. Em 1984, ainda na época da ditadura militar, liderei as mobilizações pelas diretas já entre os estudantes. Nos anos 80 coordenei o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e liderei grandes greves da categoria em 1990.
Fui o primeiro candidato do PSOL ao governo do Estado, em 2006. Sou formado em História, escrevo ( tento) sobre a situação política, sociologia, filosofia, história e cultura. Vou lutar para representar com capacidade e tratar de honrar a esquerda na Assembléia Legislativa.
Hoje começa a disputa eleitoral. Quero que este espaço continue sendo um espaço de diálogo entre nós, como foi desde que entrei para a internet. Gostaria que todos vocês sugerissem e participassem da minha campanha à deputado estadual. Para fazermos da internet o que de fato deve ser feita, uma ferramenta para melhorar o mundo em que vivemos.
Peço a todos que queiram construir um mandato comigo que nos ajude. Repassando nossos materiais aos amigos, fazendo da nossa campanha uma ferramenta de mudança e esperança. Nós não temos o dinheiro dos grandes partidos, nem o mesmo tempo de TV. Como diz Ruas " O PSOL é um partido pobre como nosso povo, mas honesto como nosso povo.." Toda ajuda será mais que vinda!
Conto com o apoio de vocês para construirmos juntos a mudança.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Pré-sal representaria lucro de US$ 10 trilhões para o País
Especialista aponta benefícios do monopólio estatal do petróleo e estima valores que o Brasil lucraria com as reservas
A matriz energética do petróleo não será substituída tão cedo. Com a escassez do produto, ele deixará de ser uma simples commodity. Países que têm reservas não assinam contrato de concessão. No Brasil, o pré-sal representa um lucro estimado de US$ 10 trilhões. Essas foram algumas das opiniões emitidas nesta quarta-feira, 23, pelo engenheiro mecânico Paulo Metri, conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae) e funcionário da Comissão Nacional de Engenharia Nuclear (CNEN), durante o seminário Pré-Sal: Fonte de Riqueza, Poder e Discórdia, realizado na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.
Segundo Metri, 28% da área do pré-sal já foi negociada. Ele apresentou estudos que projetam uma demanda mundial de 106 milhões de barris por dia, em 2030. Sem contar as novas descobertas, essas demandas representariam um déficit de 75 milhões de barris por dia. "Assim, como os governos precisam das companhias de petróleo para assegurar o suprimento de derivados que garantem a operação das suas economias, as companhias precisam dos governos para proteger seus campos de petróleo no exterior e rotas de transporte que garantam seus lucros", ressaltou Metri, ao defender uma política energética que beneficie o desenvolvimento do Brasil.
Ao relatar o histórico da criação do Petrobras, após o movimento popular "O petróleo é nosso", entre 1948 e 1953, Metri destacou que "o modelo do monopólio estatal no setor de petróleo não transfere patrimônio da sociedade para o setor privado; a empresa estatal atua com maior respeito à sociedade; permite ação geopolítica e estratégica por parte do Estado; permite produção do petróleo de forma não predatória; e permite a adequação da curva de oferta do país à sua curva de demanda."
Metri afirmou ainda que o modelo do monopólio estatal no setor de petróleo permite o atendimento de políticas públicas, como a maximização das compras locais, da geração de mão de obra e da realização de desenvolvimento tecnológico no país, além da minimização do impacto no meio ambiente, da oferta de derivados subsidiados para o consumo de populações carentes etc. Entre os exemplos de atendimento a políticas públicas, Metri apontou que Petrobras apoiou várias universidades e centros de pesquisas no país, à medida que precisava deles.
O especialista lamentou que nos anos 1990, a Constituição de 1988 tenha sido modificada com a criação da Lei 9.478, de 1997, "danosa para nossa sociedade, através de providências diversas, algumas eticamente questionáveis", comentou. "O monopólio estatal do petróleo, com a Petrobras sendo sua executora, é melhor para a sociedade do que ter um oligopólio estrangeiro privado atuando no país".
Sobre o novo marco regulatório do setor, que substitui a Lei 9.478 para o pré-sal, enviado pelo Executivo ao Congresso, o engenheiro destacou a importância da iniciativa e do apoio que ela encontra na sociedade, por meio de um novo movimento popular. O seminário foi coordenado pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea e faz parte de uma série de eventos onde serão debatidos temas estratégicos para o desenvolvimento do País.
Fonte: socialismo.org.br
A matriz energética do petróleo não será substituída tão cedo. Com a escassez do produto, ele deixará de ser uma simples commodity. Países que têm reservas não assinam contrato de concessão. No Brasil, o pré-sal representa um lucro estimado de US$ 10 trilhões. Essas foram algumas das opiniões emitidas nesta quarta-feira, 23, pelo engenheiro mecânico Paulo Metri, conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae) e funcionário da Comissão Nacional de Engenharia Nuclear (CNEN), durante o seminário Pré-Sal: Fonte de Riqueza, Poder e Discórdia, realizado na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.
Segundo Metri, 28% da área do pré-sal já foi negociada. Ele apresentou estudos que projetam uma demanda mundial de 106 milhões de barris por dia, em 2030. Sem contar as novas descobertas, essas demandas representariam um déficit de 75 milhões de barris por dia. "Assim, como os governos precisam das companhias de petróleo para assegurar o suprimento de derivados que garantem a operação das suas economias, as companhias precisam dos governos para proteger seus campos de petróleo no exterior e rotas de transporte que garantam seus lucros", ressaltou Metri, ao defender uma política energética que beneficie o desenvolvimento do Brasil.
Ao relatar o histórico da criação do Petrobras, após o movimento popular "O petróleo é nosso", entre 1948 e 1953, Metri destacou que "o modelo do monopólio estatal no setor de petróleo não transfere patrimônio da sociedade para o setor privado; a empresa estatal atua com maior respeito à sociedade; permite ação geopolítica e estratégica por parte do Estado; permite produção do petróleo de forma não predatória; e permite a adequação da curva de oferta do país à sua curva de demanda."
Metri afirmou ainda que o modelo do monopólio estatal no setor de petróleo permite o atendimento de políticas públicas, como a maximização das compras locais, da geração de mão de obra e da realização de desenvolvimento tecnológico no país, além da minimização do impacto no meio ambiente, da oferta de derivados subsidiados para o consumo de populações carentes etc. Entre os exemplos de atendimento a políticas públicas, Metri apontou que Petrobras apoiou várias universidades e centros de pesquisas no país, à medida que precisava deles.
O especialista lamentou que nos anos 1990, a Constituição de 1988 tenha sido modificada com a criação da Lei 9.478, de 1997, "danosa para nossa sociedade, através de providências diversas, algumas eticamente questionáveis", comentou. "O monopólio estatal do petróleo, com a Petrobras sendo sua executora, é melhor para a sociedade do que ter um oligopólio estrangeiro privado atuando no país".
Sobre o novo marco regulatório do setor, que substitui a Lei 9.478 para o pré-sal, enviado pelo Executivo ao Congresso, o engenheiro destacou a importância da iniciativa e do apoio que ela encontra na sociedade, por meio de um novo movimento popular. O seminário foi coordenado pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea e faz parte de uma série de eventos onde serão debatidos temas estratégicos para o desenvolvimento do País.
Fonte: socialismo.org.br
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Projeto do PSOL que proibe propaganda que induza à prostituição foi aprovado pela Câmara
As mulheres venceram mais uma batalha contra a mercantilização dos seus corpos nessa quarta-feira (30). A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou , sem nenhum voto contrário, o projeto proposto pela bancado do PSOL( Pedro Ruas e Fernanda Melchionna) que proíbe em Porto Alegre propaganda que induza direta ou indiretamente à prostituição.
O projeto inclui no parágrafo 4 º do artigo 29 da Lei 8279/99 que regulamenta a publicidade na capital três novos artigos. Assim fica proibida ,30 dias após a publicação, a inclusão de peças que contenham qualquer conteúdo que induza direta ou indiretamente à prostituição. Tais como imagens de mulheres em anúncios de boates, casas noturnas e similares; e anúncios de estabelecimentos com expressões como “casa de massagens”, “relax para executivos” e “bebidas e acompanhantes”.
Na justificativa do projeto, os vereadores afirmaram que “ a prostituição é uma das formas mais degradantes de exploração das mulheres, levando ainda, a outros crimes, alguns deles hediondos, como aqueles que envolvem crianças e adolescentes”.
Fonte fernandapsol.com.br
O projeto inclui no parágrafo 4 º do artigo 29 da Lei 8279/99 que regulamenta a publicidade na capital três novos artigos. Assim fica proibida ,30 dias após a publicação, a inclusão de peças que contenham qualquer conteúdo que induza direta ou indiretamente à prostituição. Tais como imagens de mulheres em anúncios de boates, casas noturnas e similares; e anúncios de estabelecimentos com expressões como “casa de massagens”, “relax para executivos” e “bebidas e acompanhantes”.
Na justificativa do projeto, os vereadores afirmaram que “ a prostituição é uma das formas mais degradantes de exploração das mulheres, levando ainda, a outros crimes, alguns deles hediondos, como aqueles que envolvem crianças e adolescentes”.
Fonte fernandapsol.com.br
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Assembleia exige destituição da diretoria do DCE UFRGS
A atual gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), DCE Livre, obteve na noite de quarta, dia 23, um duro revés. Em Assembleia Geral, convocada por 1,4 mil estudantes de graduação, os cerca de 150 estudantes presentes aprovaram por unanimidade a destituição da atual diretoria.
O primeiro ponto de pauta foi a apresentação do relatório elaborado pela Comissão Estudantil de Investigação (CEI). Formada por 19 Centros e Diretórios Acadêmicos, durante três semanas procedeu as investigações que se dividiram entre depoimentos e análise de documentos. A CEI foi criada para averiguar as denúncias de Régis Coimbra, advogado da gestão DCE Livre, de apropriação indébita por parte do Presidente Renan Pretto e pelo Diretor de Relações Institucionais Marcel Van Hatten.Dinheiro desviado era para caixa dois de campanha
Apesar da diretoria do DCE ter se negado a depor e ter ameaçado de processo judicial os Centros e Diretórios Acadêmicos envolvidos na investigação, tornaram as provas apresentadas por Coimbra válidas. Um processo paralelo foi aberto na Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo DCE contra Coimbra. Neste processo Pretto apresentou diversas trocas de e-mail internos, exatamente as mesmas que o advogado havia apresentado à CEI. Estes e-mails, segundo a CEI, detalham o esquema de desvio de dinheiro realizado por Pretto e van Hatten. Os R$ 5 mil desviados foram para pagamento de contas da campanha ao DCE em 2009. Este fato ainda fere o Regimento Eleitoral que previa gastos de até R$ 2,6 mil.
Além da comprovação das denúncias que a originou, a CEI descobriu uma série de outras irregularidades e mau uso do dinheiro da entidade. O contador contratado era pai de um dos diretores, assim como a namorada de outra foi funcionária remunerada da gestão. A prática de nepotismo, entretanto, ficou em segundo plano quando se apresentou os R$ 7,5 mil com um plano de comunicação que foi ignorado pela gestão. Este valor corresponde a 20 meses de trabalho de um bolsista de assistência estudantil da UFRGS.
Estatuto da entidade foi ignorado
Diretores e colaboradores da gestão tiveram “serviços voluntários” remunerados, conforme prestação de contas parcial anexado ao relatório da Comissão. O Estatuto do DCE proíbe a remuneração da diretoria executiva e colaboradores.
A atual gestão também contraiu dívidas de ordem superior a duas mil UFIRs – a extinta Unidade Fiscal de Referência, utilizada pelo Estatuto aprovado no ano 2000 – o que não é permitido sem aprovação do Conselho das Entidades de Base, o fórum dos Centros e Diretórios acadêmicos.
Notas fantasmas e gasto com achocolatado
Um dos gastos mais surpreendentes foi um almoço numa churrascaria em um domingo. Entretanto, as investigações apontaram que o referido restaurante não abre aos domingos. Além de almoços e jantares, vários lanches foram realizados com o dinheiro da entidade, inclusive o tradicional achocolatado infantil Toddynho.
O uso para fins pessoais se estendeu a uma vaga de estacionamento mensal paga diretores do DCE.
Os apontamentos da Assembleia
O relatório da Comissão, aprovado pela Assembleia, apontou a imediata destituição de Renan Pretto e Marcel van Hatten por apropriação indébita. Os Vice-presidentes Claudia Thompson e João Leonardo Fracassi, bem como George Silvestre, Diretor de Planejamento, por acobertamento da ação. Os dois tesoureiros Tiago Bonetti e Alencar Volpatto por irresponsabilidade administrativa. Volpatto apresentou sua renúncia dia 22 de junho, dizendo não ter assumido o cargo e não ter qualquer responsabilidade sobre as ações da gestão. O resultado das investigações será levado ao Ministério Público Federal e Estadual.
Para que a destituição seja efetivada é necessário que 50% mais um dos votantes da última eleição tomem esta decisão. Isso representa cerca de 2,4 mil estudantes. Nova Assembleia está marcada para 1º de setembro, seguida de plebiscito no dia seguinte, com urna em todos os campi da UFRGS, para que os estudantes decidam em última instância pela destituição da diretoria executiva.
Fonte: fernandapsol.com.br
O primeiro ponto de pauta foi a apresentação do relatório elaborado pela Comissão Estudantil de Investigação (CEI). Formada por 19 Centros e Diretórios Acadêmicos, durante três semanas procedeu as investigações que se dividiram entre depoimentos e análise de documentos. A CEI foi criada para averiguar as denúncias de Régis Coimbra, advogado da gestão DCE Livre, de apropriação indébita por parte do Presidente Renan Pretto e pelo Diretor de Relações Institucionais Marcel Van Hatten.Dinheiro desviado era para caixa dois de campanha
Apesar da diretoria do DCE ter se negado a depor e ter ameaçado de processo judicial os Centros e Diretórios Acadêmicos envolvidos na investigação, tornaram as provas apresentadas por Coimbra válidas. Um processo paralelo foi aberto na Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo DCE contra Coimbra. Neste processo Pretto apresentou diversas trocas de e-mail internos, exatamente as mesmas que o advogado havia apresentado à CEI. Estes e-mails, segundo a CEI, detalham o esquema de desvio de dinheiro realizado por Pretto e van Hatten. Os R$ 5 mil desviados foram para pagamento de contas da campanha ao DCE em 2009. Este fato ainda fere o Regimento Eleitoral que previa gastos de até R$ 2,6 mil.
Além da comprovação das denúncias que a originou, a CEI descobriu uma série de outras irregularidades e mau uso do dinheiro da entidade. O contador contratado era pai de um dos diretores, assim como a namorada de outra foi funcionária remunerada da gestão. A prática de nepotismo, entretanto, ficou em segundo plano quando se apresentou os R$ 7,5 mil com um plano de comunicação que foi ignorado pela gestão. Este valor corresponde a 20 meses de trabalho de um bolsista de assistência estudantil da UFRGS.
Estatuto da entidade foi ignorado
Diretores e colaboradores da gestão tiveram “serviços voluntários” remunerados, conforme prestação de contas parcial anexado ao relatório da Comissão. O Estatuto do DCE proíbe a remuneração da diretoria executiva e colaboradores.
A atual gestão também contraiu dívidas de ordem superior a duas mil UFIRs – a extinta Unidade Fiscal de Referência, utilizada pelo Estatuto aprovado no ano 2000 – o que não é permitido sem aprovação do Conselho das Entidades de Base, o fórum dos Centros e Diretórios acadêmicos.
Notas fantasmas e gasto com achocolatado
Um dos gastos mais surpreendentes foi um almoço numa churrascaria em um domingo. Entretanto, as investigações apontaram que o referido restaurante não abre aos domingos. Além de almoços e jantares, vários lanches foram realizados com o dinheiro da entidade, inclusive o tradicional achocolatado infantil Toddynho.
O uso para fins pessoais se estendeu a uma vaga de estacionamento mensal paga diretores do DCE.
Os apontamentos da Assembleia
O relatório da Comissão, aprovado pela Assembleia, apontou a imediata destituição de Renan Pretto e Marcel van Hatten por apropriação indébita. Os Vice-presidentes Claudia Thompson e João Leonardo Fracassi, bem como George Silvestre, Diretor de Planejamento, por acobertamento da ação. Os dois tesoureiros Tiago Bonetti e Alencar Volpatto por irresponsabilidade administrativa. Volpatto apresentou sua renúncia dia 22 de junho, dizendo não ter assumido o cargo e não ter qualquer responsabilidade sobre as ações da gestão. O resultado das investigações será levado ao Ministério Público Federal e Estadual.
Para que a destituição seja efetivada é necessário que 50% mais um dos votantes da última eleição tomem esta decisão. Isso representa cerca de 2,4 mil estudantes. Nova Assembleia está marcada para 1º de setembro, seguida de plebiscito no dia seguinte, com urna em todos os campi da UFRGS, para que os estudantes decidam em última instância pela destituição da diretoria executiva.
Fonte: fernandapsol.com.br
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Capitalismo acumula saldo de 1,2 bilhão de famintos no mundo
Aurelio Gil Beroes
A fome é o mais cru testemunho da pobreza e um dos principais indicadores da injustiça no mundo atual.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em seu informe de junho de 2009, 1 bilhão 20 milhões de pessoas, a maior cifra na história, padecem de fome no mundo.
O diretor desse organismo internacional Jacques Diouf e a Diretora do Programa Mundial de Alimentos (PMA) Josette Sheeran apresentaram as cifras como resultado da crise econômica global e dos altos preços dos alimentos.
Os dados assinalam que não só aumentou o número absoluto de pessoas famintas no mundo, mas que em três anos aumentou também a porcentagem da população que passa fome.
Segundo o diretor da FAO, graças à perigosa mistura de crise econômica e altos preços dos alimentos, em 2008, outras 100 milhões de pessoas entraram na categoría de famintos, o que supõe um incremento de 11%.
Na atualidade, uma de cada 6 pessoas no mundo padece de fome.
Origem da fome
Nos diferentes períodos da história, o homem lutou para satisfazer as necessidades básicas de alimentação, teto e vestimento. Em sua longa relação com a natureza, transformou e utilizou os recursos que esta lhe oferece para satisfazer essas necessidades. Sem embargo, as possibilidades estiveram sempre limitadas pelas técnicas de aproveitamento e pelas dimensões da demanda.
Na pré-história da espécie humana e nos posteriores períodos dos modos de produção escravista e feudal, a pobreza teve uma presença marcante, devido à escassez de recursos. O precário desenvolvimento da ciência e da tecnología limitava a produtividade do trabalho e de alguma maneira gerava pobreza e fome.
A panaceia capitalista
Com o advento do modo de produção capitalista, muitos teóricos pensaram que sobreviria o fim da pobreza e da fome no mundo, devido aos acelerados níveis de crescimento da indústria. Pensou-se que a humanidade avançava para o reino da abundância de recursos e produtos. Sem embargo, com o capitalismo como modo de produção dominante no mundo hoje, a pobreza e a fome não só se mantiveram como se incrementaram, do mesmo modo que muitas outras calamidades que são inerentes a esse sistema produtivo.
Paradoxalmente, o acelerado crescimento da produtividade do trabalho no capitalismo faz com que milhões de pessoas aptas para o trabalho não encontrem emprego, já que são desnecessárias para o capital. Sem emprego, essas pessoas não têm remuneração e, sem remuneração, não podem participar do consumo nem da distribuição da riqueza gerada. Dessa forma, sendo aptos para o trabalho e necessitando-o, não têm oportunidade. Assim, passam a engrossar o exército de desempregados e se afundam na pobreza e na fome.
Diferentes causas
“As razões pelas quais os escravos viviam na pobreza são muito diferentes das pelas quais se encontram na pobreza os operários de hoje em dia. De modo que, ainda que a pobreza sempre haja existido, não é da mesma natureza, como não o são tampouco as causas que a geraram nos distintos regimes sociais”, diz o economista salvadorenho Aquiles Montoya, em seu trabalho É possível abater a pobreza no capitalismo?, localizável na Web.
“A pobreza” – sustenta Montoya – “tem um caráter histórico que é preciso desentranhar em cada momento, a fim de poder pensar em alternativas possíveis para sua resolução no caso particular ou específico que nos ocupa”.
“As generalidades como as generalizações” – afirma – “a miúdo não brindam os resultados esperados”.
“Assim, aqueles que sustentam, sem mais nem menos, que a pobreza sempre existiu e que, por isso, sempre existirá, não entendem que o capitalismo gera sua própria pobreza”, afirma.
E sentencia: “Portanto, resulta ilusório creer que o simples crescimento econômico (capitalista) conduzirá, por si mesmo, à eliminação da pobreza”.
Outras causas
Mas o capitalismo não só gera sua própria pobreza pela exclusão dos trabalhadores dos processos produtivos. Esta circunstância, a miúdo, se vê agravada pela influência e pelo peso global de suas crises, as quais arrastam atrás de si economias inteiras e a sorte de milhões de seres humanos.
Um exjmplo dessa realidade é a situação gerada pela bancarrota de centenas de bancos hipotecários nos Estados Unidos, que pôs na miséria milhões de familias nesse país, privándo-as de casas, de empregos e das poupanças feitas durante anos de trabalho.
A crise hipotecária da banca estadunidense provocou a queda de várias economias europeias (Grécia, Hungria, Itália e Espanha, entre outras), que hoje se afundam na insolvência e obrigam os governos a reduzir gastos sociais, salários e custos, lançando no desemprego centenas de milhares de trabalhadores.
Esses trabalhadores com serviços sociais e salários reduzidos, e sem emprego, se somam às fileiras dos pobres e famintos do mundo, em consequência da crise capitalista.
Dessa forma, frente ao leque de produtos que pode oferecer a indústria capitalista, se encontra um amplo setor da população sem dinheiro para aceder a esses produtos.
Preços altos
É imperativo assinalar que, à par do crescimento da pobreza, também se incrementou os preços dos alimentos. E isso ocorre porque se vive também uma verdadeira crise alimentar capitalista pela inflação nos preços, crise na qual estão presentes fatores políticos e econômicos.
Por um lado, estão as políticas que traçam o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio e o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos, que recomendam incrementos da assistência alimentar, liberalizar o comércio agrícola e introducir cultivos transgênicos, linhas que levaram à quebra agrícola dos países do sul.
E, por outro, as grandes transnacionais dos grãos, dos fertilizantes e do transporte de alimentos: Yara Fertilizer, Cargill, Archer Daniels Midland, Syngenta, Du Pont e Monsanto, que controlam a produção agrícola mundial e manipulam os preços das diferentes rubricas.
A isso há que se somar a incidência que tiveram nos preços a mudança climática e o desvío da produção agrícola para a produção de combustíveis alternativos.
Segundo o pesquisador Eric Holt Giménez, diretor do Institute for Food en Development Policy, em seu artigo Crise Mundial de Alimentos: Que há detrás e qué podemos fazer (localizável na internet), o Banco Mundial informou que nos últimos três anos os preços se elevaram em 83%, enquanto que a FAO registra um aumento de 45% em seu índice de preços nos últimos nove meses.
Mudança climática
A mudança climática, longe de exonerar de responsabilidade o sistema capitalista em relação à produção e aos preços dos alimentos, mais bem o inculpa. E isso em razão do aproveitamento depredador que o capitalismo faz dos recursos naturais na produção industrial. Contaminaram mares e ríos, devastaram bosques, desertificaram enormes extensões de terra fértil e acabaram com milhares de espécies animais no altar capitalista do lucro.
A isso haveria que somar, a profusão de gases de efeito estufa dos países capitalistas e a incidência que sobre o mercado dos alimentos teve o aproveitamento da mandioca e das oleaginosas para a produção de combustível alternativo.
Porcentagem mais elevada
O diretor da FAO Jacques Diouf, ao apresentar o informe citado linhas acima, disse que, graças à perigosa mistura de crise econômica (refere-se à crise que vive o capitalismo em ambos os lados do Atlântico) e altos preços dos alimentos, só em 2008, 100 milhões de pessoas entraram na categoria de famintos. Um incremento de 11%.
Assegurou que, em 2008, a cifra se incrementou em todas as regiões do mundo, inclusive no grupo dos países desenvolvidos, onde o incremento (15,4%) foi o maior do planeta.
Fonte: Fundação Lauro Campos, citando Agencia Bolivariana de Noticias
A fome é o mais cru testemunho da pobreza e um dos principais indicadores da injustiça no mundo atual.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em seu informe de junho de 2009, 1 bilhão 20 milhões de pessoas, a maior cifra na história, padecem de fome no mundo.
O diretor desse organismo internacional Jacques Diouf e a Diretora do Programa Mundial de Alimentos (PMA) Josette Sheeran apresentaram as cifras como resultado da crise econômica global e dos altos preços dos alimentos.
Os dados assinalam que não só aumentou o número absoluto de pessoas famintas no mundo, mas que em três anos aumentou também a porcentagem da população que passa fome.
Segundo o diretor da FAO, graças à perigosa mistura de crise econômica e altos preços dos alimentos, em 2008, outras 100 milhões de pessoas entraram na categoría de famintos, o que supõe um incremento de 11%.
Na atualidade, uma de cada 6 pessoas no mundo padece de fome.
Origem da fome
Nos diferentes períodos da história, o homem lutou para satisfazer as necessidades básicas de alimentação, teto e vestimento. Em sua longa relação com a natureza, transformou e utilizou os recursos que esta lhe oferece para satisfazer essas necessidades. Sem embargo, as possibilidades estiveram sempre limitadas pelas técnicas de aproveitamento e pelas dimensões da demanda.
Na pré-história da espécie humana e nos posteriores períodos dos modos de produção escravista e feudal, a pobreza teve uma presença marcante, devido à escassez de recursos. O precário desenvolvimento da ciência e da tecnología limitava a produtividade do trabalho e de alguma maneira gerava pobreza e fome.
A panaceia capitalista
Com o advento do modo de produção capitalista, muitos teóricos pensaram que sobreviria o fim da pobreza e da fome no mundo, devido aos acelerados níveis de crescimento da indústria. Pensou-se que a humanidade avançava para o reino da abundância de recursos e produtos. Sem embargo, com o capitalismo como modo de produção dominante no mundo hoje, a pobreza e a fome não só se mantiveram como se incrementaram, do mesmo modo que muitas outras calamidades que são inerentes a esse sistema produtivo.
Paradoxalmente, o acelerado crescimento da produtividade do trabalho no capitalismo faz com que milhões de pessoas aptas para o trabalho não encontrem emprego, já que são desnecessárias para o capital. Sem emprego, essas pessoas não têm remuneração e, sem remuneração, não podem participar do consumo nem da distribuição da riqueza gerada. Dessa forma, sendo aptos para o trabalho e necessitando-o, não têm oportunidade. Assim, passam a engrossar o exército de desempregados e se afundam na pobreza e na fome.
Diferentes causas
“As razões pelas quais os escravos viviam na pobreza são muito diferentes das pelas quais se encontram na pobreza os operários de hoje em dia. De modo que, ainda que a pobreza sempre haja existido, não é da mesma natureza, como não o são tampouco as causas que a geraram nos distintos regimes sociais”, diz o economista salvadorenho Aquiles Montoya, em seu trabalho É possível abater a pobreza no capitalismo?, localizável na Web.
“A pobreza” – sustenta Montoya – “tem um caráter histórico que é preciso desentranhar em cada momento, a fim de poder pensar em alternativas possíveis para sua resolução no caso particular ou específico que nos ocupa”.
“As generalidades como as generalizações” – afirma – “a miúdo não brindam os resultados esperados”.
“Assim, aqueles que sustentam, sem mais nem menos, que a pobreza sempre existiu e que, por isso, sempre existirá, não entendem que o capitalismo gera sua própria pobreza”, afirma.
E sentencia: “Portanto, resulta ilusório creer que o simples crescimento econômico (capitalista) conduzirá, por si mesmo, à eliminação da pobreza”.
Outras causas
Mas o capitalismo não só gera sua própria pobreza pela exclusão dos trabalhadores dos processos produtivos. Esta circunstância, a miúdo, se vê agravada pela influência e pelo peso global de suas crises, as quais arrastam atrás de si economias inteiras e a sorte de milhões de seres humanos.
Um exjmplo dessa realidade é a situação gerada pela bancarrota de centenas de bancos hipotecários nos Estados Unidos, que pôs na miséria milhões de familias nesse país, privándo-as de casas, de empregos e das poupanças feitas durante anos de trabalho.
A crise hipotecária da banca estadunidense provocou a queda de várias economias europeias (Grécia, Hungria, Itália e Espanha, entre outras), que hoje se afundam na insolvência e obrigam os governos a reduzir gastos sociais, salários e custos, lançando no desemprego centenas de milhares de trabalhadores.
Esses trabalhadores com serviços sociais e salários reduzidos, e sem emprego, se somam às fileiras dos pobres e famintos do mundo, em consequência da crise capitalista.
Dessa forma, frente ao leque de produtos que pode oferecer a indústria capitalista, se encontra um amplo setor da população sem dinheiro para aceder a esses produtos.
Preços altos
É imperativo assinalar que, à par do crescimento da pobreza, também se incrementou os preços dos alimentos. E isso ocorre porque se vive também uma verdadeira crise alimentar capitalista pela inflação nos preços, crise na qual estão presentes fatores políticos e econômicos.
Por um lado, estão as políticas que traçam o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio e o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos, que recomendam incrementos da assistência alimentar, liberalizar o comércio agrícola e introducir cultivos transgênicos, linhas que levaram à quebra agrícola dos países do sul.
E, por outro, as grandes transnacionais dos grãos, dos fertilizantes e do transporte de alimentos: Yara Fertilizer, Cargill, Archer Daniels Midland, Syngenta, Du Pont e Monsanto, que controlam a produção agrícola mundial e manipulam os preços das diferentes rubricas.
A isso há que se somar a incidência que tiveram nos preços a mudança climática e o desvío da produção agrícola para a produção de combustíveis alternativos.
Segundo o pesquisador Eric Holt Giménez, diretor do Institute for Food en Development Policy, em seu artigo Crise Mundial de Alimentos: Que há detrás e qué podemos fazer (localizável na internet), o Banco Mundial informou que nos últimos três anos os preços se elevaram em 83%, enquanto que a FAO registra um aumento de 45% em seu índice de preços nos últimos nove meses.
Mudança climática
A mudança climática, longe de exonerar de responsabilidade o sistema capitalista em relação à produção e aos preços dos alimentos, mais bem o inculpa. E isso em razão do aproveitamento depredador que o capitalismo faz dos recursos naturais na produção industrial. Contaminaram mares e ríos, devastaram bosques, desertificaram enormes extensões de terra fértil e acabaram com milhares de espécies animais no altar capitalista do lucro.
A isso haveria que somar, a profusão de gases de efeito estufa dos países capitalistas e a incidência que sobre o mercado dos alimentos teve o aproveitamento da mandioca e das oleaginosas para a produção de combustível alternativo.
Porcentagem mais elevada
O diretor da FAO Jacques Diouf, ao apresentar o informe citado linhas acima, disse que, graças à perigosa mistura de crise econômica (refere-se à crise que vive o capitalismo em ambos os lados do Atlântico) e altos preços dos alimentos, só em 2008, 100 milhões de pessoas entraram na categoria de famintos. Um incremento de 11%.
Assegurou que, em 2008, a cifra se incrementou em todas as regiões do mundo, inclusive no grupo dos países desenvolvidos, onde o incremento (15,4%) foi o maior do planeta.
Fonte: Fundação Lauro Campos, citando Agencia Bolivariana de Noticias
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Reintegrado finalmente
Reproduzo o artigo do companheiro Rogério Benites, liderança do PSOL em Livramento e pré-candidato a deputado federal.
Estava difícil a minha REINTEGRAÇAO na Santa Casa, na segunda estive com o Claudio Marmontel o administrador para saber quando iria assumir novamente, me colocando a disposição da empresa, após minha vitória na eleição da CIPA na ultima sexta-feira, dia 18 de junho. Ele então marcou reunião para quarta à tarde.
Na quarta, me reuni novamente com o Claudio, Edemar do até è pecado falar o nome da instituição que eles usam (HMD), e o novo administrador o Sr. Antonio, recém chegado à cidade, depois de meia hora falando a respeito do plano de recuperação do hospital, me disse que eu iria passar a trabalhar a partir do dia 23 de junho no arquivo médico das 08h00min ao meio dia e das 13h30min às 18h00min.
De imediato disse a ele, que eu pensava e queria acreditar que esta è uma nova gestão, entretanto continuam com as mesmas práticas, de assédio moral, ao qual eu não iria aceitar, e nem permitir, pois sou PORTEIRO, e meu contrato è de 6 horas.
Segundo a sentença eu deveria retornar, conforme antes de ser demitido na portaria das 07h00min às 13h00min, porém não houve acordo, retirei-me, haja vista, que a reunião não avançara, formou-se um grande impasse.
Na manha de quarta-feira 23, retornei ao hospital, novamente reuni-me com o novo administrador o Sr. Antonio, avançamos e conseguimos chegar a um ACORDO, onde eu trabalharia "temporariamente" no arquivo das 7 às 13 horas, o, porém è que de tarde quando fui pegar a chave do arquivo para ir trabalhar, a coordenadora do setor me encaminhou ao departamento de pessoal, dizendo que eu teria que aceitar a função, pois o Seu Antonio teria voltado atrás.
Hoje dia 24 de junho de 2010, as 08h00min em ponto eu estava no hospital, disposto a negociar minha REINTEGRAÇÄO, novamente, ma para alivio e minha felicidade a Marisa do departamento me disse que eu iria trabalhar na PORTARIA interna, no pátio na realidade, das 07h00min às 13h00min, ou seja, chegamos a um ACORDO.
Foi meu primeiro dia de trabalho depois de três anos afastado, por ter sido DEMITIDO injustamente, ilegalmente pela antiga administração em conjunto com a direção do próprio sindicato, pois eles sabiam que eu tinha uma chapa de oposição ao sindicato e que eu seria vencedor.
Passei meu dedo no relógio ponto, registrei-me novamente na instituição, e, não podia acreditar o número que apareceu no relógio ponto, algo está escrito, ele mesmo 5080
Finalmente fui REINTEGRADO, obrigado meu Deus, muito obrigado a todos e todas que me ajudaram, a minha família, aos amigos, a direção do partido em especial a deputada federal Luciana Genro, Pedro Ruas e ao presidente estadual Roberto Robaìna, que sempre estiveram junto comigo, venci o inimigo invencível, os corruptos os que me perseguiram, os que diziam que eu tinha vendido minha estabilidade, agora devem estar de queixos caídos, pois desconhecem os meio jurídicos.
Este dia 24 de junho ficará marcado na história, como um sinal, um símbolo a sociedade, ele voltou Rogério Benites, conseguiu, ele tinha razão, ele era funcionário da Santa Casa mesmo.
Eu lutei, sempre mantive as esperanças, acreditei, venci mais uma batalha, entretanto agora tenho responsabilidade maior, pois além de liderança política do PSOL e candidato a deputado federal, sou novamente reconhecido como funcionário da Santa Casa de Misericórdia de Sant`Ana do Livramento, RS.
Vou lutar pela saúde e pela instituição como sempre fiz, pois acredito que afinal o povo santanense deve fazer justiça através do sufrágio universal no próximo pleito, retirando os governantes e seus partidos, que não responderam as necessidades sociais de nosso povo, fechando o hospital por cinco meses, abandonando-nos por completo.
Estava difícil a minha REINTEGRAÇAO na Santa Casa, na segunda estive com o Claudio Marmontel o administrador para saber quando iria assumir novamente, me colocando a disposição da empresa, após minha vitória na eleição da CIPA na ultima sexta-feira, dia 18 de junho. Ele então marcou reunião para quarta à tarde.
Na quarta, me reuni novamente com o Claudio, Edemar do até è pecado falar o nome da instituição que eles usam (HMD), e o novo administrador o Sr. Antonio, recém chegado à cidade, depois de meia hora falando a respeito do plano de recuperação do hospital, me disse que eu iria passar a trabalhar a partir do dia 23 de junho no arquivo médico das 08h00min ao meio dia e das 13h30min às 18h00min.
De imediato disse a ele, que eu pensava e queria acreditar que esta è uma nova gestão, entretanto continuam com as mesmas práticas, de assédio moral, ao qual eu não iria aceitar, e nem permitir, pois sou PORTEIRO, e meu contrato è de 6 horas.
Segundo a sentença eu deveria retornar, conforme antes de ser demitido na portaria das 07h00min às 13h00min, porém não houve acordo, retirei-me, haja vista, que a reunião não avançara, formou-se um grande impasse.
Na manha de quarta-feira 23, retornei ao hospital, novamente reuni-me com o novo administrador o Sr. Antonio, avançamos e conseguimos chegar a um ACORDO, onde eu trabalharia "temporariamente" no arquivo das 7 às 13 horas, o, porém è que de tarde quando fui pegar a chave do arquivo para ir trabalhar, a coordenadora do setor me encaminhou ao departamento de pessoal, dizendo que eu teria que aceitar a função, pois o Seu Antonio teria voltado atrás.
Hoje dia 24 de junho de 2010, as 08h00min em ponto eu estava no hospital, disposto a negociar minha REINTEGRAÇÄO, novamente, ma para alivio e minha felicidade a Marisa do departamento me disse que eu iria trabalhar na PORTARIA interna, no pátio na realidade, das 07h00min às 13h00min, ou seja, chegamos a um ACORDO.
Foi meu primeiro dia de trabalho depois de três anos afastado, por ter sido DEMITIDO injustamente, ilegalmente pela antiga administração em conjunto com a direção do próprio sindicato, pois eles sabiam que eu tinha uma chapa de oposição ao sindicato e que eu seria vencedor.
Passei meu dedo no relógio ponto, registrei-me novamente na instituição, e, não podia acreditar o número que apareceu no relógio ponto, algo está escrito, ele mesmo 5080
Finalmente fui REINTEGRADO, obrigado meu Deus, muito obrigado a todos e todas que me ajudaram, a minha família, aos amigos, a direção do partido em especial a deputada federal Luciana Genro, Pedro Ruas e ao presidente estadual Roberto Robaìna, que sempre estiveram junto comigo, venci o inimigo invencível, os corruptos os que me perseguiram, os que diziam que eu tinha vendido minha estabilidade, agora devem estar de queixos caídos, pois desconhecem os meio jurídicos.
Este dia 24 de junho ficará marcado na história, como um sinal, um símbolo a sociedade, ele voltou Rogério Benites, conseguiu, ele tinha razão, ele era funcionário da Santa Casa mesmo.
Eu lutei, sempre mantive as esperanças, acreditei, venci mais uma batalha, entretanto agora tenho responsabilidade maior, pois além de liderança política do PSOL e candidato a deputado federal, sou novamente reconhecido como funcionário da Santa Casa de Misericórdia de Sant`Ana do Livramento, RS.
Vou lutar pela saúde e pela instituição como sempre fiz, pois acredito que afinal o povo santanense deve fazer justiça através do sufrágio universal no próximo pleito, retirando os governantes e seus partidos, que não responderam as necessidades sociais de nosso povo, fechando o hospital por cinco meses, abandonando-nos por completo.
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domingo, 27 de junho de 2010
Para conhecer o Paraguai
"Pobreza, capangas e maconha: "El País" penetra nas terras da guerrilha do Paraguai
(27/06/2010)
Soledad Gallego-Díaz
Em Concepción (Paraguai)
Suspeito de pertencer ao EPP é assinalado em cartaz com procurados pela polícia paraguaia
No norte do Paraguai, no departamento de Concepción, a terra é vermelha e ampla, com belos e péssimos caminhos, salpicados de cupinzeiros e algumas manchas de florestas verdes e espessas. E, sobretudo, com enormes fazendas, mais de um milhão de cabeças de gado e dezenas de milhares de hectares, nos quais ninguém sabe muito bem qual a lei que vale: a do Estado ou a do fazendeiro.
Por aqui, em uma dessas matas, o pecuarista Fidel Zavala passou 93 dias acorrentado a uma rede e coberto por uma lona, até que em janeiro passado seus parentes pagaram US$ 500 mil de resgate, atirados em duas sacolas de um pequeno avião, em um ponto determinado por GPS. Aqui em Tacuatí também foi sequestrado em julho de 2008 o pecuarista Luis Lindstron, que pagou US$ 400 mil para recuperar a liberdade. Em Hugua Ñandú, a poucos quilômetros, atacaram e incendiaram a precária delegacia local, e dois policiais ficaram feridos.
Mas sobretudo é a terra onde uma única empresa, a Comercial e Imobiliária Paraguaia Argentina, Cipasa, chegou a ter, até pouco tempo atrás, mais de 400 mil hectares de terras, com 300 quilômetros de frente cercada.
Nada estranho no país que sofre certamente a distribuição de terra mais desigual e injusta do mundo e no qual há mais de um século os sucessivos governos presentearam a seus amigos ou venderam o território nacional. A Comissão de Verdade e Justiça, criada com a ajuda da ONU, estima que 64% das cessões realizadas desde 1954 --desde a chegada ao poder do ditador Alfredo Stroessner-- foram ilegais: centenas de milhares de hectares de terras invadidos e dezenas de milhares de agricultores despojados e maltratados.
O esforço para devolver a normalidade ao Paraguai, um país que o escritor e jornalista espanhol Rafael Barrett chegou a comparar, no início do século 20, com o Congo, por seu pavoroso histórico de "escravidão, tormento e assassinato" ("El Dolor Paraguayo" e "Lo que son los yerbales", ed. Capital Intelectual, 2010), é muito recente e precário. Começa praticamente com a eleição de Fernando Lugo para presidente, em 2008, porque se é verdade que a ditadura de Alfredo Stroessner acabou em 1989 os primeiros anos de democracia não mudaram em nada a situação.
O ex-presidente Andrés Rodríguez, por exemplo, que expulsou Stroessner quando este fechou sua firma de câmbio, já tinha se apossado de milhares de hectares e aproveitou o cargo para se apoderar de outros 2 mil. Foi o primeiro presidente democrático, para dizer algo, mas segundo o governo dos EUA o general Rodríguez também era o chefe do chamado Cartel do Paraguai, encarregado, como o próprio Stroessner, de proteger os bandos de traficantes de maconha e as fabulosas redes de contrabando que operavam e operam no país.
Ciudad del Este, na chamada "tríplice fronteira", é o olho do furacão de todo esse contrabando. Nasceu como cidade em 1957, no Alto Paraná, de frente para Iguaçu, Argentina e Brasil, e além de apresentar uma incrível grama de enormes armazéns e supermercados é o lugar de encontro de agentes de espionagem de meio mundo, representantes de vendedores de armas e traficantes de drogas, contrabandistas de objetos e de informação, que se movem como peixes na água no flexível território paraguaio.
Ali os americanos conseguiram capturar no último 15 de junho um dos supostos financistas do Hizbollah, Moussa Ali Handan, um libanês que agora espera sua imediata extradição. E ali se anunciou na quarta-feira, 16, que haverá um voo cargueiro direto a cada dez dias entre Ciudad del Este e Xangai. "Puro comércio informático-eletrônico", afirmam seus promotores, "que movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões por ano só nesta cidade."
Nada a ver com Concepción, San Pedro ou Amambay, os departamentos agrícolas do norte do país, onde se vive completamente à margem desse outro Paraguai e onde ninguém se importa muito com o que acontece. Aqui não há estradas nem supermercados, apenas caminhos de terra, superfícies desabitadas e enormes extensões de pasto que pertencem a algumas poucas fazendas de gado, em sua maioria propriedade de latifundiários de empresas brasileiras, como a famosa Mate Laranjeira, que nunca foi conhecida por sua submissão a outra lei que não a sua própria.
Em boa parte dessas fazendas, os poucos peões necessários para a faina vivem ali mesmo, às vezes com suas famílias, reunidos em pequenos grupos junto à casa do capataz e talvez na casa grande, quase sempre vazia, que o dono mandou construir. Dão-lhes comida, combustível, abrigo, "um pequeno salário" e horários muito restritos: inclusive no domingo, quando aproveitam para visitar vizinhos ou formar a torcida de um pequeno time de futebol local, têm de voltar a cruzar a cerca antes que anoiteça.
Também moram ali, para sua tristeza, e bem longe dos currais onde se cuidam das novilhas, pequenas comunidades indígenas que ficaram congeladas no meio das enormes fazendas e que sobrevivem em choças de madeira e palha sem a menor assistência nem ajuda.
Lirio Benítez é o dirigente de uma dessas comunidades, enterrada na fazenda Agüerito. Identifica-se como pertencente à etnia pai tavyterá e veio ao nosso encontro quando entramos em seu território, atravessando a duras penas um caminho infame, o pior da fazenda, onde residem as 48 famílias de seu grupo. Afirma que esse pedaço de terreno encharcado se chama Hegua Hatý e que é dele há mais de 60 anos. Está aborrecido porque cortou no morro próximo algumas árvores, que agora as autoridades o proíbem de vender. Para culminar, diz que os fazendeiros, que querem que corte e venda madeira para abrir pastos, suprimiram os 15 quilos de comida por família que lhes entregavam por mês, certamente para que pressionem mais os órgãos oficiais e consigam acabar com a mata. "Com esses 15 quilos não chegamos a comer nem 15 dias", diz, magra e firme, sua mulher, Rosa.
Os indígenas não se mostram nada incomodados com a presença dos três jovens policiais que nos acompanham. Todos falam guarani entre si e brincam. Manuel, com seu fuzil M-14 de boca para baixo e um pesado colete à prova de balas, que o faz suar muito, tem apenas 23 anos e observa tranquilamente este diálogo, em castelhano, com um dos filhos de Lirio, Anastasio, 39 anos.
- Acredita que o EPP será de alguma ajuda para vocês?
- O EPP é uma ajuda. Ninguém faz isso. Ninguém presta atenção em nós. Eles ajudam.
- Os guerrilheiros passaram por aqui alguma vez?
- Eu não os vi.
Durante o sequestro de Lindstron, o EPP exigiu que a família entregasse dez cabeças de gado para determinadas etnias indígenas e que distribuísse cortes de carne em alguns bairros pobres de Assunção. Uma etnia se negou a receber o gado, alguns dizem que por medo das represálias dos fazendeiros e outros porque seus dirigentes estão cansados de que outros os utilizem para seus fins.
Aqui no norte seria difícil os indígenas rejeitarem as vacas. Sua pobreza extrema e total abandono transformam o território na zona quente do EPP, o terreno em que o comandante Alexander, cujo verdadeiro nome é Osvaldo Villalba Ayala, um jovem de cerca de 30 anos que vem de organizações sociais de raiz católica, pode se esconder e planejar novas ações e sequestros de proprietários de terras. Por ele e por sua pequena guerrilha, os pecuaristas exigem que os militares incursionem por morros e florestas para acossá-los e detê-los. Por ele, o presidente Lugo teve de aceitar um período de estado de exceção de 30 dias, que levou 3 mil soldados ao lugar, mas que não adiantou muito. Osvaldo, a jovem Magna Mez, Manuel Cristaldo Mieres e seus companheiros continuam em liberdade, em algum ponto desta impressionante terra vermelha.
Sobre esse terreno também se trava uma batalha política importante, entre os que querem que o Estado se limite a enviar o exército para procurar os guerrilheiros e os que acreditam que esta é a ocasião para tentar que o Estado se estabeleça em um território do qual esteve quase totalmente ausente até agora, deixando tudo nas mãos dos próprios fazendeiros. Uma batalha que inclusive deu origem a um confronto armado entre forças militares e um destacamento das Forças Operacionais da Polícia Especializada (Fope). Ocorreu em maio passado, quando 350 soldados sob o comando do coronel Ramón Benítez cercaram e atacaram o acampamento das Fope em Hugua Ñandú.
Só o bom-senso do oficial de polícia Derlys González, que, depois de se entrincheirar e trocar alguns tiros, deu ordem a seus homens para render-se, evitou um massacre. "Pergunto-me se o exército queria realmente que acontecesse algo ruim, para colocar em apuros o governo do presidente Lugo. Eu pessoalmente considero essa hipótese", comenta González, que tem 27 anos e está disposto a fazer carreira profissional "em uma polícia profissional".
"Militarizar este departamento não é a solução do problema", afirma Luis Acosta Paniagua, o jovem intendente da cidade de Concepción. Ele pertence ao Partido Liberal, que ajudou o presidente Lugo a chegar ao poder e a tirar o Partido Colorado, depois de 63 anos contínuos no governo. "O EPP surgiu pelo abandono que os governos anteriores fizeram desta região", afirma. "Enquanto não tivermos Estado não haverá nada a fazer."
Acosta, filho de pecuaristas, não compartilha a exigência dos grandes fazendeiros, a sempre perigosa Associação Rural. "Aqui precisamos é de caminhos que não se inundem, de escolas, saúde", afirma com cansaço. Decidiu não voltar a se candidatar, farto de não conseguir nada do que precisa. E o Estado não tem dinheiro para lhe enviar por que o governo de Lugo não consegue obrigar os fazendeiros a pagar impostos sobre as exportações de soja ou de carne, como acontece nos países vizinhos. "Os fazendeiros só querem o exército, e não o Estado", declara, "mas se enganam porque a EPP não poderá ser combatida com militares, mas com a presença do Estado."
Na boca do prefeito, a minúscula guerrilha se transforma em uma ameaça importante e em um argumento a seu favor: "Se o Estado não fizer algo o EPP crescerá". Por que os fazendeiros precisam do exército, se têm seus próprios grupos de segurança, armados e pagos por eles mesmos? "Bem, isso não impediu dois sequestros importantes na região", explica. Os serviços de segurança, dirigidos pelos capatazes, funcionam dentro das fazendas e foram empregados até agora para combater o furto de gado. "Por aqui sempre houve pequenos bandos de criminosos comuns que podem roubar duas ou três cabeças por mês", afirma Miguel Irigoyen, um jornalista local. "E nas fazendas os capatazes e seus capangas sempre estão prontos para matar."
Concepción ferve com milhares de motos de pequena cilindrada que substituíram os cavalos, levando dois, três e até quatro passageiros. "São mais fáceis de guardar e de manter", ri Irigoyen. "E além disso conseguem passar por caminhos que parecem intransitáveis, algo imprescindível nesta área." A cidade tem dois hotéis limpos, o Victoria e o Francés, e muitas lojas e comércios que atendem às fazendas que se sucedem e entrelaçam ao longo de todo o departamento: Agüerito tem mais de 20 mil hectares, mas não é a maior, dizem. Em Hugua Ñandú, a pouco mais de 100 quilômetros da capital, por esses caminhos de terra e lama, há um grupo de casas de peões, um assentamento que se tornou conhecido pela existência de associações camponesas que reclamam a distribuição da terra. Aqui, em pontos próximos como Kurusú de Hierro, Paso Barreto ou Horqueta, oito líderes camponeses foram assassinados por capangas desde 2003, sem que nunca se tenham localizado seus executores, segundo dados do relatório Chokokue realizado pela Comissão de Direitos Humanos do Paraguai (Codehupy).
Foi um momento perigoso, afirma a entidade, porque as associações de agricultores acreditaram que com a queda da ditadura poderiam intensificar suas reivindicações de terra e ocorreram várias ocupações de fazendas. Mas Stroessner havia caído, e não o Partido Colorado, e de 370 ocupações registradas entre 1990 e 2004, quase 360 foram desalojados violentamente, com mais de 7 mil agricultores detidos. Foi quando começaram a proliferar as execuções: 77 homens e mulheres ligados ao movimento camponês foram assassinados nos cinco departamentos do norte. Ninguém até agora foi detido ou condenado por essas mortes.
Na estância de Agüerito, o capataz autoriza por telefone celular que abram a cerca para nós, nos deixem percorrer a fazenda e ver a escola que o governo levantou, relativamente perto do assentamento indígena, para que as crianças recebam instrução. Trata-se de dois edifícios de madeira e amianto. Em um deles, com portas e cadeado, guarda-se o material educacional e o leite que os alunos receberão todos os dias. A escola propriamente dita não tem portas, mas sim piso de cimento, vários bancos escolares e duas lousas nas extremidades do recinto. Na dos "maiores" há deveres programados: "Escrever três orações afirmativas e três negativas". Na dos menores, um cartaz com o alfabeto guarani; 80% dos paraguaios falam essa língua própria, ao mesmo tempo que o espanhol, mas só 24% são capazes de se expressar em guarani, entre eles as crianças dessa etnia.
"Atende a escola um professor que vem de moto todos os dias. Um professor de verdade", explica orgulhoso o peão que nos acompanha. É um esclarecimento importante, porque no Paraguai ainda há centenas de professores "ad honorem", pessoas humildes e de pouca instrução, mas que sabem ler e escrever e que se oferecem para dar aulas, sem salário nem remuneração, em lugares aonde os professores de verdade não chegam nem são esperados.
Aqui mesmo em Agüerito, não longe da escola, foi registrada há algum tempo a presença de um pequeno grupo de homens que percorriam o morro. Segundo o jornal "ABC Color", "ao ver-se cercados, detonaram uma granada para intimidar seus perseguidores, civis e policiais, e empreenderam a fuga".
Em companhia do oficial Jorge Ochipindi, percorremos a chamada Calle 18, um caminho de terra que atravessa outras zonas conflituosas e no qual se instalaram barreiras móveis da polícia, encarregadas de identificar todos os que passam. As poucas caminhonetes que se movimentam pela Calle 18 têm dificuldade com o barro, enquanto as pequenas motos zumbem como os pequenos e famintos mosquitos da região. A presença de Ochipindi não basta para que o capataz da fazenda Guarani nos abra o portão. Dali são os três empregados de segurança (capangas, segundo outras fontes) que foram assassinados pelo EPP em abril passado, exatamente o ataque que deu origem ao estado de exceção. "Está escurecendo e eles têm ordem de não permitir que ninguém atravesse as cercas", explica o policial.
Relativamente perto dali, em Kurusú del Hierro, quando se arrasava um suposto local de depósito de maconha (o Paraguai é um dos maiores produtores do mundo), foi encontrado em agosto de 2009 um manual do EPP. Eram páginas desparelhadas, manuscritas, obra de Alcides Oviedo, marido de Carmen Villalba, e condenado como ela a 18 anos de prisão por sua participação em um sequestro anterior, o de Maria Edith Bordón de Debernardi. O texto, sobre a conveniência de sempre ter alguém sequestrado (técnica atribuída às Farc colombianas) e com instruções sobre como mover-se pela floresta ou como torturar um detido, foi publicado na íntegra pelo jornal conservador "La Nación", com um sucesso formidável e inesperado. Segundo seu diretor, a primeira edição de 7 mil exemplares esgotou, e por isso foi preciso reimprimir o suposto manual guerrilheiro durante dois dias consecutivos, sempre com a mesma recepção.
Provavelmente o pequeno EPP nunca sonhou em ter uma repercussão semelhante. "Com propaganda suficiente, com os dólares que vão acumulando e com a inexistência do Estado em todo o norte do país, o EPP, que hoje é um pequeno grupo criminoso, quase fantasma, poderia se transformar em um embrião de algo sério", lamenta o ministro do Interior, Rafael Filizzola."
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
(27/06/2010)
Soledad Gallego-Díaz
Em Concepción (Paraguai)
Suspeito de pertencer ao EPP é assinalado em cartaz com procurados pela polícia paraguaia
No norte do Paraguai, no departamento de Concepción, a terra é vermelha e ampla, com belos e péssimos caminhos, salpicados de cupinzeiros e algumas manchas de florestas verdes e espessas. E, sobretudo, com enormes fazendas, mais de um milhão de cabeças de gado e dezenas de milhares de hectares, nos quais ninguém sabe muito bem qual a lei que vale: a do Estado ou a do fazendeiro.
Por aqui, em uma dessas matas, o pecuarista Fidel Zavala passou 93 dias acorrentado a uma rede e coberto por uma lona, até que em janeiro passado seus parentes pagaram US$ 500 mil de resgate, atirados em duas sacolas de um pequeno avião, em um ponto determinado por GPS. Aqui em Tacuatí também foi sequestrado em julho de 2008 o pecuarista Luis Lindstron, que pagou US$ 400 mil para recuperar a liberdade. Em Hugua Ñandú, a poucos quilômetros, atacaram e incendiaram a precária delegacia local, e dois policiais ficaram feridos.
Mas sobretudo é a terra onde uma única empresa, a Comercial e Imobiliária Paraguaia Argentina, Cipasa, chegou a ter, até pouco tempo atrás, mais de 400 mil hectares de terras, com 300 quilômetros de frente cercada.
Nada estranho no país que sofre certamente a distribuição de terra mais desigual e injusta do mundo e no qual há mais de um século os sucessivos governos presentearam a seus amigos ou venderam o território nacional. A Comissão de Verdade e Justiça, criada com a ajuda da ONU, estima que 64% das cessões realizadas desde 1954 --desde a chegada ao poder do ditador Alfredo Stroessner-- foram ilegais: centenas de milhares de hectares de terras invadidos e dezenas de milhares de agricultores despojados e maltratados.
O esforço para devolver a normalidade ao Paraguai, um país que o escritor e jornalista espanhol Rafael Barrett chegou a comparar, no início do século 20, com o Congo, por seu pavoroso histórico de "escravidão, tormento e assassinato" ("El Dolor Paraguayo" e "Lo que son los yerbales", ed. Capital Intelectual, 2010), é muito recente e precário. Começa praticamente com a eleição de Fernando Lugo para presidente, em 2008, porque se é verdade que a ditadura de Alfredo Stroessner acabou em 1989 os primeiros anos de democracia não mudaram em nada a situação.
O ex-presidente Andrés Rodríguez, por exemplo, que expulsou Stroessner quando este fechou sua firma de câmbio, já tinha se apossado de milhares de hectares e aproveitou o cargo para se apoderar de outros 2 mil. Foi o primeiro presidente democrático, para dizer algo, mas segundo o governo dos EUA o general Rodríguez também era o chefe do chamado Cartel do Paraguai, encarregado, como o próprio Stroessner, de proteger os bandos de traficantes de maconha e as fabulosas redes de contrabando que operavam e operam no país.
Ciudad del Este, na chamada "tríplice fronteira", é o olho do furacão de todo esse contrabando. Nasceu como cidade em 1957, no Alto Paraná, de frente para Iguaçu, Argentina e Brasil, e além de apresentar uma incrível grama de enormes armazéns e supermercados é o lugar de encontro de agentes de espionagem de meio mundo, representantes de vendedores de armas e traficantes de drogas, contrabandistas de objetos e de informação, que se movem como peixes na água no flexível território paraguaio.
Ali os americanos conseguiram capturar no último 15 de junho um dos supostos financistas do Hizbollah, Moussa Ali Handan, um libanês que agora espera sua imediata extradição. E ali se anunciou na quarta-feira, 16, que haverá um voo cargueiro direto a cada dez dias entre Ciudad del Este e Xangai. "Puro comércio informático-eletrônico", afirmam seus promotores, "que movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões por ano só nesta cidade."
Nada a ver com Concepción, San Pedro ou Amambay, os departamentos agrícolas do norte do país, onde se vive completamente à margem desse outro Paraguai e onde ninguém se importa muito com o que acontece. Aqui não há estradas nem supermercados, apenas caminhos de terra, superfícies desabitadas e enormes extensões de pasto que pertencem a algumas poucas fazendas de gado, em sua maioria propriedade de latifundiários de empresas brasileiras, como a famosa Mate Laranjeira, que nunca foi conhecida por sua submissão a outra lei que não a sua própria.
Em boa parte dessas fazendas, os poucos peões necessários para a faina vivem ali mesmo, às vezes com suas famílias, reunidos em pequenos grupos junto à casa do capataz e talvez na casa grande, quase sempre vazia, que o dono mandou construir. Dão-lhes comida, combustível, abrigo, "um pequeno salário" e horários muito restritos: inclusive no domingo, quando aproveitam para visitar vizinhos ou formar a torcida de um pequeno time de futebol local, têm de voltar a cruzar a cerca antes que anoiteça.
Também moram ali, para sua tristeza, e bem longe dos currais onde se cuidam das novilhas, pequenas comunidades indígenas que ficaram congeladas no meio das enormes fazendas e que sobrevivem em choças de madeira e palha sem a menor assistência nem ajuda.
Lirio Benítez é o dirigente de uma dessas comunidades, enterrada na fazenda Agüerito. Identifica-se como pertencente à etnia pai tavyterá e veio ao nosso encontro quando entramos em seu território, atravessando a duras penas um caminho infame, o pior da fazenda, onde residem as 48 famílias de seu grupo. Afirma que esse pedaço de terreno encharcado se chama Hegua Hatý e que é dele há mais de 60 anos. Está aborrecido porque cortou no morro próximo algumas árvores, que agora as autoridades o proíbem de vender. Para culminar, diz que os fazendeiros, que querem que corte e venda madeira para abrir pastos, suprimiram os 15 quilos de comida por família que lhes entregavam por mês, certamente para que pressionem mais os órgãos oficiais e consigam acabar com a mata. "Com esses 15 quilos não chegamos a comer nem 15 dias", diz, magra e firme, sua mulher, Rosa.
Os indígenas não se mostram nada incomodados com a presença dos três jovens policiais que nos acompanham. Todos falam guarani entre si e brincam. Manuel, com seu fuzil M-14 de boca para baixo e um pesado colete à prova de balas, que o faz suar muito, tem apenas 23 anos e observa tranquilamente este diálogo, em castelhano, com um dos filhos de Lirio, Anastasio, 39 anos.
- Acredita que o EPP será de alguma ajuda para vocês?
- O EPP é uma ajuda. Ninguém faz isso. Ninguém presta atenção em nós. Eles ajudam.
- Os guerrilheiros passaram por aqui alguma vez?
- Eu não os vi.
Durante o sequestro de Lindstron, o EPP exigiu que a família entregasse dez cabeças de gado para determinadas etnias indígenas e que distribuísse cortes de carne em alguns bairros pobres de Assunção. Uma etnia se negou a receber o gado, alguns dizem que por medo das represálias dos fazendeiros e outros porque seus dirigentes estão cansados de que outros os utilizem para seus fins.
Aqui no norte seria difícil os indígenas rejeitarem as vacas. Sua pobreza extrema e total abandono transformam o território na zona quente do EPP, o terreno em que o comandante Alexander, cujo verdadeiro nome é Osvaldo Villalba Ayala, um jovem de cerca de 30 anos que vem de organizações sociais de raiz católica, pode se esconder e planejar novas ações e sequestros de proprietários de terras. Por ele e por sua pequena guerrilha, os pecuaristas exigem que os militares incursionem por morros e florestas para acossá-los e detê-los. Por ele, o presidente Lugo teve de aceitar um período de estado de exceção de 30 dias, que levou 3 mil soldados ao lugar, mas que não adiantou muito. Osvaldo, a jovem Magna Mez, Manuel Cristaldo Mieres e seus companheiros continuam em liberdade, em algum ponto desta impressionante terra vermelha.
Sobre esse terreno também se trava uma batalha política importante, entre os que querem que o Estado se limite a enviar o exército para procurar os guerrilheiros e os que acreditam que esta é a ocasião para tentar que o Estado se estabeleça em um território do qual esteve quase totalmente ausente até agora, deixando tudo nas mãos dos próprios fazendeiros. Uma batalha que inclusive deu origem a um confronto armado entre forças militares e um destacamento das Forças Operacionais da Polícia Especializada (Fope). Ocorreu em maio passado, quando 350 soldados sob o comando do coronel Ramón Benítez cercaram e atacaram o acampamento das Fope em Hugua Ñandú.
Só o bom-senso do oficial de polícia Derlys González, que, depois de se entrincheirar e trocar alguns tiros, deu ordem a seus homens para render-se, evitou um massacre. "Pergunto-me se o exército queria realmente que acontecesse algo ruim, para colocar em apuros o governo do presidente Lugo. Eu pessoalmente considero essa hipótese", comenta González, que tem 27 anos e está disposto a fazer carreira profissional "em uma polícia profissional".
"Militarizar este departamento não é a solução do problema", afirma Luis Acosta Paniagua, o jovem intendente da cidade de Concepción. Ele pertence ao Partido Liberal, que ajudou o presidente Lugo a chegar ao poder e a tirar o Partido Colorado, depois de 63 anos contínuos no governo. "O EPP surgiu pelo abandono que os governos anteriores fizeram desta região", afirma. "Enquanto não tivermos Estado não haverá nada a fazer."
Acosta, filho de pecuaristas, não compartilha a exigência dos grandes fazendeiros, a sempre perigosa Associação Rural. "Aqui precisamos é de caminhos que não se inundem, de escolas, saúde", afirma com cansaço. Decidiu não voltar a se candidatar, farto de não conseguir nada do que precisa. E o Estado não tem dinheiro para lhe enviar por que o governo de Lugo não consegue obrigar os fazendeiros a pagar impostos sobre as exportações de soja ou de carne, como acontece nos países vizinhos. "Os fazendeiros só querem o exército, e não o Estado", declara, "mas se enganam porque a EPP não poderá ser combatida com militares, mas com a presença do Estado."
Na boca do prefeito, a minúscula guerrilha se transforma em uma ameaça importante e em um argumento a seu favor: "Se o Estado não fizer algo o EPP crescerá". Por que os fazendeiros precisam do exército, se têm seus próprios grupos de segurança, armados e pagos por eles mesmos? "Bem, isso não impediu dois sequestros importantes na região", explica. Os serviços de segurança, dirigidos pelos capatazes, funcionam dentro das fazendas e foram empregados até agora para combater o furto de gado. "Por aqui sempre houve pequenos bandos de criminosos comuns que podem roubar duas ou três cabeças por mês", afirma Miguel Irigoyen, um jornalista local. "E nas fazendas os capatazes e seus capangas sempre estão prontos para matar."
Concepción ferve com milhares de motos de pequena cilindrada que substituíram os cavalos, levando dois, três e até quatro passageiros. "São mais fáceis de guardar e de manter", ri Irigoyen. "E além disso conseguem passar por caminhos que parecem intransitáveis, algo imprescindível nesta área." A cidade tem dois hotéis limpos, o Victoria e o Francés, e muitas lojas e comércios que atendem às fazendas que se sucedem e entrelaçam ao longo de todo o departamento: Agüerito tem mais de 20 mil hectares, mas não é a maior, dizem. Em Hugua Ñandú, a pouco mais de 100 quilômetros da capital, por esses caminhos de terra e lama, há um grupo de casas de peões, um assentamento que se tornou conhecido pela existência de associações camponesas que reclamam a distribuição da terra. Aqui, em pontos próximos como Kurusú de Hierro, Paso Barreto ou Horqueta, oito líderes camponeses foram assassinados por capangas desde 2003, sem que nunca se tenham localizado seus executores, segundo dados do relatório Chokokue realizado pela Comissão de Direitos Humanos do Paraguai (Codehupy).
Foi um momento perigoso, afirma a entidade, porque as associações de agricultores acreditaram que com a queda da ditadura poderiam intensificar suas reivindicações de terra e ocorreram várias ocupações de fazendas. Mas Stroessner havia caído, e não o Partido Colorado, e de 370 ocupações registradas entre 1990 e 2004, quase 360 foram desalojados violentamente, com mais de 7 mil agricultores detidos. Foi quando começaram a proliferar as execuções: 77 homens e mulheres ligados ao movimento camponês foram assassinados nos cinco departamentos do norte. Ninguém até agora foi detido ou condenado por essas mortes.
Na estância de Agüerito, o capataz autoriza por telefone celular que abram a cerca para nós, nos deixem percorrer a fazenda e ver a escola que o governo levantou, relativamente perto do assentamento indígena, para que as crianças recebam instrução. Trata-se de dois edifícios de madeira e amianto. Em um deles, com portas e cadeado, guarda-se o material educacional e o leite que os alunos receberão todos os dias. A escola propriamente dita não tem portas, mas sim piso de cimento, vários bancos escolares e duas lousas nas extremidades do recinto. Na dos "maiores" há deveres programados: "Escrever três orações afirmativas e três negativas". Na dos menores, um cartaz com o alfabeto guarani; 80% dos paraguaios falam essa língua própria, ao mesmo tempo que o espanhol, mas só 24% são capazes de se expressar em guarani, entre eles as crianças dessa etnia.
"Atende a escola um professor que vem de moto todos os dias. Um professor de verdade", explica orgulhoso o peão que nos acompanha. É um esclarecimento importante, porque no Paraguai ainda há centenas de professores "ad honorem", pessoas humildes e de pouca instrução, mas que sabem ler e escrever e que se oferecem para dar aulas, sem salário nem remuneração, em lugares aonde os professores de verdade não chegam nem são esperados.
Aqui mesmo em Agüerito, não longe da escola, foi registrada há algum tempo a presença de um pequeno grupo de homens que percorriam o morro. Segundo o jornal "ABC Color", "ao ver-se cercados, detonaram uma granada para intimidar seus perseguidores, civis e policiais, e empreenderam a fuga".
Em companhia do oficial Jorge Ochipindi, percorremos a chamada Calle 18, um caminho de terra que atravessa outras zonas conflituosas e no qual se instalaram barreiras móveis da polícia, encarregadas de identificar todos os que passam. As poucas caminhonetes que se movimentam pela Calle 18 têm dificuldade com o barro, enquanto as pequenas motos zumbem como os pequenos e famintos mosquitos da região. A presença de Ochipindi não basta para que o capataz da fazenda Guarani nos abra o portão. Dali são os três empregados de segurança (capangas, segundo outras fontes) que foram assassinados pelo EPP em abril passado, exatamente o ataque que deu origem ao estado de exceção. "Está escurecendo e eles têm ordem de não permitir que ninguém atravesse as cercas", explica o policial.
Relativamente perto dali, em Kurusú del Hierro, quando se arrasava um suposto local de depósito de maconha (o Paraguai é um dos maiores produtores do mundo), foi encontrado em agosto de 2009 um manual do EPP. Eram páginas desparelhadas, manuscritas, obra de Alcides Oviedo, marido de Carmen Villalba, e condenado como ela a 18 anos de prisão por sua participação em um sequestro anterior, o de Maria Edith Bordón de Debernardi. O texto, sobre a conveniência de sempre ter alguém sequestrado (técnica atribuída às Farc colombianas) e com instruções sobre como mover-se pela floresta ou como torturar um detido, foi publicado na íntegra pelo jornal conservador "La Nación", com um sucesso formidável e inesperado. Segundo seu diretor, a primeira edição de 7 mil exemplares esgotou, e por isso foi preciso reimprimir o suposto manual guerrilheiro durante dois dias consecutivos, sempre com a mesma recepção.
Provavelmente o pequeno EPP nunca sonhou em ter uma repercussão semelhante. "Com propaganda suficiente, com os dólares que vão acumulando e com a inexistência do Estado em todo o norte do país, o EPP, que hoje é um pequeno grupo criminoso, quase fantasma, poderia se transformar em um embrião de algo sério", lamenta o ministro do Interior, Rafael Filizzola."
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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